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Título: Influência da iontoforese na penetração de digluconato de clorexidina e brometo de domifeno em canais radiculares e túbulos dentinários, e seu potencial na desinfecção endodôntica
Autor(es): Miranda, Thamires da Cunha
Orientador(es): Gratieri, Taís
Assunto: Iontoforese
Eletrodos
Terapia endodôntica
Data de publicação: 1-Out-2026
Referência: MIRANDA, Thamires da Cunha. Influência da iontoforese na penetração de digluconato de clorexidina e brometo de domifeno em canais radiculares e túbulos dentinários, e seu potencial na desinfecção endodôntica. 2026. 90 f, il.. Tese (Doutorado em Ciências Farmacêuticas) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.
Resumo: O sucesso da terapia endodôntica depende da adequada desinfecção do sistema de canais radiculares; contudo, falhas persistem mesmo com tecnologias que visam aumentar a penetração de antimicrobianos. A iontoforese, capaz de favorecer a difusão de substâncias em tecidos biológicos, ainda é pouco explorada na endodontia. Este estudo avaliou sua eficácia na penetração de agentes antimicrobianos, como digluconato de clorexidina (CHX) e brometo de domifeno (BD), em canais radiculares e túbulos dentinários de dentes humanos. Na prova de conceito, o azul de metileno foi aplicado em canais radiculares bovinos e humanos com eletrodos de Ag/AgCl, avaliando-se sua penetração por microscopia óptica. Em dentes bovinos, limas de aço inoxidável e de níquel-titânio foram testadas como eletrodos inertes. A iontoforese foi realizada com correntes de 0,5 e 1,5 mA por 5 e 15 minutos, comparada à aplicação passiva do corante. Em dentes humanos, aplicou-se iontoforese a 1 mA por 1 minuto. Observouse diferença estatística significativa entre aplicações passivas e iontoforéticas com eletrodos de Ag/AgCl e de aço inoxidável. Os eletrodos de Ag/AgCl foram mais eficazes a 1,5 mA por 5 minutos, enquanto os de aço inoxidável apresentaram melhor distribuição do corante a 0,5 mA por 15 minutos. Eletrodos de NiTi não diferiram da aplicação passiva. Em dentes humanos, a iontoforese aumentou a penetração do corante no canal radicular e nos túbulos dentinários. Avaliou-se ainda o uso do tampão HEPES em permeações em pele suína para prevenir a redução de pH associada a eletrodos inertes; entretanto, o tampão reduziu a permeação e a penetração de lidocaína. A resistência elétrica de dentes humanos foi determinada pela Lei de Ohm, resultando em aproximadamente 4 × 10⁴ Ω. Ensaios de MIC, CBM e time-kill curve demonstraram que CHX e BD foram mais potentes que o NaOCl, padrão ouro em endodontia, sendo alternativas mais seguras para a desinfecção endodôntica associada à iontoforese. A microscopia eletrônica de varredura foi realizada em dentes não tratados e submetidos a CHX, CHX associada à iontoforese, BD, BD associada à iontoforese, iontoforese isolada e NaOCl. Observou-se que a iontoforese potencializou a desinfecção endodôntica quando associada a CHX e BD, evidenciando seu potencial como adjuvante na terapia endodôntica.
Abstract: The success of endodontic therapy depends on adequate disinfection of the root canal system; however, failures persist even with technologies aimed at enhancing antimicrobial penetration. Iontophoresis, which promotes the diffusion of substances through biological tissues, remains underexplored in endodontics. This study evaluated its influence on the penetration of antimicrobial agents, such as CHX and BD, into root canals and dentinal tubules of human teeth. A proof of concept was conducted using methylene blue, a hydrophilic and cationic dye, applied to bovine and human root canals with Ag/AgCl electrodes, with penetration assessed by optical microscopy. In bovine teeth, stainless steel and nickel-titanium files were tested as inert electrodes. Iontophoresis was applied at 0.5 and 1.5 mA for 5 and 15 minutes and compared with passive dye application. In human teeth, iontophoresis was applied at 1 mA for 1 minute, showing increased penetration into the root canal and dentinal tubules (p < 0.05). Differences were observed between passive and iontophoretic application, with Ag/AgCl electrodes performing better at 1.5 mA for 5 minutes, while stainless steel electrodes showed better distribution at 0.5 mA for 15 minutes. Due to the electrochemical nature of inert electrodes and their lower performance, the use of HEPES buffer was evaluated in porcine skin to prevent pH reduction; however, the buffer reduced LD permeation and penetration. The electrical resistance of human teeth was determined using Ohm’s law (~4 × 10⁴ Ω). MIC, MBC, and time-kill curve assays demonstrated greater potency of CHX and BD compared to NaOCl, indicating safer alternatives for disinfection associated with iontophoresis. Scanning electron microscopy, performed across different experimental groups (2% CHX, 2% CHX + iontophoresis, 2% BD, 2% BD + iontophoresis, iontophoresis alone), Findings suggest a reduction in microbial load with iontophoresis (1 mA/1 min); however, as this is a qualitative assessment, quantitative analyses of microbial viability are required. These findings demonstrate favorable results, reinforcing the potential of iontophoresis as a promising adjunctive technique in endodontics and encouraging further research aimed at improving endodontic treatment.
Unidade Acadêmica: Faculdade de Ciências da Saúde (FS)
Departamento de Farmácia (FS FAR)
Informações adicionais: Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Brasília, 2025.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Agência financiadora: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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