http://repositorio.unb.br/handle/10482/54676| Fichier | Description | Taille | Format | |
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| ThaisMunizMontalvaoSousa_TESE.pdf | 5,23 MB | Adobe PDF | Voir/Ouvrir |
| Titre: | Status de vitamina D, lactato desidrogenase, saúde musculoesquelética e toxicidade à quimioterapia em mulheres com câncer de mama inicial |
| Autre(s) titre(s): | Vitamin D status, lactate dehydrogenase, musculoskeletal health, and chemotherapy toxicity in women with early breast cancer |
| Auteur(s): | Sousa, Thaís Muniz Montalvão |
| Orientador(es):: | Lima, Ricardo Moreno |
| Assunto:: | Câncer de mama Lactato desidrogenase Sarcopenia Vitamina D Quimioterapia |
| Date de publication: | 9-jui-2026 |
| Data de defesa:: | 30-mar-2026 |
| Référence bibliographique: | SOUSA, Thaís Muniz Montalvão. Status de vitamina D, lactato desidrogenase, saúde musculoesquelética e toxicidade à quimioterapia em mulheres com câncer de mama inicial. 2026. 162 f., il. Tese (Doutorado em Nutrição Humana) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. |
| Résumé: | Introdução: o câncer de mama é o tipo mais incidente em mulheres no Brasil e no mundo, com projeção de aumento expressivo nas próximas décadas. Parte desses casos está relacionada a fatores de risco modificáveis, como obesidade, sedentarismo e tabagismo, reforçando o papel de determinantes ambientais na carcinogênese mamária. Nesse contexto, a deficiência de vitamina D tem sido amplamente investigada, com evidências indicando elevada prevalência em mulheres com câncer de mama e associações com pior prognóstico, menor resposta ao tratamento e maior mortalidade. Além disso, níveis inadequados de vitamina D também podem comprometer a saúde musculoesquelética, contribuindo para o desenvolvimento da sarcopenia, condição caracterizada pela redução da força e da massa muscular, a qual tem sido associada à maior toxicidade da quimioterapia. Paralelamente, a lactato desidrogenase (LDH) emerge como um marcador tumoral com potencial valor prognóstico e preditivo de resposta terapêutica, entretanto sua relação com o status de vitamina D ainda é pouco explorada no câncer de mama.Objetivos: avaliar a associação entre o status de vitamina D, componentes da sarcopenia e a LDH e investigar o impacto da saúde musculoesquelética, status de vitamina D e LDH na toxicidade do tratamento quimioterápico em mulheres com câncer de mama inicial.Metodologia: foram conduzidos dois estudos observacionais: um transversale o outro longitudinal, ambos unicêntricos, com mulheres entre 18 e 65 anos, diagnosticadas com câncer de mama em estágios I a III, antes do início do tratamento clínico. As participantes foram recrutadas na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia e no ambulatório de mastologia do Hospital Universitário de Brasília, entre janeiro de 2023 e junho de 2024. Foram avaliados os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] e de LDH, parâmetros antropométricos, composição corporal por absortometria por dupla emissão de raios X (DEXA), força muscular por dinamometria manual e teste de sentar e levantar, e desempenho físico por meio do teste Timed Up and Go (TUG) e teste de caminhada. A sarcopenia foi classificada de acordo com os critérios do Consenso Europeu atualizado. Os dados de toxicidade à quimioterapia foram coletados pelo período de seis meses em prontuário eletrônico, registrados pela equipe médica, conforme os Critérios Comuns de Terminologia para Eventos Adversos (CTCAE). As análises estatísticas incluíram testes bivariados e modelos multivariáveis, adotando nível de significância de 5%.Resultados: Observou-se elevada prevalência de insuficiência de vitamina D(54,7%) (n=29/53). Não foram identificadas associações entre o status de vitamina D e sarcopenia ou seus componentes. Foi observada associação inversa significativa entre os níveis séricos de vitamina D e LDH (r=-0,338, p=0,017), mantida após ajuste para o estado menopausal (Exp(B)=0,992, IC95% 0,987-0,996, p<0,001). No estudo longitudinal (n=37), as toxicidades mais frequentes foram náuseas (43,24%), neuropatia periférica (43,24%) e astenia (29,72%). Maior massa muscular apendicularrelativa associou-se a maior chance de náuseas (OR=3,96, IC95% 1,2-13,16, p=0,024) e náuseas/vômitos (OR=3,524, IC95% 1,109-11,199, p=0,033). Níveis mais elevados de vitamina D associaram-se de forma independente a menor chance de fadiga/astenia (OR=0,866, IC95% 0,754-0,995, p=0,042). Mulheres com menos de seis efeitos adversos apresentaram maior força absoluta (p=0,008), eram mais rápidas no TUG (p=0,007) e tinham maiores níveis séricos de vitamina D (p=0,012).Conclusão: a insuficiência de vitamina D não esteve associada aos componentes da saúde musculoesquelética em mulheres com câncer de mama inicial antes de iniciar o tratamento clínico. Entretanto, esteve inversamente associada aos níveis séricos de LDH, um biomarcador emergente da atividade tumoral em oncologia.Em consonância com a literatura, componentes da sarcopenia - especificamente menor força muscular e pior desempenho no Time Up and Go - estiveram associados a múltiplos eventos adversos decorrentes da quimioterapia em mulheres com câncer de mama inicial ao longo de 6 meses de acompanhamento. Ademais, menores níveis de vitamina D também estiveram associados a maior número de eventos adversos. Esses achados reforçam a importância da avaliação nutricional e do status de vitamina D no manejo de mulheres com câncer de mama. |
| Abstract: | Introduction: Breast cancer is the most common cancer among women worldwide, with projections of a substantial increase in incidence over the coming decades. A proportion of these cases is related to modifiable risk factors, such as obesity, physical inactivity, and smoking, highlighting the role of environmental determinants in breast carcinogenesis. In this context, vitamin D deficiency has been widely investigated, with evidence indicating a high prevalence among women with breast cancer and associations with poorer prognosis, reduced treatment response, and higher mortality. Additionally, inadequate vitamin D levels may impair musculoskeletal health, contributing to the development of sarcopenia—a condition characterized by reduced muscle mass and strength—which has been associated with increased chemotherapy toxicity. Furthermore, lactate dehydrogenase (LDH) has emerged as a tumor biomarker with potential prognostic and predictive value; however, its relationship with vitamin D status remains poorly explored in breast cancer.Objective: To evaluate the association between vitamin D status, sarcopenia components, and LDH levels, and to investigate the impact of musculoskeletal health, vitamin D status, and LDH on chemotherapy-related toxicity in women with early breast cancer.Methods: Two observational studies were conducted: one cross-sectional and one longitudinal, both single-center, including women aged 18 to 65 years diagnosed with stage I–III breast cancer prior to the initiation of clinical treatment. Participants were recruited at the High Complexity Oncology Unit and the mastology outpatient clinic of the University Hospital of Brasília between January 2023 and June 2024. Serum levels of 25-hydroxyvitamin D [25(OH)D] and LDH were measured, along with anthropometric parameters, body composition assessed by dual-energy X-ray absorptiometry (DEXA), muscle strength assessed by handgrip dynamometry and sitto-stand test, and physical performance assessed using the Timed Up and Go (TUG) test and walking test. Sarcopenia was defined according to the updated European consensus criteria. Chemotherapy toxicity data were collected over a six-month period from electronic medical records, as recorded by the medical team, according to the Common Terminology Criteria for Adverse Events (CTCAE). Statistical analyses included bivariate tests and multivariable models, adopting a significance level of 5%.Results: A high prevalence of vitamin D insufficiency was observed in 54.7%of participants (29/53). No associations were found between vitamin D status and sarcopenia or its components. A significant inverse association was observed between serum vitamin D levels and LDH (r = −0.338, p = 0.017), which remained after adjustment for menopausal status (Exp(B) = 0.992; 95% CI: 0.987–0.996; p < 0.001). In the longitudinal study (n = 37), the most frequent toxicities were nausea (43.24%), peripheral neuropathy (43.24%), and asthenia (29.72%). Higher relative appendicular muscle mass was associated with increased odds of nausea (OR = 3.96; 95% CI: 1.20–13.16; p = 0.024) and nausea/vomiting (OR = 3.52; 95% CI: 1.11–11.20; p = 0.033). Higher vitamin D levels were independently associated with lower odds of fatigue/asthenia (OR = 0.866; 95% CI: 0.754–0.995; p = 0.042). Women with fewer than six adverse events had greater absolute muscle strength (p = 0.008), better performance in the TUG test (p = 0.007), and higher serum vitamin D levels (p = 0.012).Conclusion: Vitamin D insufficiency was not associated with musculoskeletal health components in women with early breast cancer prior to treatment initiation. However, it was inversely associated with serum LDH levels, an emerging biomarker of tumor activity in oncology. Consistent with previous literature, sarcopenia components—particularly lower muscle strength and poorer performance in the Timed Up and Go test—were associated with multiple chemotherapy-related adverse events over six months of follow-up. Additionally, lower vitamin D levels were associated with a higher number of adverse events. These findings reinforce the importance of nutritional assessment and vitamin D status in the management of women with breast cancer. |
| metadata.dc.description.unidade: | Faculdade de Ciências da Saúde (FS) |
| Description: | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Nutrição Humana, 2026. |
| metadata.dc.description.ppg: | Programa de Pós-Graduação em Nutrição Humana |
| Collection(s) : | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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