| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Soares, Alexandre Anderson de Sousa Munhoz | - |
| dc.contributor.author | Castro, Maria Eduarda Canellas de | - |
| dc.date.accessioned | 2026-07-08T19:40:06Z | - |
| dc.date.available | 2026-07-08T19:40:06Z | - |
| dc.date.issued | 2026-07-08 | - |
| dc.date.submitted | 2025-12-16 | - |
| dc.identifier.citation | CASTRO, Maria Eduarda Canellas de. Análise comparativa de mediadores inflamatórios no momento do parto: diálogo entre mães expostas ao SARS-CoV-2 na gestação e seus recém-nascidos. 2025. 91 f., il. Tese (Doutorado em Ciências Médicas) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/55317 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, 2026. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Fundamentos: A pandemia de COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, impôs importantes desafios à saúde materno-fetal. Infecções na gestação representam risco para a mãe e podem influenciar o desenvolvimento fetal, dado que o sistema imunológico materno passa por mudanças significativas nesse período. Embora a transmissão vertical seja rara, a infecção materna pode modificar o ambiente imunológico fetal. Assim, estudar perfis de mediadores imunológicos solúveis em mães e recém-nascidos é essencial para compreender o ambiente pré-natal e seus impactos. Contudo, o efeito global do SARS-CoV-2 na interface imunológica materno-fetal permanece pouco esclarecido, incluindo se o perfil imunológico do sangue do cordão umbilical reflete o padrão observado no soro materno. Objetivos: Investigar a interação imunológica entre mãe e recém-nascido diante da exposição antenatal ao SARS-CoV-2, descrevendo assinaturas distintas de mediadores solúveis conforme a fase da infecção materna. Buscou-se caracterizar o perfil de quimiocinas, citocinas próinflamatórias, reguladoras e fatores de crescimento no sangue do cordão umbilical de recémnascidos expostos (agudo ou convalescente) em comparação a controles saudáveis; comparar essas assinaturas entre cordão umbilical e soro materno por meio de fold change; identificar mediadores-chave e suas dinâmicas de alteração e persistência nos dois compartimentos; e analisar a conectividade das redes imunológicas para compreender correlações cruzadas entre os microambientes materno e neonatal expostos ao SARS-CoV-2 durante a gestação. Métodos: Foi realizada uma análise paralela de quimiocinas, citocinas e fatores de crescimento em amostras pareadas de soro materno e sangue do cordão umbilical dos neonatos. Os participantes foram divididos em subgrupos baseados no momento da infecção materna por COVID-19: infecção Aguda (até 14 dias após o início dos sintomas na hora do parto), e fases convalescentes classificadas como Inicial (infecção no 3º trimestre), Intermediária (infecção no 2º trimestre) e Tardio (infecção no 1º trimestre), além de um grupo de controles saudáveis (CS). A análise comparativa entre os grupos foi realizada por Kruskal-Wallis seguida do pós-teste de Dunn, e a comparação entre amostras pareadas foi feita pelo teste de Wilcoxon. Além disso, foram empregadas análises de rede integrativas para explorar a conectividade e o interplay entre os mediadores imunológicos nos microambientes materno e do sangue do cordão umbilical. Resultados: Os dados revelaram que amostras de sangue do cordão umbilical de neonatos de mães com COVID-19 aguda e convalescente apresentaram níveis aumentados de diversos mediadores imunológicos. Notavelmente, CCL11, IFN-γ, IL1-Ra e G-CSF mostraram níveis elevados na maioria dos subgrupos de COVID-19 no sangue do cordão umbilical, com magnitudes de fold change variando de 1,6x a 8,2x em comparação com os controles saudáveis. A análise comparativa de pares mãe-recém-nascido demonstrou que mediadores como CCL11, CCL4, IFN-γ, PDGF e G-CSF exibiram uma magnitude de incremento significativamente maior no sangue do cordão umbilical em comparação com o soro materno, atingindo valores de até 15,7x, particularmente na fase convalescente da COVID-19. As assinaturas dos mediadores imunológicos solúveis revelaram perfis distintos para o sangue do cordão umbilical e o soro materno: enquanto o soro materno exibiu um declínio progressivo de mediadores, o sangue do cordão umbilical mostrou um conjunto crescente de moléculas desde a fase aguda até a convalescença da COVID-19. A análise de rede integrativa demonstrou um aumento da conectividade e da interação entre os mediadores imunológicos em ambos os microambientes, progredindo da fase aguda para a convalescença tardia da COVID-19. Conclusão: Nossos resultados fornecem fortes evidências de que o perfil imunológico do sangue do cordão umbilical não reflete passivamente o do soro materno, mas apresenta assinaturas imunológicas distintas e dinâmicas em resposta à exposição pré-natal ao SARS-CoV-2. A persistência de elevações em mediadores como CCL11, IFN-γ, IL1-Ra e G-CSF no sangue do cordão umbilical, independentemente do estágio da infecção materna, sugere um fenômeno de "preparação in utero" (utero priming) que pode modular a imunidade neonatal a longo prazo. As marcadas diferenças nos níveis de mediadores como PDGF e G-CSF entre o soro materno e o sangue do cordão umbilical, especialmente durante a convalescença, reforçam a necessidade de considerar a interface materno-fetal como compartimentos imunológicos distintos. Essas descobertas apoiam a hipótese de uma complexa interação entre o soro materno e o microambiente do sangue do cordão umbilical que pode impactar o desenvolvimento fetal. Coletivamente, essas evidências sobre a comunicação materno-fetal são cruciais para subsidiar o aprimoramento da prática clínica e das políticas de saúde pública, visando o manejo da exposição pré-natal à infecção por SARS-CoV-2 e a proteção da saúde de mães e neonatos durante e após a pandemia. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Análise comparativa de mediadores inflamatórios no momento do parto : diálogo entre mães expostas ao SARS-CoV-2 na gestação e seus recém-nascidos | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | SARS-CoV-2 | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Pré-natal | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | Background: The COVID-19 pandemic, caused by SARS-CoV-2, imposed major
challenges to maternal–fetal health. Infections during pregnancy pose risks to the
mother and may influence fetal development, as the maternal immune system
undergoes significant changes throughout gestation. Although vertical transmission is
rare, maternal infection can modify the fetal immune environment. Thus, analyzing
soluble immune mediators in mothers and newborns is essential to understand the
prenatal immune milieu and its impacts. However, the overall effect of SARS-CoV-2 on
the maternal–fetal immune interface remains unclear, including whether the immune
profile in umbilical cord blood mirrors that of maternal serum.
Objectives: To investigate the immunological interaction between mother and newborn
following antenatal exposure to SARS-CoV-2, identifying distinct signatures of soluble
mediators according to the phase of maternal infection. Specifically, we aimed to
characterize profiles of chemokines, pro-inflammatory and regulatory cytokines, and
growth factors in umbilical cord blood from exposed neonates (acute or convalescent)
compared with healthy controls; compare these signatures between cord blood and
maternal serum using fold-change analyses; identify key mediators and their dynamics
of alteration and persistence in both compartments; and assess immunological network
connectivity to explore cross-correlations between maternal serum and cord blood
microenvironments following gestational SARS-CoV-2 infection.
Methods: A parallel analysis of chemokines, cytokines, and growth factors was
performed in paired maternal serum and umbilical cord blood samples. Participants
were divided into subgroups based on the timing of maternal COVID-19 infection:
Acute (up to 14 days after symptom onset at delivery), and convalescent phases
classified as Early (infection in the 3rd trimester), Intermediate (2nd trimester), and Late
(1st trimester), in addition to a healthy control (HC) group. Comparative analyses
between groups were conducted using Kruskal–Wallis followed by Dunn’s post-test,
and paired comparisons were performed using Wilcoxon’s test. Integrative network
analyses were also employed to explore connectivity and interplay among immune
mediators in maternal and cord blood microenvironments.
Results: Umbilical cord blood samples from neonates of mothers with acute and
convalescent COVID-19 showed increased levels of several immune mediators.
CCL11, IFN-γ, IL-1Ra, and G-CSF were elevated across most COVID-19 subgroups,
with fold-change magnitudes ranging from 1.6× to 8.2× compared with healthy controls.
Paired mother–newborn comparisons demonstrated that mediators such as CCL11,
Notably, CCL4, IFN-γ, PDGF, and G-CSF exhibited significantly greater increases in
umbilical cord blood than in maternal serum, reaching up to 15.7×, particularly during
the convalescent phase. Soluble mediator signatures revealed distinct profiles for cord
blood and maternal serum: while maternal serum showed a progressive decline in
mediators, cord blood displayed an expanding set of molecules from the acute to late
convalescent phase. Integrative network analysis demonstrated increased connectivity
and interaction among immune mediators in both microenvironments, progressing from
acute infection to late convalescence.
Conclusion: Our findings provide strong evidence that the immune profile of umbilical
cord blood does not passively reflect maternal serum but instead presents distinct and
dynamic immunological signatures in response to prenatal SARS-CoV-2 exposure. The
persistent elevation of mediators such as CCL11, IFN-γ, IL-1Ra, and G-CSF in cord
blood, regardless of maternal infection stage, suggests an in utero priming effect that
may modulate long-term neonatal immunity. Marked differences in mediators such as
PDGF and G-CSF between maternal serum and cord blood—particularly during
convalescence—highlight the importance of considering the maternal–fetal interface as
distinct immunological compartments. These findings support the hypothesis of a
complex interplay between maternal serum and the cord blood microenvironment that
may influence fetal development. Collectively, these insights into maternal–fetal
immunological communication are critical for informing clinical practice and public
health policies aimed at managing prenatal exposure to SARS-CoV-2 and protecting
maternal and neonatal health during and after the pandemic. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade de Medicina (FM) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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