| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Athayde, Pedro Fernando Avalone | - |
| dc.contributor.author | Passos, Felipe Barbosa | - |
| dc.date.accessioned | 2026-05-29T00:02:17Z | - |
| dc.date.available | 2026-05-29T00:02:17Z | - |
| dc.date.issued | 2026-05-28 | - |
| dc.date.submitted | 2025-11-28 | - |
| dc.identifier.citation | PASSOS, Felipe Barbosa. Política esportiva no Brasil (2003–2023) : dialética, articulação e contradição entre o econômico e o social. 2025. 275 f., il. Tese (Doutorado em Educação Física)—Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/54543 | - |
| dc.description | Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Educação Física, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | A presente tese analisa a Política Esportiva brasileira tomando-a como expressão das
funções econômica e integradora do Estado no interior do capitalismo tardio e na
particularidade brasileira. A investigação parte do pressuposto de que a Política Esportiva,
longe de constituir um campo autônomo, reflete as determinações estruturais do
desenvolvimento capitalista no Brasil e das lutas de classe e intraclasses. O problema
orientador deste estudo perpassa a necessidade de compreender a estrutura e a dinâmica
da atuação estatal sobre o esporte e sua articulação com os determinantes políticos,
econômicos e sociais na conjuntura examinada. Sobre essa base, definiu-se como objetivo
geral analisar a configuração da Política Esportiva de 2003 a 2023 à luz das funções do
Estado no capitalismo dependente brasileiro, desdobrando-se em objetivos específicos
relacionados à elaboração de categorias analíticas que expressem a mediação entre a
função estatal de criar as condições gerais de produção e de integração social, bem como
a sua forma materializada na política esportiva. A partir dessas categorias, buscou-se
examinar, por um lado, a vertente da Política Econômica Esportiva, considerando o
debate sobre a Indústria do Esporte, a economia política, o financiamento público e as
normativas reguladoras. Por outro, investigar a dimensão da Política Social Esportiva,
observando seus fundamentos político-ideológicos, a discussão sobre cidadania e direitos
sociais e a hegemonia neoliberal. Metodologicamente, adotou-se o materialismo
histórico-dialético como base teórico-metodológica, articulando análise documental,
orçamentária e institucional de fontes primárias – leis, planos plurianuais, relatórios de
gestão, balanços financeiros e demonstrativos de entidades esportivas, entre outros – com
revisão crítica da literatura especializada. Os resultados revelam que, embora o Estado
tenha expandido o acesso ao esporte e consolidado instrumentos inéditos de fomento e
regulação, a estrutura da política manteve caráter seletivo, fragmentado e subordinado às
exigências de valorização do capital e ao Padrão de Desenvolvimento Capitalista LiberalPeriférico, à agenda pós-moderna e à cena política dominante no período. Na vertente
econômica, observou-se que o princípio orientador que regeu a atividade estatal foi o de
criar as condições para o avanço do processo de mercantilização do esporte, concentrando
recursos no sistema federativo, sustentando parcela da força de trabalho em bases
precárias e condicionando a infraestrutura esportiva do país ao ciclo dos Grandes eventos.
Na arena social, prevaleceram a focalização, a residualidade e a transferência de
responsabilidades ao “terceiro setor”, produzindo uma cidadania restrita, assentada na
ideologia do “esporte social” e funcional à ordem neoliberal. Conclui-se que, no período
analisado, a Política Esportiva brasileira expressou um movimento contraditório: ampliou
institucionalidades e instrumentos de intervenção estatal, mas reafirmou os limites
estruturais do capitalismo dependente, reproduzindo desigualdades e subordinações que
condicionam e limitam o desenvolvimento econômico e social no campo esportivo. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Política esportiva no Brasil (2003–2023) : dialética, articulação e contradição entre o econômico e o social | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Política esportiva | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Esporte | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Política pública - esportes | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | This thesis analyzes Brazilian Sports Policy, understood it as an expression of the
economic and integrative functions of the State within the framework of late capitalism
and its Brazilian particularity. The research assumes that Sports Policy, far from
constituting an autonomous field, reflects the structural determinations of capitalist
development in Brazil and the dynamics of class and intra-class struggles. The guiding
problem lies in the need to comprehend the structure and dynamics of state action on sport
and its articulation with political, economic, and social determinants within the analyzed
conjuncture. Based on this premise, the general objective was to analyze the configuration
of Brazilian Sports Policy from 2003 to 2023 in light of the functions of the State in
dependent capitalism, unfolding into specific objectives related to the elaboration of
analytical categories that express the mediation between the State’s function of creating
the general conditions of production and that of social integration, as well as its material
as expressed in sports policy. From these categories, the study examined, on the one hand,
the sphere of Economic Sports Policy, considering debates on the Sports Industry,
political economy, public financing, and regulatory frameworks; and, on the other hand,
investigated the dimension of Social Sports Policy, observing its political-ideological
foundations, the discussion on citizenship and social rights, and the neoliberal hegemony.
Methodologically, the research adopted historical-dialectical materialism as its theoretical
and methodological basis, combining documentary, budgetary, and institutional analysis
of primary sources – laws, multi-year plans, management reports, financial statements,
and records of sports entities, among others – with a critical review of specialized
literature. The results show that, although the State expanded access to sport and
consolidated unprecedented instruments of promotion and regulation, the structure of the
policy retained a selective and fragmented character, subordinated to the requirements of
capital valorization, to the Liberal-Peripheral Pattern of Capitalist Development, to the
postmodern agenda, and to the dominant political scene of the period. In the economic
sphere, the State’s guiding principle was to create the conditions for advancing the
commodification of sport, concentrating resources in the federative system, sustaining a
segment of the labor force under precarious conditions, and linking national sports
infrastructure to the cycle of Mega Events. In the social sphere, there prevailed
focalization, residuality, and the transfer of responsibilities to the “third sector,”
producing a restricted form of citizenship grounded in the ideology of “social sport” and
functional to the neoliberal order. It is concluded that, during the analyzed period,
Brazilian Sports Policy expressed a contradictory movement: while expanding
institutional frameworks and instruments of state intervention, it reaffirmed the structural
limits of dependent capitalism, reproducing inequalities and forms of subordination that
condition and constrain economic and social development within the sports field. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade de Educação Física (FEF) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Educação Física | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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