| DC Field | Value | Language |
| dc.contributor.advisor | Rodrigues, Fabricia Walace | pt_BR |
| dc.contributor.author | Melo, Israel Victor de | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-06-30T16:05:00Z | - |
| dc.date.available | 2026-06-30T16:05:00Z | - |
| dc.date.issued | 2026-06-30 | - |
| dc.date.submitted | 2026-03-26 | - |
| dc.identifier.citation | MELO, Israel Victor de. "Eu não sou humano, sou quilombola": narratividades, sistemas sociais alternativos e as matas como espaços de refúgio. 2026. 224 f., il. Tese (Doutorado em Literatura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/55198 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literaturas, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | A presente tese propõe um conjunto de reflexões acerca de relações estabelecidas entre populações negras em contexto de fuga à opressão colonial e seres vegetais, a partir do estudo comparativo de narrativas literárias produzidas no Brasil, na Colômbia, no Haiti, nos Estados Unidos da América, na Martinica, no Quênia, na Nigéria e em Reunião. Entre outros, o principal argumento que fundamenta esse estudo enseja reelaborar aspectos culturais reproduzidos compelidamente no âmbito da dominação social e que estão diretamente ligados aos distintos modos como seres humanos se relacionam com seus entornos. Para tanto, revisitam-se mitos de criação do mundo e dispositivos discursivos, com o intuito de avaliar as implicações de legitimidade dominadora sobre o meio e todos os seres a ele relacionados, e desarticulam-se exercícios de poder que hierarquizam seres naturais dessemelhantes e inferiorizam comunidades humanas pelo dispositivo da racialidade. Ademais, articulam-se noções que posicionam quilombos, palenques e a marronagem como sistemas sociais alternativos, como definiu Beatriz Nascimento, e cujo impacto extrapola o escopo histórico e abarca o que nomeia-se como narratividade quilombista. Como abordagem epistemológica, a pesquisa constitui seu referencial teórico a partir de textos que dissertam direta ou indiretamente sobre Relação (Glissant, 2021), desumanização (Césaire, 2020; Wynter, 2021; Fanon, 2022), historicização de experiências sociais racializadas (Trouillot, 2024; Hartman, 2025;), biointeração e confluência (Santos, 2019), camuflagem (Césaire, 2009), literatura e política linguística (Thiong'o, 2025), amefricanidade (Gonzalez, 1988, 2020), epistemicídio (Carneiro, 2005; Santos, 2009), ecocídio (Bona, 2020; Quiñónez, 2024), cosmocídio (Labou Tansi, 1979), necropolítica (Mbembe, 2018c), quilombo (Nascimento, 2018, 2021, 2022), quilombismo (Nascimento, 2019), ecologia decolonial e quilombola (Ferdinand, 2022, 2024), lyannaj e marronagem (Bona, 2020, 2024), território (Santos, 1999, 2002) e espaço social (Bourdieu, 2013), decolonialidade (Mignolo, 2003, 2008) e contra-colonialidade (Santos, 2019, 2023). | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | "Eu não sou humano, sou quilombola" : narratividades, sistemas sociais alternativos e as matas como espaços de refúgio | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Quilombolas | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Decolonialidade | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Literatura comparada | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | This thesis proposes a set of reflections on the relationships established between Black people fleeing
colonial oppression and plant beings, based on a comparative study of literary narratives produced
in Brazil, Colombia, Haiti, the United States of America, Martinique, Kenya, Nigeria, and
Réunion. Inter alia, the main argument for this study is intended to rework cultural aspects
forcibly reproduced within the framework of social domination that are directly linked to different
ways in which human beings relate to their environments. In this regard, creation myths and
discursive devices are revisited, with the aim of evaluating the implications of dominated legitimacy
on the environment and all beings related to it, and dismantling exercises of power that hierarchize
dissimilar natural beings and inferiorize human communities through the racial device.
Furthermore, notions are articulated that position maroon communities as alternative social systems,
as defined by Beatriz Nascimento, and whose impact goes beyond the historical scope and
encompasses what is called quilombista narrativity. As an epistemological approach, the research
constructs its theoretical framework from texts that discuss directly or indirectly the following:
Relation (Glissant, 2021), dehumanization (Césaire, 2020; Wynter, 2021; Fanon, 2022),
historicization of racialized social experiences (Trouillot, 2024; Hartman, 2025), biointeraction and
confluence (Santos, 2019), camouflage (Césaire, 2009), literature and linguistic politics (Thiong'o,
2025), Amefricanity (Gonzalez, 1988, 2020), epistemicide (Carneiro, 2005; Santos, 2009), ecocide
(Bona, 2020; Quiñónez, 2024), cosmocide (Labou Tansi, 1979), and necropolitics (Mbembe,
2018c), quilombo (Nascimento, 2018, 2021, 2022), quilombismo (Nascimento, 2019), decolonial
and quilombola ecology (Ferdinand, 2022), lyannaj and marronage (Bona, 2020, 2024), territory
(Santos, 1999, 2002), social space (Bourdieu, 2013), decoloniality (Mignolo, 2003, 2008) and
counter-coloniality (Santos, 2019, 2023). | pt_BR |
| dc.description.abstract3 | Cette thèse propose une réflexion sur les relations établies entre les populations noires fuyant
l'oppression coloniale et des êtres végétaux, à partir d'une étude comparative de récits littéraires
produits au Brésil, en Colombie, en Haïti, aux États-Unis, en Martinique, au Kenya, au Nigéria et à
La Réunion. L'argument principal de cette étude est de repenser les aspects culturels reproduits de
force dans le cadre de la domination sociale et directement liés aux différentes manières dont les
êtres humains interagissent avec leur environnement. À cette fin, les mythes de la création et les
procédés discursifs sont examinés afin d'évaluer les implications de la légitimité dominée sur
l'environnement et tous les êtres qui y sont liés, et de déconstruire les exercices de pouvoir
hiérarchisant les êtres naturels et infériorisant les communautés humaines par le dispositif de la race.
Par ailleurs, les notions développées positionnent les quilombos, les palenques et le marronnage
comme des systèmes sociaux alternatifs, tels que définis par Beatriz Nascimento, et dont l'impact
dépasse le cadre historique pour englober ce que l'on appelle la narrativité quilombiste. En tant
qu'approche épistémologique, le cadre théorique de cette recherche est construit à partir de textes
qui abordent directement ou indirectement les thèmes suivants : la relation (Glissant, 2021), la
déshumanisation (Césaire, 2020 ; Wynter, 2021 ; Fanon, 2022), l'historicisation des expériences
sociales racialisées (Trouillot, 2024 ; Hartman, 2025), la biointeraction et la confluence (Santos,
2019), le camouflage (Césaire, 2009), la littérature et la politique linguistique (Thiong'o, 2025),
l'améfricanité (Gonzalez, 1988, 2020), l'épistémicide (Carneiro, 2005 ; Santos, 2009), l'écocide
(Bona, 2020 ; Quiñónez, 2024), le cosmocide (Labou Tansi, 1979) et la nécropolitique (Mbembe,
2018c), le quilombo (Nascimento, 2018, 2021, 2022), le quilombisme (Nascimento, 2019), l'écologie
décoloniale et marrone (Ferdinand, 2022), le lyannaj et le marronnage (Bona, 2020, 2024), le
territoire (Santos, 1999, 2002) et l'espace social (Bourdieu, 2013), la décolonialité (Mignolo, 2003,
2008) et la contre-colonialité (Santos, 2019, 2023). | - |
| dc.description.unidade | Instituto de Letras (IL) | pt_BR |
| dc.description.unidade | Departamento de Teoria Literária e Literaturas (IL TEL) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Literatura | pt_BR |
| Appears in Collections: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
|