http://repositorio.unb.br/handle/10482/55463| Fichier | Taille | Format | |
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| FranciscoHigoDeAmorim_TESE.pdf | 2,61 MB | Adobe PDF | Voir/Ouvrir |
| Titre: | Negro (ne.gro) : representações discursivas críticas de cor, raça e racialidade em dicionários brasileiros (1939 -2022) |
| Auteur(s): | Amorim, Francisco Higo de |
| Orientador(es):: | Gomes, Maria Carmen Aires |
| Assunto:: | Estudos críticos do discurso Dicionários Racismo linguístico |
| Date de publication: | 20-jui-2026 |
| Data de defesa:: | 30-jui-2025 |
| Référence bibliographique: | AMORIM, Francisco Higo de. Negro (ne.gro): representações discursivas críticas de cor, raça e racialidade em dicionários brasileiros. 2025. 207 f., il. (Doutorado em Linguística) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Résumé: | A presente pesquisa busca analisar discursivamente verbetes sobre negritude em dicionários brasileiros de língua portuguesa do último século (1930 - 2020), problematizando as questões raciais no Brasil, bem como discutir a negritude e a questão racial, a partir da análise do contexto de produção de dicionários no país para enfim propor caminhos e orientações para outras explicações em uma perspectiva antirracista. Os corpora analisados foram coletados em bibliotecas, a saber: Academia Brasileira de Letras, Biblioteca do Senado e a Biblioteca Central da Universidade de Brasília, em que foram encontrados dez dicionários de língua portuguesa, um representativo de cada década, a coleta de dados ocorre conforme postulado por Bauer e Aarts (2008) e Gill (2008). Os verbetes analisados são Branco, Pardo, Parda, Preta, Preto, Negra e Negro, por representarem as categorias de autoidentificação racial oficial, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os verbetes de Racismo, Raça e Quilombo foram analisados para contribuir para a explanatória crítica sobre a questão étnico-racial. A fundamentação teórica da pesquisa está voltada para os Estudos Críticos do Discurso (ECD), com a abordagem de Norman Fairclough (2016 [1992], 2003, 2012), Chouliaraki e Fairclough (1999), para os estudos da Linguística Sistêmico-Funcional (LSF), de Halliday (1994) e Halliday e Mathiessen (2004), e o sistema de avaliatividade de Martin & White (2005), assim como as análises das metáforas Lakoff e Johnson (2003). Para a compreensão do racismo em nossa sociedade, Fernandes (2008), Devulsky (2021), Guimarães (2009, 2012); intersseccionalidade, Akotirene (2019), Gonzalez (2020), Davis (2016), hooks (2017, 2022), Kilomba (2019); estudos sobre a branquitude, Bento (2022), Schucman (2012, 2023); decolonialidade, Carneiro (2005, 2011), Maldonado-Torres (2018), Nascimento (2019), Quijano (2005), Antônio Bispo dos Santos (2005); Por fim, a compreensão da organização de dicionário, Borba (2003), Vilarinho (2013), Faulstich (2010; 2013; 2014). Para tanto, foram analisados os aspectos ideológicos e as formas simbólicas (Thompson, 1995). Essa pesquisa foi realizada a partir dos significados acionais do discurso, conforme Fairclough (2003). Os resultados revelam que mulheres negras (Pretas e Pardas) são explicadas nos dicionários de modo a serem sexualizadas; Negro é apresentado de modo a ser avaliado com Estima Social negativa; O Pardo é explicado de modo a ter a sua identidade negra embranquecida, avaliado negativamente por meio de estima social e complexidade; Negro, para além de ser definido como toda a população negra, também tem estima social negativa, como escravo e muito trabalhador nos dicionários. O Branco, por sua vez, é apresentado como patrão, senhor de escravo e ingênuo, demonstrando uma estima social positiva. No entanto, quando verificamos os verbetes de Racismo, nos dicionários, por meio de pressuposições (Fairclough, 2003), não é identificado quais são os grupos de pessoas que oprimem e quais são os oprimidos, dissimulando (Thompson, 1995) a desigualdade racial. |
| Abstract: | This research aims to discursively analyze entries on blackness in Brazilian Portuguese language dictionaries from the last century (1930-2020), problematizing racial issues in Brazil, as well as discussing blackness and the racial issue, based on the analysis of the context of dictionary production in the country, and then proposing paths and guidelines for other explanations from an anti-racist perspective. The corpora analyzed were collected in libraries, namely: Academia Brasileira de Letras, Biblioteca do Senado and the Biblioteca Central of the University of Brasília, where ten Portuguese-language dictionaries were found, one representative of each decade. The entries analyzed are Branco, Pardo, Parda, Preta, Preto, Negra and Negro, as they represent the official racial self-identification categories, according to the Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). The entries on Racismo, Raça and Quilombo were analyzed to contribute to the critical explanation of the ethnic-racial issue. The theoretical basis of the research is focused on Critical Discourse Studies (CDS), with the approach of Norman Fairclough (2016 [1992], 2003, 2012), Chouliaraki and Fairclough (1999), on the studies of Systemic-Functional Linguistics (SFL), by Halliday (1994) and Halliday and Mathiessen (2004), and the system appraisal of Martin & White (2005), as well as the analyses of the metaphors of Lakoff and Johnson (2003). To understand racism in our society, Fernandes (2008), Devulsky (2021), Guimarães (2009, 2012); intersectionality, Akotirene (2019), Gonzalez (2020), Davis (2016), hooks (2017, 2022), Kilomba (2019); studies on whiteness, Bento (2022), Schucman (2012, 2023); decoloniality, Carneiro (2005, 2011), Maldonado Torres (2018), Nascimento (2019), Quijano (2005), Antônio Bispo dos Santos (2005). Finally, the understanding of dictionary organization, Borba (2003), Vilarinho (2013), Faulstich (2010; 2013; 2014). For this purpose, the ideological aspects and symbolic forms were analyzed (Thompson, 1995). This research was conducted based on the actional meanings of discourse, according to Fairclough (2003). The results reveal that Negras (Pretas e Pardas) are explained in dictionaries in such a way that they are sexualized; the Pardo is explained in such a way that their black identity is whitened, negatively evaluated through social esteem and complexity; Negro, in addition to being defined as the entire black population, also has negative social esteem, as slave and hard worker in dictionaries. Branco, in turn, is presented as boss, slave master and naive, demonstrating a positive social esteem. However, when we check the entries for Racismo in dictionaries, through assumptions (Fairclough, 2003), it is not identified which groups of people oppress and which are the oppressed, disguising (Thompson, 1995) racial inequality. |
| metadata.dc.description.unidade: | Instituto de Letras (IL) Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas (IL LIP) |
| Description: | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2025. |
| metadata.dc.description.ppg: | Programa de Pós-Graduação em Linguística |
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| Collection(s) : | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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