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Veuillez utiliser cette adresse pour citer ce document : http://repositorio.unb.br/handle/10482/55202
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Titre: Deixe que eu fale por mim : a palavração como autodeterminação negra em um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves
Auteur(s): Silva, Nayane Caroline Leandro
Orientador(es):: Correia, Paulo Petronilio
Assunto:: Um defeito de cor
Escrita-de-si
Palavra
Autodeterminação
Date de publication: 30-jui-2026
Référence bibliographique: SILVA, Nayane Caroline Leandro. Deixe que eu fale por mim : a palavração como autodeterminação negra em um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves. 2026. 136 f. Dissertação (Mestrado em Literatura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.
Résumé: Esta dissertação investiga a escrita de si na literatura afrobrasileira contemporânea a partir do romance Um defeito de cor (2020), de Ana Maria Gonçalves, tomando como eixo central a noção de palavração enquanto prática ética, estética e política de autodeterminação. Parte-se da problematização proposta por Gayatri Spivak (2010) acerca da possibilidade de a subalterna falar, deslocando a questão para o campo da autoria negra feminina e interrogando se, mais do que falar, a subalterna pode escrever-se. No primeiro capítulo, a análise insere o romance no campo da escrita autobiográfica ou autoficcional, compreendendo a escrita de si como estratégia de autorrecuperação, em diálogo com bell hooks (2019), ao instaurar Kehinde como sujeita histórica, política e narradora de si. No segundo capítulo, aprofunda-se a noção de palavração a partir da narratologia e da reflexão de Edward Said (1984) sobre a permissão para narrar, demonstrando como a assunção da primeira pessoa rompe com o estatuto de “não-pessoa” e constitui um devir-sujeito ético e categórico. No terceiro capítulo, a palavração é compreendida como ethos, estruturando um processo de autodeterminação que se desdobra em três eixos interdependentes: genealogia ancestral, reinvenção dos arquivos históricos e autorreflexão sobre o vivido. Em diálogo com Achille Mbembe (2021), Frantz Fanon (2020), Neusa Santos Souza (2021), Isildinha Baptista Nogueira (2021) e Stuart Hall (2003; 2024), a dissertação evidencia como a narração de si atua na desmontagem das imagens de controle (Collins, 2019) e do ideal do ego branco, produzindo efeitos psíquicos e simbólicos de autorrecuperação. Conclui-se que a palavração, em Um defeito de cor (2020), reafirma a escrita de si como espaço privilegiado de resistência, elaboração subjetiva e afirmação da humanidade negra, ampliando os horizontes críticos da literatura brasileira contemporânea
Abstract: This dissertation investigates self-writing in contemporary Afro-Brazilian literature through the novel Um defeito de cor (2020), by Ana Maria Gonçalves, foregrounding the concept of palavração as an ethical, aesthetic, and political practice of self-determination. The study builds on Gayatri Spivak’s (2010) question of whether the subaltern can speak, shifting the debate to the field of Black female authorship and asking whether, beyond speaking, the subaltern can write herself. In the first chapter, the analysis situates the novel within the field of autobiographical or autofictional writing, understanding escrevivência as a strategy of self recovery, in dialogue with bell hooks (2019), by establishing Kehinde as a historical and political subject and as the narrator of her own life. The second chapter further develops the notion of palavração, through narratology and Edward Said’s (1984) reflection on the permission to narrate, demonstrating how the assumption of the first person breaks with the status of “non-person” and constitutes an ethical and categorical “becoming-subject”. In the third chapter, palavração is understood as an ethos, structuring a process of self-determination that unfolds along three interdependent axes: ancestral genealogy, the reinvention of historical archives, and self-reflection on lived experience. In dialogue with Achille Mbembe (2021), Frantz Fanon (2020), Neusa Santos Souza (2021), Isildinha Baptista Nogueira (2021), and Stuart Hall (2003; 2024), this study shows how self-narration operates in the dismantling of controlling images (Hill Collins, 2019) and the ideal of the white ego, producing psychic and symbolic effects of self-recovery. The dissertation concludes that palavração, in Um defeito de cor (2020), reaffirms self-writing as a privileged space of resistance, subjective elaboration, and the affirmation of Black humanity, expanding the critical horizons of contemporary Brazilian literature
metadata.dc.description.unidade: Instituto de Letras (IL)
Departamento de Teoria Literária e Literaturas (IL TEL)
Description: Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literaturas, 2025.
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Literatura
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Agência financiadora: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Collection(s) :Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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