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Título: Triagem e monitoramento de mutações no gene GATA1 na leucemogênese associada à Síndrome de Down
Autor(es): Henrique, Brenno Vinicius Martins
Orientador(es): Gomes, Ciro Martins
Assunto: Leucemia
síndrome de Down
Leucemia mieloide associada à síndrome de Down
Data de publicação: 11-Jun-2026
Referência: HENRIQUE, Brenno Vinicius Martins. Triagem e monitoramento de mutações no gene GATA1 na leucemogênese associada à Síndrome de Down. 2025. 66 f., il. Dissertação (Mestrado em Patologia Molecular) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.
Resumo: Introdução: Crianças portadoras da síndrome de Down apresentam risco significativamente elevado para o desenvolvimento de malignidades hematológicas,destacando-se, em particular, uma forma rara e específica de leucemia mieloide,denominada leucemia mieloide associada à síndrome de Down (ML-DS). Entre os múltiplos eventos biológicos envolvidos na patogênese, a combinação da trissomia do cromossomo 21 com mutações localizadas nos éxons 2 e 3 do gene GATA1, que codifica um fator de transcrição essencial para a hematopoiese, desempenha papel determinante ao promover proliferação celular desregulada. Essas mutações alteram a produção da proteína GATA-1 em sua forma canônica, resultando em redução de sua abundância e concomitante aumento da expressão de uma isoforma truncada, conhecida como GATA1s. A ocorrência dessas variantes é mais frequente nos éxons 2 e 3, e sua manifestação pode ocorrer por diferentes mecanismos, incluindo substituições, duplicações ou deleções. Dessa forma,tais alterações moleculares configuram potenciais marcadores diagnósticos e de monitoramento da patologia, permitindo a identificação de células malignas tanto no diagnóstico inicial quanto na detecção de recidivas. No presente estudo, exploramos esse panorama molecular, fundamentado na análise de mutações específicas em GATA1, com o objetivo de monitorar pacientes diagnosticados com ML-DS e submetidos a protocolos terapêuticos. Métodos: Neonatos hematologicamente normais e com o diagnóstico da síndrome de Down foram incluídos. As amostras de sangue que possuíam viabilidade celular foram analisadas por citometria de fluxo (CFM) para imunofenotipagem e posterior avaliação de mutações no gene GATA1 por reação em cadeia da polimerase em tempo real(PCR) com análise de curva melting de alta resolução. As variantes finais foram anotadas utilizando a plataforma Varsome (https://varsome.com/), que fornece classificação clínica baseada nas diretrizes da ACMG, bem como informações sobre frequência populacional,patogenicidade e literatura associada. Resultados: O estudo incluiu um total de 213 pacientes, divididos em três grupos distintos. O primeiro grupo foi composto por recém-nascidos com síndrome de Down (SD), sem alterações hematológicas, encaminhados para triagem de mutações no gene GATA1 (triagem neonatal). O segundo grupo incluiu pacientes com até 6 meses de idade, com alterações hematológicas que suportem a suspeita de transtorno mieloproliferativo transitório associada à SD (TAM). O terceiro grupo foi formado por pacientes entre 6 meses e 5 anos com alterações hematológicas, classificados como suspeitos de leucemia mieloide associada à síndrome de Down (LM-SD). Na análise realizada, um total de 58 variantes foram classificadas conforme segue: 26 variantes foram consideradas patogênicas, 22 variantes como provavelmente patogênicas, e 10 variantes foram classificadas como de significado incerto.Não foram identificadas variantes nas categorias de provavelmente benigna ou benigna.Discussão: Ao longo deste estudo, conseguimos reunir informações importantes sobre as mutações no gene GATA1 em crianças com síndrome de Down, mas muitos pontos ainda precisam ser melhor compreendidos. Um dos principais desafios que enfrentamos foi a quantidade expressiva de variantes classificadas como de significado incerto.
Abstract: Introduction: Children with Down syndrome are at a significantly increased risk for the development of haematological malignancies, notably a rare and specific form of myeloid leukaemia known as myeloid leukaemia associated with Down syndrome (ML-DS). Among the biological factors involved in pathogenesis, the combination of trisomy of chromosome21 with mutations located in exons 2 and 3 of the GATA1 gene—which encodes a transcription factor essential for haematopoiesis—plays a decisive role by promoting dysregulated cell proliferation. These mutations alter the production of the canonicalGATA-1 protein, resulting in reduced abundance and a concomitant increase in the expression of a truncated isoform known as GATA1s. The occurrence of such variants is most frequently found in exons 2 and 3, and their manifestation can arise through various mechanisms, including substitutions, duplications, or deletions. In this way, these molecular alterations constitute potential diagnostic and monitoring markers for the disease, allowing the identification of malignant cells both at initial diagnosis and during relapse detection. In the present study, we explore this molecular landscape focused on the analysis of specificGATA1 mutations with the aim of monitoring patients diagnosed with ML-DS undergoing therapeutic protocols. Methods: Haematologically normal neonates and those diagnosed with Down syndrome were included. Blood samples with viable cells were analysed by flow cytometry (FCM) for immunophenotyping and subsequent assessment of mutations in the GATA1 gene by real-time polymerase chain reaction (PCR) with high-resolution melting curve analysis. The final variants were annotated using the Varsome platform (https://varsome.com/), which provides clinical classification based on ACMGguidelines, as well as information on population frequency, pathogenicity, and associated literature. Results: The study included a total of 213 patients, divided into three distinct groups. The first group consisted of newborns with Down syndrome (DS) without haematological alterations, referred for screening of GATA1 gene mutations (neonatal screening). The second group included patients up to 6 months of age with haematological changes consistent with suspicion of transient myeloproliferative disorder associated with DS (TMD). The third group comprised patients aged 6 months to 5 years with haematological alterations, classified as suspected of myeloid leukaemia associated withDown syndrome (ML-DS). In the analysis performed, a total of 58 variants were classified as follows: 26 variants were considered pathogenic, 22 variants probably pathogenic, and 10variants were classified as of uncertain significance. No variants were identified in the categories of probably benign or benign. Discussion: Throughout this study, we gathered important information regarding GATA1 gene mutations in children with Down syndrome,but many issues still require further clarification. One of the main challenges encountered was the significant number of variants classified as of uncertain significance.
Unidade Acadêmica: Faculdade de Medicina (FM)
Informações adicionais: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Patologia Molecular, 2025.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Patologia Molecular
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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