| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Santos, Roberto Ventura | pt_BR |
| dc.contributor.author | Kafino, Camilla Vasconcelos | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-03-11T17:23:41Z | - |
| dc.date.available | 2026-03-11T17:23:41Z | - |
| dc.date.issued | 2026-03-11 | - |
| dc.date.submitted | 2025-04-04 | - |
| dc.identifier.citation | KAFINO, Camilla Vasconcelos. Geoquímica isotópica de estrôncio aplicada na determinação de origem de madeiras brasileiras. 2025. 144 f., il. Tese (Doutorado em Ciências Ambientais) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/54236 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Planaltina, Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | O comércio ilegal de madeira configura uma grave ameaça à conservação florestal e à
integridade dos ecossistemas, sendo reconhecido como uma atividade criminosa
transnacional que movimenta bilhões de dólares anualmente. No Brasil, vulnerabilidades
nos sistemas de controle da cadeia produtiva madeireira — como a manipulação de
inventários florestais e a emissão fraudulenta de documentos de transporte —
comprometem a eficácia da fiscalização ambiental e favorecem a legalização de madeira
proveniente de áreas protegidas. Nesse contexto, esta tese investigou o uso de razões
isotópicas de estrôncio (⁸⁷Sr/⁸⁶Sr) como ferramenta forense para determinação da origem
geográfica da madeira. A abordagem parte do princípio de que a assinatura isotópica do
estrôncio nas madeiras reflete o substrato geológico subjacente, constituindo um
marcador geoquímico intrínseco, não adulterável e independente da espécie arbórea.
Foram coletadas amostras de madeira, solo e rocha em regiões geográficas distintas do
Brasil: formações sedimentares do Grupo Barreiras, no sul da Bahia, e embasamento
cristalino no Espírito Santo (Expedição Pau-Brasil), além de diversas formações
geológicas na Amazônia paraense (Expedição Ipês do Pará). As análises por
espectrometria de massa com plasma indutivamente acoplado (MC-ICP-MS) revelaram
variações significativas nas razões isotópicas entre diferentes formações geológicas (p <
0,001), com 69% da variabilidade explicada pela geologia local, sem diferenças
relevantes entre espécies vegetais sobre o mesmo substrato. Observou-se uma
diferenciação clara entre os biomas da Mata Atlântica (0,70965–0,71471) e da Amazônia
(0,71582–0,78076), além de variações intra-bioma relacionadas a diferentes formações
geológicas. A transferência de estrôncio do solo para a madeira ocorre a partir da fração
lábil, de forma direta e sem fracionamento isotópico (fator de transferência: 1,0023 ±
0,0031). A análise multi-elementar identificou assinaturas químicas específicas,
ampliando o poder discriminatório do método, inclusive entre localidades dentro da
mesma formação. Com base nesses achados, foi desenvolvido o Protocolo de Atribuição
de Origem de Madeira (AOM), que define intervalos de referência isotópicos para
verificação da compatibilidade entre amostras suspeitas e a origem declarada. O protocolo
representa um avanço relevante na rastreabilidade da madeira, oferecendo um método
forense científico, robusto e não falsificável, complementar aos mecanismos
documentais, e essencial no enfrentamento à exploração ilegal de recursos florestais. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Geoquímica isotópica de estrôncio aplicada na determinação de origem de madeiras brasileiras | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Química forense | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Assinatura isotópica | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Rastreabilidade da madeira | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Madeira | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Florestas - conservação | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | Illegal timber trade poses a serious threat to forest conservation and ecosystem integrity,
being recognized as a transnational criminal activity that generates billions of dollars
annually. In Brazil, weaknesses in the timber production chain control systems — such
as the manipulation of forest inventories and the fraudulent issuance of transport
documents — undermine the effectiveness of environmental monitoring and facilitate the
legalization of timber extracted from protected areas. In this context, this thesis
investigated the use of strontium isotopic ratios (⁸⁷Sr/⁸⁶Sr) as a forensic tool for
determining the geographic origin of timber. The approach is based on the premise that
the strontium isotopic signature in wood reflects the underlying geological substrate,
acting as an intrinsic, tamper-proof geochemical marker that is independent of tree
species. Wood, soil, and rock samples were collected from distinct geological regions in
Brazil: sedimentary formations of the Barreiras Group in southern Bahia, and the
crystalline basement of Espírito Santo (Pau-Brasil Expedition), as well as various
geological formations in the Pará region of the Amazon (Ipês do Pará Expedition).
Analyses conducted using multi-collector inductively coupled plasma mass spectrometry
(MC-ICP-MS) revealed significant variations in strontium isotopic ratios among different
geological formations (p < 0.001), with 69% of the variability explained by local geology
and no significant differences observed between plant species growing on the same
substrate. A clear isotopic distinction was observed between the Atlantic Forest biome
(0.70965–0.71471) and the Amazon biome (0.71582–0.78076), along with intra-biome
variation linked to different geological formations. The transfer of strontium from soil to
wood was shown to occur primarily through the labile soil fraction, with direct uptake
and no isotopic fractionation (transfer factor: 1.0023 ± 0.0031). Complementary multielemental analysis identified specific chemical signatures that further enhanced the
method’s discriminatory power, enabling differentiation even among sites within the
same geological formation. Based on these findings, the Timber Provenance Attribution
Protocol (AOM) was developed, establishing isotopic reference intervals to assess the
compatibility of questioned samples with their declared origin. This protocol represents
a significant advancement in timber traceability, providing a scientific, objective, and
tamper-resistant forensic method that complements existing documentation systems and
strengthens efforts to combat illegal forest resource exploitation. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade UnB Planaltina (FUP) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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