| Campo DC | Valor | Lengua/Idioma |
| dc.contributor.advisor | Silva, Fernanda Casagrande Martinelli Lima Granja Xavier da | - |
| dc.contributor.author | Leitão, Ana Paula Bezerra | - |
| dc.date.accessioned | 2026-06-19T16:47:32Z | - |
| dc.date.available | 2026-06-19T16:47:32Z | - |
| dc.date.issued | 2026-06-19 | - |
| dc.date.submitted | 2026-02-02 | - |
| dc.identifier.citation | LEITÃO, Ana Paula Bezerra. O corre da arte : mulheres e pessoas de gêneros dissidentes que compõem a (e na) cena musical de Brasília. 2026. 364 f., il. Tese (Doutorado em Comunicação) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/54941 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Comunicação, 2026. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Esta tese investiga como mulheres e pessoas de gêneros dissidentes produzem, financiam,
divulgam e sustentam trabalhos e produções musicais em Brasília, analisando trajetórias,
motivações, práticas musicais-midiáticas e táticas de (re)existência. Em um contexto
caracterizado pela autogestão, pela precariedade estrutural e por desigualdades de gênero,
raça/etnia, classe, orientação sexual e território, a pesquisa parte do reconhecimento de que, na
cena independente de Brasília (Ferreira, 2008), o “corre da arte” implica a acumulação de
funções criativas, técnicas e administrativas. Trata-se de um ambiente marcado por poucos
espaços dedicados à música autoral, cachês instáveis, restrições impostas pela legislação urbana
e concentração de infraestrutura nas regiões centrais do Distrito Federal, condições que afetam
de forma desigual mulheres negras, indígenas, periféricas, trans/travestis e pessoas não binárias.
A análise articula os conceitos de práticas musicais-midiáticas (Pereira, 2015; 2017; Pereira &
Gheirart, 2018; Pereira & Rett, 2021) e de táticas de (re)existência (De Certeau, 1998; Achinte,
2013; Walsh, 2013; Maldonado-Torres, 2017), em diálogo com contribuições de Pierre
Bourdieu (2007) sobre campo, capital simbólico e disputas por reconhecimento, e de Tia
DeNora (2000), que compreende a música como prática social e tecnologia estética implicada
na organização da vida cotidiana. Epistemologias feministas, decoloniais e interseccionais
(Haraway, 1995; Curiel, 2019; Simas e Rufino, 2019; Hollanda, 2020) orientam a ética da
pesquisa e o posicionamento da pesquisadora. A investigação adota abordagem qualitativa,
fundamentada na etnografia multissituada (Marcus, 1995), combinando observação
participante em diferentes sítios, entrevistas longas (McCracken, 1988), aplicação de
formulário digital e mapeamento de obras lançadas em plataformas de streaming por artistas
mulheres e pessoas de gêneros dissidentes atuantes na cena musical de Brasília. O corpus
empírico reúne 17 entrevistas longas e 156 respostas válidas ao formulário digital,
possibilitando o levantamento de dados sociodemográficos, trajetórias profissionais, práticas
de criação, circulação musical e usos de plataformas digitais. Os resultados revelam uma cena
autoral ativa, diversa e tecnicamente qualificada, ainda pouco documentada em pesquisas
acadêmicas e acervos culturais. As análises demonstram que o trabalho musical de mulheres e
pessoas de gêneros dissidentes é sustentado por práticas de autogestão, economias de troca e
redes informais de colaboração, nomeadas pelas próprias artistas por termos como “corre”,
“euquipe” e “fresta”. A plataformização da música (De Marchi, 2023) ampliou o acesso aos
meios de gravação e circulação de obras, mas também intensificou a sobrecarga de trabalho e a
exigência de autopromoção constante. Ao documentar trajetórias, práticas e formas de
organização do trabalho musical, a tese contribui para compreender a música como prática
cultural situada e como forma de trabalho e (re)existência na cidade de Brasília. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | O corre da arte : mulheres e pessoas de gêneros dissidentes que compõem a (e na) cena musical de Brasília | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Mulheres | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Dissidência sexual e de gênero | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Música | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Comunicação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Brasília (DF) | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | This dissertation investigates how women and gender-dissident people produce, finance,
promote, and sustain musical works and productions in Brasília, analyzing trajectories,
motivations, musical-media practices, and tactics of (re)existence. In a context characterized by
self-management, structural precariousness, and inequalities related to gender, race/ethnicity,
class, sexual orientation, and territory, the research acknowledges that, within Brasília’s
independent music scene (Ferreira, 2008), the “corre da arte” involves the accumulation of
creative, technical, and administrative functions. This is an environment marked by a limited
number of venues dedicated to original music, unstable fees, restrictions imposed by urban
legislation, and the concentration of infrastructure in central areas of the Federal District—
conditions that disproportionately affect Black, Indigenous, peripheral, trans, travesti, and nonbinary artists. The analysis articulates the concepts of musical-media practices (Pereira, 2015;
2017; Pereira & Gheirart, 2018; Pereira & Rett, 2021) and tactics of (re)existence (De Certeau,
1998; Achinte, 2013; Walsh, 2013; Maldonado-Torres, 2017), in dialogue with Pierre
Bourdieu’s (2007) contributions on field, symbolic capital, and struggles for recognition, as
well as Tia DeNora’s (2000) understanding of music as a social practice and aesthetic
technology involved in the organization of everyday life. Feminist, decolonial, and
intersectional epistemologies (Haraway, 1995; Curiel, 2019; Simas & Rufino, 2019; Hollanda,
2020) guide the research ethics and the researcher’s positioning. The study adopts a qualitative
approach grounded in multi-sited ethnography (Marcus, 1995), combining participant
observation across different sites, long interviews (McCracken, 1988), the application of a
digital survey, and the mapping of works released by women and gender-dissident artists active
in Brasília’s music scene. The empirical corpus comprises 17 long interviews and 156 validated
survey responses, enabling the collection of sociodemographic data, professional trajectories,
creative practices, musical circulation, and the use of digital platforms. The findings reveal an
active, diverse, and technically qualified authorial scene that remains insufficiently documented
in academic research and cultural archives. The analyses demonstrate that musical work is
sustained through self-management practices, economies of exchange, and informal networks
of collaboration, named by the artists themselves through terms such as “corre,” “euquipe,” and
“fresta.” Music platformization (De Marchi, 2023) has expanded access to recording and
circulation tools, while simultaneously intensifying work overload and the demand for constant
self-promotion. By documenting trajectories, practices, and forms of organizing musical labor,
this dissertation contributes to understanding music as a situated cultural practice and as a form
of work and (re)existence in the city of Brasília. | pt_BR |
| dc.description.abstract2 | Esta tesis investiga cómo las mujeres y las personas de géneros disidentes producen, financian,
difunden y sostienen trabajos y producciones musicales en Brasília, analizando trayectorias,
motivaciones, prácticas musicales-mediáticas y tácticas de (re)existencia. En un contexto
caracterizado por la autogestión, la precariedad estructural y las desigualdades de género,
raza/etnia, clase, orientación sexual y territorio, la investigación parte del reconocimiento de
que, en la escena independiente de Brasília (Ferreira, 2008), el “corre da arte” implica la
acumulación de funciones creativas, técnicas y administrativas. Se trata de un entorno marcado
por la escasez de espacios dedicados a la música autoral, cachés inestables, restricciones
impuestas por la legislación urbana y la concentración de infraestructura en las regiones
centrales del Distrito Federal, condiciones que afectan de manera desigual a mujeres negras,
indígenas, periféricas, trans, travestis y personas no binarias. El análisis articula los conceptos
de prácticas musicales-mediáticas (Pereira, 2015; 2017; Pereira & Gheirart, 2018; Pereira &
Rett, 2021) y de tácticas de (re)existencia (De Certeau, 1998; Achinte, 2013; Walsh, 2013;
Maldonado-Torres, 2017), en diálogo con los aportes de Pierre Bourdieu (2007) sobre campo,
capital simbólico y disputas por el reconocimiento, y de Tia DeNora (2000), quien concibe la
música como práctica social y tecnología estética implicada en la organización de la vida
cotidiana. Las epistemologías feministas, decoloniales e interseccionales (Haraway, 1995;
Curiel, 2019; Simas y Rufino, 2019; Hollanda, 2020) orientan la ética de la investigación y el
posicionamiento de la investigadora. La investigación adopta un enfoque cualitativo,
fundamentado en la etnografía multisituada (Marcus, 1995), combinando observación
participante en distintos espacios, entrevistas en profundidad (McCracken, 1988), la aplicación
de un formulario digital y el mapeo de obras publicadas por artistas mujeres y personas de
géneros disidentes que actúan en la escena musical de Brasília. El corpus empírico reúne 17
entrevistas en profundidad y 156 respuestas válidas al formulario digital, lo que permitió
recopilar datos sociodemográficos, trayectorias profesionales, prácticas de creación, circulación
musical y usos de plataformas digitales. Los resultados revelan una escena autoral activa,
diversa y técnicamente cualificada, aún poco documentada en investigaciones académicas y
archivos culturales. Los análisis muestran que el trabajo musical se sostiene a partir de prácticas
de autogestión, economías de intercambio y redes informales de colaboración, denominadas
por las propias artistas mediante términos como “corre,” “euquipe” y “fresta.” La
plataformización de la música (De Marchi, 2023) amplió el acceso a los medios de grabación y
circulación de obras, pero también intensificó la sobrecarga de trabajo y la exigencia de
autopromoción constante. Al documentar trayectorias, prácticas y formas de organización del
trabajo musical, la tesis contribuye a comprender la música como práctica cultural situada y
como forma de trabajo y de (re)existencia en la ciudad de Brasilia. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade de Comunicação (FAC) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Comunicação | pt_BR |
| Aparece en las colecciones: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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