| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Silva, Janaína Lima Penalva da | - |
| dc.contributor.author | Dantas, Ana Carolina Lessa | - |
| dc.date.accessioned | 2026-10-14T19:42:27Z | - |
| dc.date.available | 2026-10-14T19:42:27Z | - |
| dc.date.issued | 2026-10-14 | - |
| dc.date.submitted | 2026-05-29 | - |
| dc.identifier.citation | DANTAS, Ana Carolina Lessa. “Minhas dores se tornaram as nossas dores” : justiça epistêmica e justiça reprodutiva na mobilização de mulheres vítimas do Essure no Distrito Federal. 2026. 198 f., il. Tese (Doutorado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/57243 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Programa de Pós-Graduação em Direito, 2026. | pt_BR |
| dc.description.abstract | O Essure é um dispositivo contraceptivo planejado para substituir as laqueaduras no processo de
esterilização feminina. Desde sua aprovação pela Anvisa, em 2009, ele foi divulgado como um
método “rápido, seguro e indolor”, perfeito para atender às necessidades da mulher moderna. Entre
2012 e 2016, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) inseriu o novo dispositivo em 2.522
mulheres, através de um sistema de mutirões. Logo após a inserção, algumas dessas mulheres
passaram a relatar sangramentos irregulares e dores intensas na pelve, nas costas e nas pernas. Com
o passar dos anos, esses sintomas se intensificaram e um número crescente de usuárias do Essure
começou a apresentar outros problemas, como inchaço, queda de cabelo e reações alérgicas. Ao
procurar ajuda no sistema de saúde, contudo, elas foram ignoradas, deslegitimadas e, por vezes,
humilhadas, em episódios que classifico como injustiças epistêmicas e gaslighting médico. Em
resposta, elas se uniram, criando a Associação de Mulheres Vítimas do Essure Brasil (Amveb), que
tem, desde 2018, oferecido acolhimento, auxílio material, orientação e intermediação para acessar
serviços médicos e jurídicos a mais de 500 mulheres. Esta tese acompanha a trajetória das vítimas do
Essure no Distrito Federal, buscando entender o que acontece quando elas procuram as instituições
do sistema de saúde e do sistema de justiça para apresentar seus problemas e como elas se organizam
politicamente para reivindicar direitos sexuais e reprodutivos. Para discutir essas questões, recorro a
entrevistas realizadas com treze mulheres vítimas e com quatro profissionais da Defensoria Pública
do Distrito Federal e do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios, bem como a
experiências de observação participante em reuniões e manifestações da Associação. Argumento que
o caso Essure escancara como injustiças epistêmicas operam nos sistemas de saúde e de justiça,
revitimizando mulheres periféricas e impedindo que evidências legítimas sejam incorporadas à
produção científica e às políticas públicas. Aponto, por fim, que, ao tensionar a credibilidade pública
da SES e da Bayer, fabricante do Essure, a Amveb nos ajuda a refletir sobre possíveis (e potentes)
intersecções entre justiça reprodutiva e justiça epistêmica. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | “Minhas dores se tornaram as nossas dores” : justiça epistêmica e justiça reprodutiva na mobilização de mulheres vítimas do Essure no Distrito Federal | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Essure | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Esterilização feminina | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Dispositivos biomédicos | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Mulheres - mobilização | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Justiça reprodutiva | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Justiça epistêmica | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | Essure es un dispositivo anticonceptivo diseñado para reemplazar la ligadura de trompas en el proceso
de esterilización femenina. Desde su aprobación por Anvisa en 2009, se ha promocionado como un
método "rápido, seguro e indoloro", ideal para satisfacer las necesidades de la mujer moderna. Entre
2012 y 2016, la Secretaría de Salud del Distrito Federal (SES) de Brazil insertó el nuevo dispositivo
en 2522 mujeres mediante campañas de esterilización masiva. Poco después de la inserción, algunas
de estas mujeres comenzaron a reportar sangrado irregular y dolor intenso en la pelvis, la espalda y
las piernas. Con el paso de los años, estos síntomas se intensificaron y un número creciente de usuarias
de Essure comenzaron a experimentar otros problemas, como hinchazón, caída del cabello y
reacciones alérgicas. Sin embargo, al buscar ayuda en el sistema de salud, fueron ignoradas,
deslegitimadas y, en ocasiones, humilladas, en episodios que clasifico como injusticias epistémicas y
gaslighting médico. En respuesta, se unieron y crearon la Associação de Mulheres Vítimas do Essure
Brasil (Amveb), que, desde 2018, ofrece apoyo, asistencia material, orientación y mediación de
acceso a servicios médicos y legales a más de 500 mujeres. Esta tesis sigue la trayectoria de las
víctimas de Essure en el Distrito Federal, buscando comprender qué sucede cuando acuden a
instituciones de los sistemas de salud y justicia para presentar sus problemas y cómo se organizan
políticamente para reclamar sus derechos sexuales y reproductivos. Para abordar estas cuestiones, me
baso en entrevistas realizadas a trece mujeres víctimas y cuatro profesionales de la Defensoría Pública
del Distrito Federal y del Ministerio Público del Distrito Federal y Territorios, así como en
experiencias de observación participante en reuniones y manifestaciones de la Asociación.
Argumento que el caso Essure expone cómo las injusticias epistémicas operan dentro de los sistemas
de salud y justicia, revictimizando a las mujeres marginadas e impidiendo que evidencias legítimas
se incorporen a la producción científica y a las políticas públicas. Finalmente, señalo que, al
cuestionar la credibilidad pública de la SES y de Bayer, fabricante de Essure, Amveb nos ayuda a
reflexionar sobre las posibles (y poderosas) intersecciones entre justicia reproductiva y justicia
epistémica. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade de Direito (FD) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Direito | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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