http://repositorio.unb.br/handle/10482/55647| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| RobsonFerreiraPolito_TESE.pdf | 1,6 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Lógicas institucionais e autonomia no sistema de justiça : percepções sobre a identidade e práticas da perícia criminal |
| Autor(es): | Polito, Robson Ferreira |
| Orientador(es): | Saraiva, Mayla Cristina Costa Maroni |
| Assunto: | Autonomia Lógicas institucionais Perícia criminal Identidade profissional |
| Data de publicação: | 12-Ago-2026 |
| Data de defesa: | 22-Mai-2026 |
| Referência: | POLITO, Robson Ferreira. Lógicas institucionais e autonomia no sistema de justiça: percepções sobre a identidade e práticas da perícia criminal. 2026. 223 f., il. Tese (Doutorado em Administração) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. |
| Resumo: | Esta tese analisa a autonomia profissional dos Peritos Criminais Federais no Brasil sob aPerspectiva das Lógicas Institucionais, investigando como a inter-relação entre múltiplaslógicas e ordens institucionais molda a identidade profissional, as práticas organizacionais e alegitimidade da perícia criminal no Sistema de Justiça Criminal. Ao deslocar a autonomia doplano estritamente normativo para o plano institucional e simbólico, o estudo propõecompreendê‑la como uma lógica institucional estruturante, fortemente acoplada à identidade eàs práticas da perícia criminal. Adotou-se uma abordagem qualitativa multimétodo,combinando análise documental e grupos focais exploratório e confirmatório com PeritosCriminais Federais, totalizando 182 páginas de transcrições. A análise de conteúdo categorialrevelou que a autonomia não se limita a uma prerrogativa funcional assegurada por normaslegais, mas constitui um elemento ontológico da identidade profissional, orientando condutas,justificativas e formas de legitimação do trabalho pericial. Os resultados evidenciam que aautonomia se manifesta de forma multidimensional, desdobrando-se em autonomiatécnico‑científica individual, autonomia institucional/organizacional e autonomia intelectual.Embora a autonomia técnica individual se mantenha relativamente preservada, observa-se umaerosão progressiva da autonomia institucional e intelectual, decorrente de práticas gerenciais,burocráticas e investigativas, as quais produzem um estado de “autonomia simulada”:formalmente garantida, porém materialmente empobrecida. A pesquisa identifica umaarquitetura recorrente de tensões institucionais, na qual a lógica da autonomia — ancorada norigor científico e na autoridade epistêmica da perícia — entra em conflito com as lógicasInvestigativa, Administrativa, de Gestão e Celeridade e Punitiva. Essas tensões são mediadaspelas ordens institucionais de Estado, Organização, Profissão, Mercado, Família, Comunidadee Religião, que ora atuam como salvaguardas, ora como mecanismos de ameaça à autonomia.Destaca‑se o papel ambivalente do Estado e da organização policial como garantidores formaise, simultaneamente, como principais vetores de restrição da autonomia pericial, bem como opapel paradoxal da lógica de mercado, cuja estrutura remuneratória funciona como fator deproteção à integridade técnica. Como contribuição teórica central, a tese demonstraempiricamente o acoplamento forte entre autonomia, identidade profissional e práticas,contrariando abordagens que supõem relações frouxamente acopladas entre lógicasinstitucionais e ação organizacional. Propõe‑se, ainda, a Matriz de Tensões da AutonomiaPericial como instrumento analítico para compreender a dinâmica relacional entre lógicas,ordens institucionais e dimensões da autonomia. Conclui-se que a erosão da autonomiainstitucional desencadeia uma crise de identidade profissional e compromete a legitimidadesimbólica da prova pericial, afetando não apenas a perícia criminal, mas o própriofuncionamento do Sistema de Justiça Criminal. Ao posicionar a autonomia como condiçãoinstitucional da qualidade da prova, da identidade profissional e da legitimidade decisória, oestudo oferece contribuições relevantes para os campos da Administração Pública, dos EstudosOrganizacionais e da Sociologia das Profissões, bem como subsídios empíricos para políticaspúblicas e reformas organizacionais voltadas ao fortalecimento da independênciatécnico‑científica como pilar do Estado Democrático de Direito. |
| Abstract: | This dissertation examines the professional autonomy of Federal Criminal Experts in Brazil through the lens of the Institutional Logics perspective, investigating how the interrelation among multiple institutional logics and institutional orders shapes professional identity, organizational practices, and the legitimacy of criminal forensics within the Criminal Justice System. By moving autonomy beyond a strictly normative understanding toward an institutional and symbolic domain, the study conceptualizes autonomy as a structuring institutional logic, strongly coupled with the identity and practices of criminal forensics. A qualitative multimethod approach was adopted, combining documentary analysis with exploratory and confirmatory focus groups conducted with Federal Criminal Experts, resulting in 182 pages of transcribed material. Categorical content analysis revealed that autonomy is not restricted to a functional prerogative guaranteed by legal norms, but rather constitutes an ontological element of professional identity, guiding conduct, justifications, and modes of legitimizing forensic work. The findings show that autonomy manifests itself in a multidimensional manner, unfolding into individual technical‑scientific autonomy, institutional/organizational autonomy, and intellectual autonomy. While individual technical autonomy remains relatively preserved, there is a progressive erosion of institutional and intellectual autonomy driven by managerial, bureaucratic, and investigative practices, producing a condition of “simulated autonomy”—formally guaranteed yet materially weakened. The study identifies a recurring architecture of institutional tensions in which the logic of autonomy—anchored in scientific rigor and epistemic authority—comes into conflict with Investigative, Administrative, Managerial‑and‑Celerity, and Punitive logics. These tensions are mediated by the institutional orders of State, Organization, Profession, Market, Family, Community, and Religion, which alternately operate as safeguards and as mechanisms threatening autonomy. The ambivalent role of the State and the police organization stands out as simultaneously formal guarantors and primary sources of restriction of forensic autonomy, as well as the paradoxical role of market logic, whose remuneration structure functions as a protective factor for technical integrity. As a central theoretical contribution, the dissertation empirically demonstrates a strong coupling between autonomy, professional identity, and practices, challenging approaches that assume loosely coupled relationships between institutional logics and organizational action. It also proposes the Matrix of Tensions of Forensic Autonomy as an analytical tool to understand the relational dynamics among institutional logics, institutional orders, and dimensions of autonomy. The study concludes that the erosion of institutional autonomy triggers a professional identity crisis and undermines the symbolic legitimacy of forensic evidence, affecting not only criminal forensics but the very functioning of the Criminal Justice System. By positioning autonomy as an institutional condition for evidentiary quality, professional identity, and decision‑making legitimacy, the research offers relevant contributions to Public Administration, Organizational Studies, and the Sociology of Professions, as well as empirical support for public policies and organizational reforms aimed at strengthening technical‑scientific independence as a pillar of the Democratic Rule of Law. |
| Unidade Acadêmica: | Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (FACE) Departamento de Administração (FACE ADM) |
| Informações adicionais: | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas, Departamento de Administração, Programa de Pós-Graduação em Administração, 2026. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Administração |
| Licença: | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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