http://repositorio.unb.br/handle/10482/53365| Fichier | Description | Taille | Format | |
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| 2025_PriscilaBrelazDaSilva_DISSERT.pdf | 1,42 MB | Adobe PDF | Voir/Ouvrir |
| Titre: | Estoque de carbono, frações da matéria orgânica e fertilidade do solo manejado com agrominerais silicáticos sob pastagem no cerrado |
| Auteur(s): | Silva, Priscila Brelaz da |
| Orientador(es):: | Junqueira, Ana Maria Resende |
| Coorientador(es):: | Soares, João Paulo Guimarães |
| Assunto:: | Agrominerais silicáticos Fertilidade do solo Estoque de carbono Matéria orgânica do solo |
| Date de publication: | 9-déc-2025 |
| Data de defesa:: | 27-mai-2025 |
| Référence bibliographique: | SILVA, Priscila Brelaz da. Estoque de carbono, frações da matéria orgânica e fertilidade do solo manejado com agrominerais silicáticos sob pastagem no cerrado. 2025. 72 f., il. Dissertação (Mestrado em Agronomia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Résumé: | O uso de agrominerais silicáticos tem sido proposto como alternativa promissora para melhorar a fertilidade dos solos tropicais, mitigar processos de degradação e contribuir com práticas agrícolas sustentáveis, especialmente frente à crescente demanda por insumos e à dependência externa de fertilizantes. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito de agrominerais silicáticos – biotita-xisto, kamafugito e basalto – nos estoques de carbono, nas frações da matéria orgânica do solo (MOS), na estabilidade de agregados e nos atributos químicos de um Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico sob cultivo de Urochloa brizantha cv. BRS Paiaguás, após sete anos da implantação do experimento. O experimento foi conduzido em área experimental da Embrapa Cerrados, no Distrito Federal, utilizando delineamento em blocos ao acaso, com cinco tratamentos e três repetições. Os tratamentos consistiram na aplicação de 40 t ha⁻¹ de basalto, 151 t ha⁻¹ de biotita-xisto, 40 t ha⁻¹ de kamafugito, 0,33 t ha⁻¹ de KCl e um controle sem adição de fonte de potássio. As análises abrangeram as frações húmicas e granulométricas da MOS, estoques de carbono, atributos físicos (como densidade, floculação e agregação) e parâmetros químicos do solo (pH, macro e micronutrientes, CTC, Al³⁺, H+Al, e V). Os resultados indicaram que, apesar da hipótese de aumento no carbono do solo e na sua estabilidade por meio do uso de agrominerais, não foram observadas diferenças significativas (p > 0,05) entre os tratamentos em relação aos estoques de carbono, às frações químicas e físicas da MOS ou aos atributos químicos do solo, com exceção de micronutrientes. Os teores de carbono orgânico particulado (COP) representaram mais de 50% do carbono total nas camadas superficiais, destacando a relevância da entrada de resíduos vegetais. A fração associada aos minerais (COAM), mais estável, apresentou diminuição nos tratamentos com agrominerais, o que pode estar relacionado ao efeito priming e à elevação do pH, tornando a matéria orgânica mais suscetível à decomposição. Dentre os tratamentos, apenas a floculação apresentou diferença significativa, com valores médios de 73,74% para o biotita-xisto, 76,01% para o basalto e 77,15% para o kamafugito. De forma geral, o uso prévio de corretivos alcalinizantes e fertilizantes na implantação, bem como a remoção sistemática da biomassa, podem ter limitado a expressão dos efeitos dos agrominerais ao longo do tempo. Conclui-se que, nas condições avaliadas, os agrominerais silicáticos não promoveram acréscimos estatisticamente significativos nos estoques de carbono nem nas frações da MOS após sete anos de cultivo com U. brizantha cv. BRS Paiaguás. Ainda assim, o estudo contribui para preencher lacunas na literatura, especialmente por englobar a análise do fracionamento químico da MOS, ainda não explorado em pesquisas com rochas silicáticas. Recomenda-se o desenvolvimento de novos estudos em longo prazo, que incluam avaliações comparativas com áreas nativas ou mensurações prévias ao manejo, bem como a consideração de frações orgânicas mais sensíveis à variação de manejo, a exemplo de carbono da lábil ou o carbono orgânico dissolvido. |
| Abstract: | The use of silicate agrominerals has been proposed as a promising alternative to improve the fertility of tropical soils, mitigate degradation processes, and contribute to sustainable agricultural practices, especially in light of the growing demand for inputs and the external dependence on fertilizers. In this context, the present study aimed to evaluate the effect of silicate agrominerals—biotite-schist, kamafugite, and basalt—on carbon stocks, soil organic matter (SOM) fractions, aggregate stability, and chemical attributes of a dystrophic Red-Yellow Latosol under cultivation of Urochloa brizantha cv. BRS Paiaguás, after seven years of the experiment's implementation. The experiment was conducted at the Embrapa Cerrados experimental area, in the Federal District, using a randomized block design with five treatments and three replications. Treatments consisted of the application of 40 t ha⁻¹ of basalt, 151 t ha⁻¹ of biotite-schist, 40 t ha⁻¹ of kamafugite, 0.33 t ha⁻¹ of KCl, and a control with no potassium source added. Analyses encompassed humic and granulometric SOM fractions, carbon stocks, physical attributes (such as density, flocculation, and aggregation), and soil chemical parameters (pH, macro- and micronutrients, CEC, Al³⁺, H+Al, and base saturation). The results indicated that, despite the hypothesis of increased soil carbon and stability through the use of agrominerals, no significant differences (p > 0.05) were observed among treatments regarding carbon stocks, chemical and physical SOM fractions, or soil chemical attributes, with the exception of micronutrients. Particulate organic carbon (POC) levels accounted for more than 50% of total carbon in surface layers, highlighting the importance of plant residue input. The mineral-associated fraction (MAOC), which is more stable, showed a decrease in the agromineral treatments, which may be related to the priming effect and pH elevation, making organic matter more susceptible to decomposition. Among the treatments, only flocculation showed a significant difference, with average values of 73.74% for biotite-schist, 76.01% for basalt, and 77.15% for kamafugite. Overall, the prior use of alkalinizing amendments and fertilizers during implementation, as well as the systematic removal of biomass, may have limited the expression of agromineral effects over time. It is concluded that, under the evaluated conditions, silicate agrominerals did not promote statistically significant increases in carbon stocks or SOM fractions after seven years of cultivation with U. brizantha cv. BRS Paiaguás. Nevertheless, the study contributes to filling gaps in the literature, especially by including the analysis of the chemical fractionation of SOM, which has not yet been explored in research with silicate rocks. The development of new long-term studies is recommended, including comparative evaluations with native areas or prior measurements before management, as well as the consideration of organic fractions more sensitive to management variations, such as labile carbon or dissolved organic carbon. |
| metadata.dc.description.unidade: | Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV) |
| Description: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Programa de Pós-Graduação em Agronomia, 2025. |
| metadata.dc.description.ppg: | Programa de Pós-Graduação em Agronomia |
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| Collection(s) : | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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