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Título: Dinâmica socioambiental e vulnerabilidade à dengue no Distrito Federal
Autor(es): Costa, Cristian Ribeiro da
Orientador(es): Franca, Rafael Rodrigues da
Assunto: Dengue
Ambiente urbano
Distrito Federal (Brasil)
Vulnerabilidade
Data de publicação: 14-Out-2026
Referência: COSTA, Cristian Ribeiro da. Dinâmica socioambiental e vulnerabilidade à dengue no Distrito Federal. 2026. 140 f., il. Dissertação (Mestrado em Geografia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.
Resumo: A dengue constitui um dos maiores desafios da saúde pública contemporânea, e o Distrito Federal registrou em 2024 a maior epidemia de sua história. Esta dissertação analisa a dinâmica socioambiental e a vulnerabilidade à dengue no Distrito Federal, articulando o clima urbano, a configuração do território e a percepção da população, no marco teórico do Sistema Ambiental Urbano e da Geografia da Saúde. A abordagem é mista e multiescalar, organizada em quatro planos analíticos. A análise climática de longo prazo apoia-se na série da estação automática INMET A001 (2000-2025) e nos testes de Mann-Kendall e Sen. A relação entre clima e incidência semanal de dengue é avaliada por função de correlação cruzada pré-branqueada no recorte 2007-2025. A distribuição espacial da incidência por Região Administrativa é reconstruída a partir da base nominal da Subsecretaria de Vigilância à Saúde do Distrito Federal (2014-2024), com geocodificação por endereço. A relação entre vulnerabilidade socioambiental e incidência é mensurada pelo Índice de Bem-Estar Urbano (2021). Uma pesquisa de conhecimento, atitudes e práticas complementa a leitura com a dimensão subjetiva do risco. Os resultados mostram que o Distrito Federal opera em condição estrutural de transmissão alta recorrente, com gradiente amplo de cronicidade entre territórios, no qual trinta e uma das 35 Regiões Administrativas apresentam alta transmissão em pelo menos metade dos anos do recorte 2014-2024, e que o ano de 2024 configura ponto fora da curva, com incidência quatro vezes superior ao segundo maior ano da série. A temperatura mínima antecede a incidência em cerca de vinte e duas semanas, e a primavera apresenta tendência de aquecimento e de redução da umidade. A vulnerabilidade socioambiental explica parcela expressiva da variação da incidência entre as Regiões Administrativas, com destaque para a dimensão das condições ambientais sobre a de atendimento de serviços. A pesquisa revela ausência de associação entre conhecimento e prática preventiva. Conclui-se que a dengue no Distrito Federal expressa a produção desigual do território e que a vigilância efetiva exige a articulação entre saúde, gestão urbana e ambiente, na perspectiva da Saúde Única.
Abstract: Dengue is one of the major challenges to contemporary public health, and in 2024, the Federal District recorded the largest epidemic in its history. This dissertation analyzes the socioenvironmental dynamics and dengue vulnerability in the Federal District, integrating the urban climate, the territorial configuration, and the population's knowledge, attitudes, and practices within the theoretical frameworks of the Urban Environmental System and Health Geography. The approach is mixed and multiscale, organized into four analytical planes. The long-term climate analysis relies on the INMET A001 automatic station series (2000-2025) and on the Mann-Kendall and Sen tests. The relationship between climate and weekly dengue incidence is assessed through a pre-whitened cross-correlation function for the 2007-2025 period. The spatial distribution of incidence by Administrative Region is reconstructed from the nominal database of the Health Surveillance Subsecretariat of the Federal District (2014- 2024), with address-based geocoding. The relationship between socioenvironmental vulnerability and incidence is measured by the Urban Well-Being Index (2021). A knowledge, attitudes, and practices survey complements the analysis with the subjective dimension of risk. The results show that the Federal District operates under a structural condition of recurrent high transmission, with a substantial gradient of chronicity among territories, in which thirty-one of the 35 Administrative Regions show high transmission in at least half of the years of the 2014- 2024 period, and that 2024 is an outlier, with incidence four times higher than the second highest year in the series. The minimum temperature precedes the incidence by about 22 weeks, and spring shows a warming trend with decreasing humidity. Socioenvironmental vulnerability accounts for a substantial share of the variation in incidence across Administrative Regions, with the environmental conditions dimension standing out above the collective services dimension. The survey reveals no association between knowledge and preventive practice. It is concluded that dengue in the Federal District reflects the territory's unequal production, and that effective surveillance requires integrating health, urban management, and the environment from a Collective Health perspective.
Unidade Acadêmica: Instituto de Ciências Humanas (ICH)
Departamento de Geografia (ICH GEA)
Informações adicionais: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Geografia, Programa de Pós-graduação, 2026.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Geografia
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Agência financiadora: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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