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Título: Estratégias de reparo para cerâmicas de Dissilicato de Lítio : uma revisão de escopo e avaliação in vitro
Autor(es): Silva, Uriel Paulo Coelho
Orientador(es): Garcia, Fernanda Cristina Pimentel
Coorientador(es): Tabata, Lucas Fernando
Assunto: Cerâmica odontológica
Porcelana dentária
Cimentos dentários
Restauração (Odontologia)
Adesão dentária
Data de publicação: 25-nov-2025
Referência: SILVA, Uriel Paulo Coelho. Estratégias de reparo para cerâmicas de dissilicato de Lítio: uma revisão de escopo e avaliação in vitro. 2025. 123 f., il. Tese (Doutorado em Odontologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Objetivos: Este trabalho teve como objetivos integrar as evidências existentes sobre técnicas e materiais para reparo da cerâmica de dissilicato de lítio e investigar experimentalmente fatores que influenciam a resistência de união do reparo, incluindo contaminação salivar, termociclagem, concentração e tempo de aplicação do ácido fluorídrico (HF). Materiais e Métodos: Foi realizada uma revisão de escopo registrada na plataforma Open Science Framework (DOI: 10.17605/OSF.IO/7KTG6), seguindo as diretrizes PRISMA-ScR. Buscas foram conduzidas nas bases Cochrane, PubMed, EMBASE, LILACS, Scopus, Web of Science, Medline/BVS e literatura cinzenta até janeiro de 2025, sem restrição de tempo ou idioma, incluindo estudos in vitro comparando tratamentos de superfície e materiais para reparo de cerâmicas de dissilicato. No estudo in vitro, 80 blocos de cerâmica IPS E-max CAD® foram seccionados em 3 pastilhas (10×10×4 mm), lixados, cristalizados e incluídos em resina acrílica. As amostras foram distribuídas em 32 grupos experimentais (n=20) de acordo com os fatores avaliados: termociclagem prévia (5.000 ciclos térmicos 5–55 °C), contaminação salivar, concentração de HF (5% ou 10%), tempo de aplicação do HF (20 ou 60 s) e termociclagem pós-reparo (5.000 ciclos). Após tratamento da superfície da cerâmica com HF + silano + adesivo, foram confeccionados cilindros de resina composta e a interface adesiva foi avaliada pelo teste de microcisalhamento; os padrões de falha foram classificados como adesiva, coesiva ou mista. Análises estatísticas incluíram ANOVA, regressão linear múltipla, Qui-quadrado e teste de Fisher (p<0,05). Resultados: De acordo com a revisão de escopo que incluiu 27 estudos, o uso do ácido fluorídrico + silano + adesivo e resina composta como o protocolo mais empregado para realização do reparo. Observou-se diminuição da resistência de união a longo prazo, independentemente do protocolo utilizado. No estudo experimental, a contaminação salivar, a termociclagem pós-reparo e a aplicação do HF por 20 seg comprometeram significativamente a resistência de união, enquanto a termociclagem prévia e concentração do HF não apresentaram efeito isolado significativo. Predominaram falhas adesivas (65,6%), com associação significativa entre a contaminação por saliva e o tipo de falha adesiva (94%). Conclusões: O reparo da cerâmica de dissilicato de lítio tem como protocolo mais empregado o uso do ácido fluorídrico + silano + adesivo e resina composta A resistência de união dessa interface é diretamente influenciada por fatores como contaminação salivar e termociclagem pós-reparo, o que reforça a necessidade de protocolos padronizados e do controle rigoroso dessas condições para a durabilidade do reparo.
Abstract: Objectives: This study aimed to integrate existing evidence on techniques and materials for repairing lithium disilicate ceramics and to experimentally investigate factors influencing the bond strength of the repair, including salivary contamination, thermocycling, hydrofluoric acid (HF) concentration, and HF application time. Materials and Methods: In chapter two, a scoping review was conducted and registered on the Open Science Framework (DOI: 10.17605/OSF.IO/7KTG6), following PRISMA-ScR guidelines. Searches were performed in Cochrane, PubMed, EMBASE, LILACS, Scopus, Web of Science, Medline/BVS, and the gray literature up to January 2025, without restrictions on time or language, including in vitro studies comparing surface treatments and materials for repairing lithium disilicate ceramics. In chapter three, 80 IPS E-max CAD® ceramic blocks were sectioned into three specimens (10×10×4 mm), ground, crystallized, and embedded in acrylic resin. Samples were distributed into 32 experimental groups (n=20) according to the evaluated factors: prior thermocycling (5,000 cycles, 5–55 °C), salivary contamination, HF concentration (5% or 10%), HF application time (20 or 60 s), and post-repair thermocycling (5,000 cycles). After ceramic surface treatment with HF + silane + adhesive, composite resin cylinders were fabricated, and the adhesive interface was evaluated using a microshear bond test; failure modes were classified as adhesive, cohesive, or mixed. Statistical analyses included ANOVA, multiple linear regression, Chi-square, and Fisher’s exact test (p<0.05). Results: According to the scoping review, which included 27 studies, the most commonly used repair protocol was HF + silane + adhesive and composite resin. Long-term bond strength was reduced regardless of the protocol used. In the experimental study, salivary contamination (reduction of 11.9 MPa), postrepair thermocycling (reduction of 8.76 MPa), and HF application for 20 s (reduction of 1.57 MPa) significantly compromised bond strength, whereas prior thermocycling and HF concentration had no significant isolated effect. Adhesive failures predominated (65.6%), with a significant association between salivary contamination and adhesive failure type (94%). Conclusions: The most commonly used protocol for repairing lithium disilicate ceramic is HF + silane + adhesive and composite resin. The bond strength of this interface is directly influenced by factors such as substrate aging, salivary contamination, and post-repair thermocycling, highlighting the need for standardized protocols and strict control of these conditions to ensure repair longevity.
Unidade Acadêmica: Faculdade de Ciências da Saúde (FS)
Informações adicionais: Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em em Odontologia, 2025.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Odontologia
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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