http://repositorio.unb.br/handle/10482/54115| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| KatiuciaMendesSantos_DISSERT.pdf | 1,89 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Governança fundiária e desmatamento em florestas públicas não destinadas : análise em sete municípios no sul do Amazonas entre 2019 e 2024 |
| Autor(es): | Santos, Katiúcia Mendes |
| Orientador(es): | Jacobson, Tamiel Khan Baiocchi |
| Assunto: | Amazônia Gestão fundiária Segurança jurídica Desenvolvimento rural Grilagem Políticas públicas |
| Data de publicação: | 24-Fev-2026 |
| Data de defesa: | 15-Ago-2025 |
| Referência: | SANTOS, Katiúcia Mendes. Governança fundiária e desmatamento em florestas públicas não destinadas: análise em sete municípios no sul do Amazonas entre 2019 e 2024. 2025. 69 f., il. Dissertação (Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | A ocupação territorial da Amazônia Legal é anterior à chegada dos portugueses, e a inexatidão nos números de terras públicas amazônicas não destinadas ainda é uma realidade, dificultando a elaboração de estratégias para o combate, quantificação e acompanhamento da dinâmica do desmatamento na Amazônia Legal. Perante a emergência climática global, a Amazônia brasileira é alvo significativo de pressões econômicas e ambientais, expondo conflitos entre regularização fundiária e conservação ambiental. Neste sentido, esta pesquisa investigou a relação entre governança fundiária e níveis de desmatamento, entre 2019 e 2024, nos municípios Apuí, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré e Novo Aripuanã, localizados no sul do Amazonas. Esses municípios de estudo estão inseridos no “novo arco do desmatamento”, onde se concentram altos indicies de desmatamento e pressão para expansão da fronteira agrícola. Relacionamos dados fundiários (CNFP, SIGEF, Base de Glebas Federais) com dados de desmatamento (PRODES/INPE) e analisamos informações fundiárias de titulação e cadastro de glebas públicas. Identificamos os principais conceitos que precisam ser uniformizados pelo poder público e sugerimos que o termo destinação seja atribuído ao processo completo de destaque do patrimônio público, incluindo o acompanhamento do pós-titulação. Invisibilizar a etapa do pós-titulação implica no controle das áreas efetivamente destinadas. A análise de titulação indica que 5.273 emitidos nesses municípios, totalizando 733.775,21 hectares. Porém, esse total indica que apenas 3,4% da área das glebas federais nesses municípios teria sido titulada. Dos 5.273 títulos, 95,3%, são minifúndios ou pequenas propriedades, vulneráveis a reconcentração fundiária e grilagem. É urgente a necessidade de políticas públicas, programas de assistência técnica e crédito produtivo para apoiar esses pequenos produtores. Em relação ao desmatamento nesses municípios, observou-se pico em 2022, totalizando 223.341,08 hectares desmatados. Pode-se observar uma queda significativa nas taxas nos anos subsequentes: 2023 (60,17%) e 2024 (71,98%). A redução das taxas de desmatamento é reflexo do fortalecimento das ações de fiscalização. Além disso, para aprimoramento da gestão fundiária, constatamos necessidade urgente de sanar divergências conceituais, falhas em bases de informações (e na comunicação) entre os órgãos envolvidos na governança fundiária. Embora a queda do desmatamento não esteja diretamente relacionada a titulação, o processo de fiscalização ambiental carece dos dados fundiários bem definidos. O Supremo Tribunal Federal no Acórdão da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF 743 (Número Único: 0103374-45.2020.1.00.0000), já discuti a eliminação de sistemas de controles fundiários e ambientais “paralelos”, exigindo que o poder público garanta a unificação e controle das informações. Assim, recomenda-se integração sistêmica entre regularização fundiária e ambiental, e que estas estejam atreladas a assistência técnica e extensão rural especializadas, elementos importantes para se considerar na elaboração de estratégias de monitoramento e combate ao desmatamento na Amazônia Legal. |
| Abstract: | The territorial occupation of the Legal Amazon predates the arrival of the Portuguese, and inaccurate numbers regarding unallocated Amazonian public lands remain a reality, hindering the development of strategies to combat, quantify, and monitor deforestation dynamics in the Legal Amazon. In the face of the global climate emergency, the Brazilian Amazon is a significant target of economic and environmental pressures, exposing conflicts between land regularization and environmental conservation. Therefore, this research investigated the relationship between land governance and deforestation levels between 2019 and 2024 in the municipalities of Apuí, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré, and Novo Aripuanã, located in southern Amazonas. These study municipalities are located in the "new arc of deforestation," where high deforestation rates and pressure for agricultural expansion are concentrated. We linked land data (CNFP, SIGEF, Federal Land Database) with deforestation data (PRODES/INPE) and analyzed land titling and public land registry information. We identified the main concepts that need to be standardized by the government and suggest that the term "allocation" be attributed to the complete process of allocating public assets, including post-titling monitoring. Making the post-titling stage invisible implies controlling the areas actually allocated. The titling analysis indicates that 5,273 titles were issued in these municipalities, totaling 733,775.21 hectares. However, this total indicates that only 3.4% of the area of federal lands in these municipalities has been titled. Of these 5,273 titles, 95.3% are minifundios or small properties, vulnerable to land reconcentration and land grabbing. There is an urgent need for public policies, technical assistance programs, and productive credit to support these small producers. Regarding deforestation in these municipalities, a peak was observed in 2022, totaling 223,341.08 hectares deforested. A significant decrease in deforestation rates can be observed in subsequent years: 2023 (60.17%) and 2024 (71.98%). The reduction in deforestation rates reflects the strengthening of enforcement actions. Furthermore, to improve land management, we identified an urgent need to resolve conceptual divergences and gaps in information bases (and communication) between the agencies involved in land governance. Although the decline in deforestation is not directly related to titling, the environmental oversight process lacks well-defined land data. The Supreme Federal Court, in its Ruling on the Claim of Non-Compliance with a Fundamental Precept – ADPF 743 (Single Number: 0103374-45.2020.1.00.0000), has already discussed the elimination of "parallel" land and environmental control systems, requiring the government to ensure the unification and control of information. Therefore, it recommends systemic integration between land and environmental regularization, and that these be linked to specialized technical assistance and rural extension, important elements to consider when developing strategies to monitor and combat deforestation in the Legal Amazon. |
| Unidade Acadêmica: | Faculdade UnB Planaltina (FUP) |
| Informações adicionais: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade UnB Planaltina, Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural |
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| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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