http://repositorio.unb.br/handle/10482/57184| File | Description | Size | Format | |
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| 2023_BrunnoAbilioCiriacoAraujo_DISSERT.pdf | 23,19 MB | Adobe PDF | View/Open |
| Title: | O depósito de fosfato coqueiros, complexo alcalinocarbonatítico Catalão II : significância dos processos magmáticos na concentração de apatita |
| Authors: | Araujo, Brunno Abilio Ciriaco |
| Orientador(es):: | Oliveira, Claudinei Gouveia de |
| Coorientador(es):: | Cordeiro, Pedro Filipe de Oliveira |
| Assunto:: | Rochas sedimentares Carbonatito Depósitos ígneos de fosfato |
| Issue Date: | 8-Oct-2026 |
| Data de defesa:: | 21-Dec-2023 |
| Citation: | ARAUJO, Brunno Abilio Ciriaco. O depósito de fosfato coqueiros, complexo alcalinocarbonatítico Catalão II : significância dos processos magmáticos na concentração de apatita. 2023. 226 f., il. Dissertação (Mestrado em Geologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2023. |
| Abstract: | O complexo alcalino-carbonatítico Catalão II está situado na porção setentrional da Província Ígnea Alto Paranaíba, próximo à cidade homônima de Catalão (Goiás, Brasil). O complexo é formado por bebedouritos, foscoritos e carbonatitos, com álcali-feldspato sienito e lamprófiros ultramáficos subordinados. Sistemas magmáticos distintos entre as porções sul e norte são reconhecidos com base em diferenças no modo de intrusão e nos tipos de rochas predominantes. Catalão II Sul é composto predominantemente por diques e veios de foscoritos tardios e calcita a dolomita carbonatitos. Catalão II Norte é formado por bebedouritos, apatitito, calcita carbonatitos e diques tardios que compreendem foscoritos, calcita a dolomita carbonatitos e álcali-feldspato sienito. Lamprófiros ultramáficos ocorrem em toda a área como último pulso intrusivo. Rochas ricas em apatita abrigam importantes recursos de fosfato na porção norte. A área conhecida como o depósito Coqueiros contém recursos de fosfato estimados na ordem de 45 Mt a 11,0% de P2O5 para apatita residual no perfil de intemperismo e 410 Mt a 9,0% de P2O5 em rocha fresca. As principais litologias portadoras de apatita são bebedouritos e apatititos. Foscoritos apresentam uma distribuição volumétrica limitada. Com base em descrições de testemunhos de sondagem, caracterização petrográfica, composição mineral e de rocha total, pelo menos três estágios intrusivos de bebedouritos podem ser reconhecidos, dois deles associados a um respectivo carbonatito. O primeiro estágio intrusivo é formado pelo tetraferriflogopita bebedourito na porção externa da intrusão. O segundo estágio é composto pelo apatita bebedourito, tetraferriflogopita apatitito e diopsídio calcita carbonatito como stocks e plugs. O terceiro estágio é formado pelo titanita bebedourito e aegirina-augita calcita carbonatito intrusivos sobre demais rochas como stocks, plugs e diques. Nesse contexto, a associação ultramáfico-carbonatítica em Catalão II é formada a partir de pelo menos três pulsos distintos variavelmente diferenciados, que evoluem a partir de um magma parental de composição silicato-carbonatítica. Fatores como a presença de xenólitos de fenitos com bordas de reação, padrões de elementos terras raras marcados pelo enriquecimento em terras raras pesados, valores elevados para a razão em Rb/Sr (0.06-0.31) e baixos para Gd/Lu (22.2-51.7) indicam que a contaminação crustal tenha tido uma contribuição importante na formação do tetraferriflogopita bebedourito. A presença de contatos gradacionais, a composição mineral caracterizada por trends contínuos em apatita (i.e. enriquecimento em SiO2 e terras raras, depleção em CaO e P2O5), clinopiroxênio (i.e. enriquecimento em Na2O, depleção em MgO), mica (i.e. enriquecimento em FeO e Fe2O3, depleção em MgO e Al2O3) e calcita (i.e. enriquecimento em SrO), e a distribuição semelhante dos elementos-traço com um padrão fracionado pelo enriquecimento em terras raras leves indicam uma evolução via cristalização fracionada entre apatita bebedourito, tetraferriflogopita apatitito e diopsídio calcita carbonatito, e entre titanita bebedourito e aegirina-augita calcita carbonatito. Evidências que, adicionalmente, apontam a origem da mineralização ortomagmática de fosfato a partir do fracionamento de minerais silicáticos e enriquecimento relativo em apatita em sequências cumuláticas formadas por bebedouritos basais, rochas intermediárias ricas em apatita (e.g. apatititos) e calcita carbonatitos residuais. |
| Abstract: | The Catalão II complex is the northernmost Alto Paranaíba Igneous Province alkaline-carbonatite intrusion situated next to the homonymous city of Catalão (Goiás, Brazil). The complex is composed of bebedourites, phoscorites, and carbonatites, with subordinate alkali-feldspar syenites and ultramafic lamprophyres. Separate magmatic systems between the southern and northern portions are recognized based on differences in the mode of emplacement and predominant rock types. Catalão II South is predominantly composed of dikes and veins of evolved phoscorites and calcite- to dolomite carbonatites. On the other hand, Catalão II North is composed of bebedourites, calcite carbonatites, and late transgressive dikes that comprise phoscorites, calcite- to dolomite carbonatites, and alkali-feldspar syenite. Ultramafic lamprophyres are the last magmatic pulse in the area. Apatite-rich rocks host important phosphate resources in the northern portion. The area known as the Coqueiros deposit hosts phosphate resources estimated in the order of 45 Mt at a grade of 11. 0% P2O5 for residual apatite in the weathering profile, and 410 Mt at a grade of 9.0% P2O5 for fresh rock apatite. The major apatite-bearing lithologies are the bebedourites and apatitite. Phoscorites are volumetrically limited. Based on drill-core descriptions, petrographical characterization, hole-rock, and mineral composition, at least three bebedourite intrusive stages can be recognized and two of them can be paired with a respective carbonatite. The first intrusive stage is the tetraferriphlogopite bebedourite in the complex outer portion. The second stage is composed of apatite bebedourite, tetraferriphlogopite apatitite, and diopside calcite carbonatite as lens-shaped stocks and plugs. The third stage is formed by titanite bebedourite and aegirine-augite calcite carbonatite as small-scale stocks, plugs, and dikes. In that sense, the ultramafic-carbonatite association in Catalão II represents the result of a multistage emplacement, which involves at least three variably differentiated batches of a mixed silicate-carbonate magma. The presence of K-rich fenite xenoliths with reaction borders, the relative enrichment in heavy rare earth elements, high Rb/Sr (0.06-0.31), and low Gd/Lu (22.2-51.7) ratio suggest the contribution of crustal contamination in the tetraferriphlogopite bebedourite formation. Gradational contacts, continuous mineral composition trends in apatite (i.e. SiO2 and REE increase, CaO e P2O5 depletion), clinopyroxene (i.e. Na2O increase, MgO depletion), mica (i.e. FeO and Fe2O3 increase, MgO and Al2O3 depletion), calcite (i.e. SrO increase), and similar trace-element distribution with a fractionated pattern by the enrichment in light rare earth elements relative to heavy, show clear evidence of an evolution mechanism via fractional crystallization between apatite bebedourite, tetraferriphlogopite apatitite, and diopside calcite carbonatite, and between titanite bebedourite, and aegirine-augite calcite carbonatite. Features which, on the other hand, demonstrate that the orthomagmatic phosphate mineralization originates from an extensive fractionation of silicate minerals and relative apatite concentration in a cumulatic sequence composed of bottom bebedourites, intermediate apatitie-rich rocks (e.g. apatitite), and residual calcite carbonatites. |
| metadata.dc.description.unidade: | Instituto de Geociências (IG) |
| Description: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geologia, 2023. |
| metadata.dc.description.ppg: | Programa de Pós-Graduação em Geologia |
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| Appears in Collections: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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