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dc.contributor.advisorPereira, Camila Potyara-
dc.contributor.authorCarvalho, Luiza Sousa de-
dc.date.accessioned2026-07-28T18:42:50Z-
dc.date.available2026-07-28T18:42:50Z-
dc.date.issued2026-07-28-
dc.date.submitted2026-05-18-
dc.identifier.citationCARVALHO, Luiza Sousa de. Quando a execução da pena é a execução da vida : sobreviventes do cárcere face à desproteção social e à pena capital oculta. 2026. 162 f., il. Tese (Doutorado em Política Social) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/55524-
dc.descriptionTese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Serviço Social, Programa de Pós-Graduação em Política Social, 2026.pt_BR
dc.description.abstractO presente trabalho investiga a contradição estrutural do Estado Securitário brasileiro que, embora proíba formalmente a pena de morte em sua Constituição Federal, opera na prática em um regime de extermínio por meio do sistema prisional. Parte da afirmação de que a “execução da pena é a execução da vida”, diz respeito à Pena Capital Oculta sustentada pela Desproteção Social deliberada e pela produção sistemática de morte sob custódia estatal. O estudo analisou a letalidade prisional enquanto tecnologia de definhamento e morte, evidenciadas tanto por mortes violentas, quanto por doenças evitáveis, negligência institucional e condições degradantes de encarceramento. A pesquisa destaca que o Massacre do Carandiru foi o evento fundacional que inaugurou a Democracia de Massacres, cuja lógica estrutural, ancorada no Encarceramento Antinegro, destina-se à eliminação física ou social da população negra e periférica. Metodologicamente a pesquisa adota abordagem qualitativa, articulando revisão crítica da literatura, análise documental e narrativas de Sobreviventes do cárcere, compreendidos como sujeitos produtores de memória, resistência e conhecimento. A contribuição central desta tese reside na consolidação do conceito de Sobreviventes do Cárcere, redefinido não pela permanência biológica, mas como um ato político de contra-violência, produção de memória e enfrentamento da letalidade prisional. O estudo afirma que o sistema prisional brasileiro opera como dispositivo de gestão da morte, exigindo a construção de alternativas que ultrapassem a lógica punitivista e apontem para horizontes abolicionistas.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleQuando a execução da pena é a execução da vida : sobreviventes do cárcere face à desproteção social e à pena capital ocultapt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.subject.keywordSistema prisionalpt_BR
dc.subject.keywordPena (Direito)pt_BR
dc.subject.keywordLetalidade prisionalpt_BR
dc.subject.keywordDesproteção socialpt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1This work investigates the structural contradiction of the Brazilian Security State which, although formally prohibiting the death penalty in its Federal Constitution, operates in practice under a regime of extermination through the prison system. Part of the assertion that "the execution of the sentence is the execution of life" refers to the Hidden Capital Punishment sustained by deliberate Social Disprotection and the systematic production of death under state custody. The study analyzed prison lethality as a technology of decay and death, evidenced by both violent deaths and preventable diseases, institutional negligence, and degrading conditions of incarceration. The research highlights that the Carandiru Massacre was the foundational event that inaugurated the Democracy of Massacres, whose structural logic, anchored in Anti-Black Incarceration, is aimed at the physical or social elimination of the Black and marginalized population. Methodologically, the research adopts a qualitative approach, articulating a critical literature review, documentary analysis, and narratives from Prison Survivors, understood as subjects who produce memory, resistance, and knowledge. The central contribution of this thesis lies in consolidating the concept of Prison Survivors, redefined not by biological permanence, but as a political act of counter-violence, memory production, and confrontation of prison lethality. The study affirms that the Brazilian prison system operates as a death management device, demanding the construction of alternatives that transcend the punitive logic and point towards abolitionist horizons.pt_BR
dc.description.unidadeInstituto de Ciências Humanas (ICH)pt_BR
dc.description.unidadeDepartamento de Serviço Social (ICH SER)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Política Socialpt_BR
Appears in Collections:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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