http://repositorio.unb.br/handle/10482/54530| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| DanielIbereAlvesDaSilva_TESE.pdf | 1,26 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Oguata Ywy Mba’e Megua : caminhando sobre a terra adoecid |
| Autor(es): | Silva, Daniel Iberê Alves da |
| Orientador(es): | Baines, Stephen Grant |
| Assunto: | Povos indígenas Desenvolvimento |
| Data de publicação: | 28-Mai-2026 |
| Data de defesa: | 4-Jun-2024 |
| Referência: | SILVA, Daniel Iberê Alves da. Oguata Ywy Mba’e Megua: caminhando sobre a terra adoecida. 2024. 163 f., il. Tese (Doutorado em Antropologia Social) — Universidade de Brasília, Brasília, 2024. |
| Resumo: | Para enganar as memórias, a Serpente do Colonialismo muitas vezes trocou de pele, mudou de nome e disfarce, foi escama de reis fugidos, foi pátria contra os que nem pátria tinham, ditaduras ditando dores em atos, decretos e leis; reptilínea república, partidos fragmentando pessoas, pisando utopias. Para expandir seu corpo e crescer, a Serpente Colonial há pouco trocou de pele mais uma vez – estava a pele antiga demasiado feia e suja – rastejou sobre cinzas e ossos ancestrais devastando árvores, macerou folhas, flores e raízes, pó de estrelas vivas, juntou seiva e sumo em macabro ritual, até aparecerem visíveis escamas esverdeadas. Camuflada está a chaga infecta que cobre o corpo da Serpente Verde do Capital. Adornada rasteja. Constringe, constrange, sufoca e mata. Seu desviver avança sobre o corpo da nossa grande Mãe Terra. A Terra está com febre. Mesmo assim, seguimos caminhando, abrindo às nossas tragédias os caminhos do Arandu, insistindo e lutando, semeando sementes de rebeldia e liberdade em nosso caminhar sobre a Ywy Mba’e Megua, terra enferma, terra das coisas que definham. Nossos avós sempre souberam: o Um é ruim, o Um é triste, o Um é o desviver, o Um é o poder e o poder é primo-irmão do medo que move os genocídios, os apagamentos, as memórias assassinadas, as palavras mal ditas, os gritos, os discursos pelos quais e sobre os quais o poder constrói seus pobres argumentos, o terror que deles emana. O importante aqui é captar, ao mesmo tempo, a força e as formas do irreprimível desejo de liberdade insurgente contra a “fantástica atração pelo Um” da qual se alimenta a tentação constante da servidão voluntária |
| Abstract: | To deceive memories, the Serpent of Colonialism often shed its skin, changed its name and disguise, was the scale of escaped kings, was a homeland against those who didn't even have a homeland, dictatorships dictating pains in acts, decrees and laws; reptilian republic, parties fragmenting people, trampling on utopias. To expand its body and grow, the Colonial Serpent recently shed its skin once again – its old skin was too ugly and dirty – it crawled over ancient ashes and bones, devastating trees, macerated leaves, flowers and roots, dust from living stars, gathered sap and juice in a macabre ritual, until visible greenish scales appear. Camouflaged is the infectious wound that covers the body of the Green Serpent of Capital. Adorned crawls. It constricts,constrains, suffocates and kills. Your unliving progresses over the body of our great Mother Earth. The Earth has a fever. Even so, we continue walking, opening the paths of Arandu to our tragedies, insisting and fighting, sowing seeds of rebellion and freedom in our journey on the Ywy Mba’e Megua, sick land, land of things that waste away. Our grandparents always knew: the One is bad, the One is sad, the One is the turning point, the One is power, and power is the first cousin of fear that drives genocides, erasures, murdered memories, evil words. said, the screams, the speeches through which and on which power builds its poor arguments, the terror that emanates from them. The important thing here is to capture, at the same time, the strength and forms of the irrepressible desire for freedom insurgent against the “fantastic attraction for the One” on which the constant temptation of voluntary servitude is fed. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Ciências Sociais (ICS) Departamento de Antropologia (ICS DAN) |
| Informações adicionais: | Tese (Doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Antropologia, Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, 2024. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social |
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| Agência financiadora: | Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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