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Título: Estamos prontos para o drex? desafios para a moeda digital brasileira sob a ótica da prontidão governamental
Autor(es): Azevedo, Rodrigo
Orientador(es): Moreira, Marina Figueiredo
Assunto: Drex
Prontidão governamental
Sistema de pagamentos
Data de publicação: 25-Mai-2026
Referência: AZEVEDO, Rodrigo. Estamos prontos para o drex? desafios para a moeda digital brasileira sob a ótica da prontidão governamental. 2026. 109 f., il. Dissertação (Mestrado em Profissional em Administração) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.
Resumo: A digitalização dos pagamentos e a expansão de ativos digitais privados têm pressionado bancos centrais a explorar moedas digitais soberanas (central bank digital currencies - CBDCs). No Brasil, o Drex é concebido como infraestrutura para tokenização e liquidação programável, o que amplia desafios institucionais, regulatórios e de coordenação. Este estudo avaliou em que medida o arranjo institucional-regulatório brasileiro diretamente envolvido no Drex apresenta prontidão governamental para sua implementação e operação. Essa avaliação se baseia na aplicação de um Quadro Teórico-Conceitual com 21 riscos de implementação contido em um framework para avaliação de prontidão governamental estruturado em quatro dimensões. A pesquisa, de natureza aplicada e abordagem qualitativa, realizou entrevistas semiestruturadas com especialistas do ecossistema Drex, cujas evidências foram tratadas por meio de análise temática e sintetizadas em afirmações submetidas à validação de conteúdo por especialistas. Na dimensão de governança e arcabouço legal-regulatório, observa-se governança formal relativamente robusta, porém tensionada pelo dilema entre privacidade/sigilo e rastreabilidade e pela necessidade de coordenação interinstitucional e delimitação de responsabilidades de supervisão e enforcement. Na dimensão de capacidade institucional e tecnológica, persistem gargalos de capital humano e orçamento e incertezas arquiteturais para conciliar programabilidade, governança distribuída e privacidade em ambiente de DLT permissionada. Na dimensão de adoção, inclusão e ecossistema digital, a prontidão depende de proposta de valor clara, comunicação transparente e salvaguardas de uso seguro, especialmente em um contexto já atendido por soluções maduras como o Pix. Na dimensão de estabilidade financeira e monetária, a arquitetura híbrida atenua riscos clássicos de desintermediação e corridas bancárias, mas a mitigação de riscos sistêmicos demanda coordenação macroprudencial e monitoramento contínuo. Conclui-se que a implementação do Drex requer evolução incremental e coerência entre norma, desenho técnico e arranjos institucionais. Como desdobramento aplicado, foi elaborado um Produto Técnico-Tecnológico (Relatório Técnico Conclusivo) que traduz o diagnóstico em quatro eixos de intervenção, entregáveis verificáveis e monitoramento mínimo para apoiar decisões replicáveis de governança do ecossistema Drex.
Abstract: The digitization of payments and the growth of private digital assets have pushed central banks to explore central bank digital currencies (CBDCs). In Brazil, Drex has been conceived as an infrastructure for tokenization and programmable settlement, which heightens institutional, regulatory, and coordination challenges. This study assessed the extent to which the Brazilian institutional-regulatory arrangement directly involved in Drex shows government readiness for its implementation and operation. This assessment is based on the application of a Theoretical Conceptual Framework encompassing 21 implementation risks, embedded within a government readiness assessment framework structured around four dimensions. In the governance and legal-regulatory framework dimension, formal governance appears relatively robust, yet strained by the privacy/secrecy-versus-traceability dilemma and by the need for inter-agency coordination and clear supervisory and enforcement responsibilities. In the institutional and technological capacity dimension, constraints in human capital and budgets persist, as do architectural uncertainties in reconciling programmability, distributed governance, and privacy within a permissioned DLT setting. In the adoption, inclusion, and digital ecosystem dimension, readiness depends on a clear value proposition, transparent communication, and safeguards for safe use, particularly in an environment already served by mature solutions such as Pix. In the financial and monetary stability dimension, the hybrid architecture dampens classic risks of disintermediation and bank runs, but systemic-risk mitigation requires macroprudential coordination and continuous monitoring. Overall, Drex implementation requires incremental evolution and coherence between legal rules, technical design, and institutional arrangements. As an applied output, a Technical-Technological Product (concluding technical report) was developed, translating the diagnosis into four intervention axes, verifiable deliverables, and a minimal monitoring set to support replicable governance decisions for the Drex ecosystem.
Unidade Acadêmica: Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (FACE)
Departamento de Administração (FACE ADM)
Informações adicionais: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas, Programa de Pós-Graduação em Administração, Mestrado Profissional em Administração Pública, 2026.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Administração, Mestrado Profissional em Administração Pública
Agência financiadora: Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF)
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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