http://repositorio.unb.br/handle/10482/54673| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| GiovannaSoutinhoAraujo_TESE.pdf | 4,33 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Caracterização do ambiente alimentar escolar e sua relação com a obesidade em adolescentes do Distrito Federal |
| Autor(es): | Araújo, Giovanna Soutinho |
| Orientador(es): | Bertolin, Maria Natacha Toral |
| Assunto: | Ambientes alimentares Alimentação escolar Alimentos ultraprocessados Obesidade - adolescentes |
| Data de publicação: | 9-Jun-2026 |
| Data de defesa: | 15-Dez-2025 |
| Referência: | ARAÚJO, Giovanna Soutinho. Caracterização do ambiente alimentar escolar e sua relação com a obesidade em adolescentes do Distrito Federal. 2025. 177 f., il. Tese (Doutorado em Nutrição Humana) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | Introdução: O ambiente alimentar escolar compreende os espaços, estruturas e situações dentro e ao redor da escola onde alimentos são disponibilizados, vendidos ou consumidos, influenciando as escolhas e o estado nutricional dos escolares. No Brasil, os estudos concentram-se na região Sul e Sudeste, e a discussão sobre desertos e pântanos alimentares ainda é pouco explorada. Objetivo: Caracterizar o ambiente alimentar interno e o entorno de escolas públicas e privadas do Distrito Federal (DF) e analisar sua relação com a obesidade entre adolescentes. Metodologia: Foram selecionadas, por amostragem probabilística, 18 escolas urbanas do DF (9 públicas e 9 privadas) com turmas de 9º ano. Artigo 1: O ambiente alimentar foi caracterizado a partir de dois eixos: (i) entorno escolar, com identificação de estabelecimentos de venda de alimentos com dados obtidos na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), auditados via Google Street View e geoprocessados em buffers de 250 m, 400 m e 800 m, sendo classificados como “saudáveis” ou “não saudáveis”, conforme o perfil predominante dos alimentos comercializados; e (ii) Ambiente interno, avaliado por meio de entrevistas com gestores escolares sobre comercialização de alimentos, presença de cantina e nutricionista, tempo destinado às refeições e ações de educação alimentar e nutricional (EAN). Foram calculados o Índice de Saudabilidade (IS) e as proporções de itens in natura/minimamente processados e ultraprocessados, considerando o Índice de Vulnerabilidade Social (baixo; médio/alto) e o tipo de escola (pública e privada). Artigo 2: 499 estudantes responderam questionário sociodemográfico e passaram por avaliação antropométrica. O desfecho foi obesidade (escore-Z do Índice de Massa Corporal/idade > +2) e as exposições foram as situações de deserto (1º quartil da densidade de estabelecimentos saudáveis em 250m) e pântano alimentar (4º quartil da densidade de estabelecimentos não saudáveis em 250m). Resultados: Artigo 1: No entorno das escolas, identificaram-se 911 estabelecimentos em 800m, dos quais 40,2% vendiam majoritariamente alimentos ultraprocessados e 49,4% foram classificados como não saudáveis. Em 250m, 77,8% das escolas tinham ao menos um ponto não saudável e 38,9% não possuíam ponto saudável. Áreas de baixa vulnerabilidade social concentraram maiores densidades de estabelecimentos saudáveis e não saudáveis, especialmente no entorno de escolas privadas. Apenas escolas privadas possuíam cantinas, todas localizadas em áreas de baixa vulnerabilidade social, com IS mediano de 38,5 e predominância de alimentos ultraprocessados; o entorno das escolas privadas apresentou IS mediano de 50,0. Ações de EAN estavam presentes em cerca de metade das escolas. A maioria das escolas oferecia de 20 a 30 minutos para as refeições. Nas cantinas, bebidas açucaradas foram o tipo de alimento ultraprocessado mais frequente (75%) e todas as escolas privadas com cantina ofertavam ao menos um item vedado pela norma vigente. Artigo 2: A prevalência de obesidade foi de 4,1%. A exposição a desertos alimentares em 250 m associou-se positivamente à obesidade (OR = 2,87; p = 0,03), mesmo após ajustes, enquanto pântanos alimentares não apresentaram associação significativa. Conclusão: O ambiente alimentar escolar do DF favorece práticas alimentares não saudáveis e reflete desigualdades socioespaciais, com maior concentração de estabelecimentos no entorno de escolas privadas e situadas em áreas de menor vulnerabilidade social. A associação entre desertos alimentares no entorno escolar e a obesidade entre adolescentes reforça a necessidade de políticas públicas que ampliem o acesso e a conveniência de alimentos saudáveis, articuladas a estratégias intersetoriais de promoção da saúde no contexto escolar. |
| Abstract: | Introduction: The school food environment encompasses the spaces, structures, and situations within and around schools where foods are made available, sold, or consumed, influencing students’ food choices and nutritional status. In Brazil, studies on this topic are largely concentrated in the South and Southeast regions, and discussions on food deserts and food swamps remain limited. Objective: To characterize the internal school food environment and the surrounding food environment of public and private schools in the Federal District (FD), Brazil, and to analyze their relationship with obesity among adolescentes. Methods: Eighteen urban schools in the Federal District (nine public and nine private) with 9th-grade classes were selected through probabilistic sampling. Article 1: The school food environment was characterized along two dimensions: (i) the school surroundings, with identification of food retail outlets using data from the Annual Social Information Report (Relação Anual de Informações Sociais – RAIS), audited via Google Street View and geoprocessed using 250 m, 400 m, and 800 m buffers; outlets were classified as “healthy” or “unhealthy” according to the predominant type of foods sold; and (ii) the internal school environment, assessed through interviews with school administrators regarding food commercialization, the presence of school canteens and nutritionists, time allocated for meals, and food and nutrition education (FNE) activities. The Healthy Food Availability Index (HFAI) and the proportions of unprocessed/minimally processed and ultra-processed food items were calculated, considering the Social Vulnerability Index (low; medium/high) and school type (public or private). Article 2: A total of 499 students completed a sociodemographic questionnaire and underwent anthropometric assessment. The outcome was obesity (BMI-for-age Z-score > +2), and exposures were food desert (first quartile of the density of healthy food outlets within a 250 m buffer) and food swamp (fourth quartile of the density of unhealthy food outlets within a 250 m buffer). Results: Article 1: In the school surroundings, 911 food outlets were identified within an 800 m buffer, of which 40.2% predominantly sold ultra-processed foods and 49.4% were classified as unhealthy. Within 250 m, 77.8% of schools had at least one unhealthy outlet, and 38.9% had no healthy outlets. Areas of low social vulnerability showed higher densities of both healthy and unhealthy outlets, particularly around private schools. Only private schools had canteens, all located in low-vulnerability areas, with a median HFAI of 38.5 and a predominance of ultra-processed foods; the surroundings of private schools presented a median HFAI of 50.0. Food and nutrition education activities were present in approximately half of the schools, and most schools allocated 20 to 30 minutes for meals. In school canteens, sugar-sweetened beverages were the most frequent type of ultra processed food (75%), and all private schools with canteens offered at least one item prohibited under current regulations. Article 2: The prevalence of obesity was 4.1%. Exposure to food deserts within a 250 m buffer was positively associated with obesity (OR = 2.87; p = 0.03), even after adjustment, whereas food swamps showed no significant association. Conclusion: The school food environment in the Federal District favors unhealthy eating practices and reflects sociospatial inequalities, with a higher concentration of food outlets around private schools and those located in areas of lower social vulnerability. The association between food deserts in the school surroundings and obesity among adolescents highlights the need for public policies that expand access to and the convenience of healthy foods, integrated with intersectoral strategies for health promotion in the school context. |
| Unidade Acadêmica: | Faculdade de Ciências da Saúde (FS) |
| Informações adicionais: | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Nutrição Humana, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Nutrição Humana |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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