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Título: Deepfakes contra candidatas nas eleições : o uso da inteligência artificial na perpetuação da violência política de gênero
Autor(es): Azevedo, Ingrid Borges de
Orientador(es): Lage, Fernanda de Carvalho
Assunto: Deepfakes
Inteligência artificial
Direito eleitoral
Violência política
Questões de gênero
Mulheres na política
Data de publicação: 26-fev-2026
Referência: AZEVEDO, Ingrid Borges de. Deepfakes contra candidatas nas eleições: o uso da inteligência artificial na perpetuação da violência política de gênero. 2025. 161 f. Dissertação (Mestrado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: O intenso uso de inteligência artificial impacta diversas áreas, inclusive a jurídica, e pode ser um novo desafio para as campanhas eleitorais. O uso de deepfakes, que são imagens, vídeos ou áudios manipulados digitalmente por meio de machine learning para simular falas ou atos de pessoas como se fossem reais, na política apresenta uma nova face da violência política de gênero já praticada contra as mulheres há anos. Embora a legislação tenha avançado na proteção das mulheres que trilham seus caminhos na política, o uso da tecnologia para disseminar inverdades sobre as candidatas corrobora as violências sofridas pelas candidatas nas eleições. Considerando essa problemática, este artigo aborda, inicialmente, os desdobramentos do uso da tecnologia na política e apresenta a regulamentação ao redor do mundo, por meio de uma revisão bibliográfica. Em seguida, analisa 101 acórdãos dos Tribunais Regionais Eleitorais referentes às eleições municipais de 2024 com o objetivo de investigar quais são os alvos, os partidos políticos, os conteúdos disseminados e os fundamentos para a configuração de deepfake. Por fim, o capítulo relaciona os conteúdos disseminados contra as candidatas mulheres nas eleições com o recente conceito de violência política de gênero, confirmando a hipótese de que as deepfakes também configuram violência política de gênero na medida em que ofendem a honra das candidatas com o objetivo de descredibiliza-las, na tentativa de provar que a política não é lugar para a mulher, conforme o conceito de violência política de gênero de Mona Lena Krook e Juliana Restrepo Sanín. O trabalho também utiliza o conceito de interseccionalidade de Kimberlé Crenshaw para analisar gênero e raça, provando que as mulheres negras são mais oprimidas pela violência, como evidencia também Bell Hooks.
Abstract: The intense use of artificial intelligence impacts various areas, including the legal field, and may pose a new challenge for election campaigns. The use of deepfakes, which are images, videos, or audios digitally manipulated through machine learning to simulate people's speech or actions as if they were real, in politics presents a new facet of genderbased political violence that has been practiced against women for years. Although legislation has advanced in protecting women who pursue careers in politics, the use of technology to spread falsehoods about female candidates contributes to the violence they suffer in elections. Considering this problem, this article initially addresses the implications of the use of technology in politics and presents regulations around the world through a literature review. Next, it analyzes 101 rulings from the Regional Electoral Courts related to the 2024 municipal elections with the aim of investigating the targets, political parties, disseminated content, and grounds for the configuration of deepfakes. Finally, the chapter relates the content disseminated against female candidates in the elections to the recent concept of gender-based political violence, confirming the hypothesis that deepfakes also constitute gender-based political violence insofar as they offend the honor of female candidates with the aim of discrediting them, in an attempt to prove that politics is not a place for women, according to the concept of gender-based political violence by Mona Lena Krook and Juliana Restrepo Sanín. The work also uses Kimberlé Crenshaw's concept of intersectionality to analyze gender and race, proving that Black women are more oppressed by violence, as Bell Hooks also demonstrates.
Unidade Acadêmica: Faculdade de Direito (FD)
Informações adicionais: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Programa de Pós-Graduação em Direito, 2025.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Direito
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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