| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Goulart, Daniel Magalhães | - |
| dc.contributor.author | Vidal, Clarissa Gomes | - |
| dc.date.accessioned | 2026-06-10T18:54:08Z | - |
| dc.date.available | 2026-06-10T18:54:08Z | - |
| dc.date.issued | 2026-06-10 | - |
| dc.date.submitted | 2026-01-29 | - |
| dc.identifier.citation | CLARISSA GOMES VIDAL. A dor que ensina: sofrimento subjetivo de docentes em uma escola da rede pública do Distrito Federal. 2025. 163 f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/54720 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, 2026. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Este trabalho nasce de inquietações diante do expressivo crescimento do número de
docentes com diagnósticos de problemas psicológicos e em situação de afastamento
no Brasil. A forma como essa problemática tem sido abordada mostrou-se limitada,
evidenciando uma tendência, sustentada por discursos hegemônicos, de compreender
o sofrimento docente por meio de explicações simplificadas, marcadas por
perspectivas medicalizantes, patologizantes e individualistas. Nesse contexto, esta
pesquisa teve como objetivo compreender como se configuram subjetivamente
expressões de sofrimento de docentes em uma escola da rede pública de ensino médio
e anos finais do Distrito Federal, bem como recursos subjetivos implicados pelos
docentes nesse contexto. A pesquisa fundamentou-se na Teoria da Subjetividade em
uma perspectiva histórico-cultural, conforme proposta por González Rey, articulando
educação, saúde e sofrimento docente a partir de uma compreensão relacional,
histórica e socialmente situada dos processos educativos. Problematizou-se, nesse
sentido, a constituição da subjetividade na docência, a tecnicização do ensino e a
crescente precariedade simbólica à qual o trabalho docente tem sido submetido. Do
ponto de vista epistemológico e metodológico, a pesquisa foi orientada pela
Epistemologia Qualitativa, em articulação com a Metodologia Construtivo Interpretativa, envolvendo trabalho de campo com duração de cinco meses. O percurso
investigativo incluiu a inserção no cotidiano escolar e nos projetos desenvolvidos na
instituição, contando com a participação de docentes e de outros profissionais da
equipe escolar. A dinâmica conversacional e a observação participante constituíram os
principais instrumentos na produção das informações. Os resultados foram
organizados em dois eixos temáticos. O primeiro analisa a configuração subjetiva
social do sofrimento docente no exercício profissional, atravessada por processos
como fragilização dos vínculos, medicalização, violência escolar, vulnerabilidade
social, erosão das instâncias coletivas e aspectos relacionados à gestão escolar. O
segundo eixo aborda o sofrimento subjetivo de uma professora e os recursos subjetivos
mobilizados por docentes diante dos desafios contemporâneos da profissão,
considerando a diversidade de trajetórias profissionais. A análise evidenciou o
sofrimento docente como fenômeno relacional, histórico e socialmente situado,
configurado como produção subjetiva complexa atravessada por processos
institucionais, históricos e sociais que dificultam o trabalho e fragilizam a identidade
profissional. As construções interpretativas indicaram a predominância de práticas
institucionalizadas que tendem a individualizar e patologizar o sofrimento, reforçando
sentimentos de impotência e paralisia no cotidiano escolar, bem como uma crise das
instâncias coletivas e da dimensão política da docência, marcada por isolamento e
enfraquecimento dos vínculos profissionais. Ao mesmo tempo, evidenciaram-se
configurações subjetivas alternativas sustentadas por engajamento, implicação e
criatividade, expressando o potencial de espaços institucionais dialógicos e de relações
de gestão capazes de mobilizar recursos subjetivos e reativar possibilidades de ação e
transformação no contexto escolar. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | A dor que ensina : sofrimento subjetivo de docentes em uma escola da rede pública do Distrito Federal | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Mal-estar docente | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Escolas públicas - Distrito Federal (Brasil) | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Docência | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | This study emerged from concerns regarding the significant increase in the number of
teachers diagnosed with psychological problems and placed on medical leave in Brazil.
The ways in which this issue has been addressed have proven to be limited, revealing a
tendency, sustained by hegemonic discourses, to understand teachers’ suffering through
simplified explanations marked by medicalizing, pathologizing, and individualistic
perspectives. In this context, the study aimed to understand how expressions of
teachers’ suffering are subjectively configured in a public secondary school serving
both upper-secondary education and the final years of lower-secondary education in the
Federal District, as well as the subjective resources implicated by teachers in this
context. The research was grounded in the Theory of Subjectivity from a cultural historical perspective, as proposed by González Rey, articulating education, health, and
teachers’ suffering through a relational, historical, and socially situated understanding of
educational processes. In this sense, the study problematized the constitution of
subjectivity in teaching, the technicization of education, and the growing symbolic
precariousness to which teaching work has been subjected. From an epistemological
and methodological standpoint, the research was guided by Qualitative Epistemology,
articulated with the Constructive-Interpretive Methodology, and involved five months
of fieldwork. The investigative process included immersion in everyday school life and
participation in projects developed within the institution, involving teachers and other
members of the school staff. Conversational dynamics and participant observation
constituted the main instruments in the production of information. The research findings
were organized into two thematic axes. The first analyzes the social subjective
configuration of teachers’ suffering in professional practice, traversed by processes such
as the weakening of bonds, medicalization, school violence, social vulnerability, the
erosion of collective instances, and aspects related to school management. The second
axis addresses the subjective suffering of a teacher and the subjective resources
mobilized by teachers in response to contemporary challenges of the profession,
considering the diversity of professional trajectories. The analysis evidenced teachers’
suffering as a relational, historical, and socially situated phenomenon, configured as a
complex subjective production traversed by institutional, historical, and social processes
that hinder professional practice and weaken professional identity. Interpretative
constructions indicated the predominance of institutionalized practices that tend to
individualize and pathologize suffering, reinforcing feelings of impotence and paralysis
in everyday school life, as well as a crisis in collective structures and in the political
dimension of teaching, marked by isolation and the weakening of professional bonds.
At the same time, alternative subjective configurations sustained by engagement,
implication, and creativity were evidenced, expressing the potential of dialogical
institutional spaces and management relations capable of mobilizing subjective
resources and reactivating possibilities for action and transformation within the school
context. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade de Educação (FE) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Educação | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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