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Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisorHonorato, Cayopt_BR
dc.contributor.authorLemos, Virgínia Lopes dept_BR
dc.date.accessioned2026-02-19T16:11:22Z-
dc.date.available2026-02-19T16:11:22Z-
dc.date.issued2026-02-19-
dc.date.submitted2025-10-28-
dc.identifier.citationLEMOS, Virgínia Lopes de. Quem faz plano vira planeta ou sobre experimentos estéticos e a pedagogia da instalação artística. 2025. 312 f. Tese (Doutorado em Artes Visuais) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/54060-
dc.descriptionTese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Artes, Departamento de Artes Visuais, Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, Brasília, 2025.pt_BR
dc.description.abstractEsta tese investiga a instalação artística como contradispositivo pedagógico no ensino de Artes Visuais, a partir de experiências desenvolvidas no Instituto Federal do Piauí (IFPI), Campus Valença, entre 2016 e 2020. O objetivo central foi compreender de que maneira a instalação pode se constituir em gesto pedagógico – situado, relacional e encarnado – capaz de instaurar atmosferas de aprendizagem coletivas e interdependentes, em diálogo com as urgências socioambientais do presente. Nesse percurso, descrevi a instalação como processo artístico singular; acompanhei situações em que ela se configurou como contradispositivo pedagógico; explorei seus desdobramentos no Ensino Médio Integrado ao Técnico; e registrei dinâmicas que, na tensão entre norma e invenção, engendraram uma pedagogia regenerativa. A investigação foi guiada pela seguinte questão: de que modo a instalação artística pode operar como contradispositivo pedagógico em tempos de urgências socioambientais? Metodologicamente, a pesquisa se apoiou no amétodo-gambiarra, uma postura indisciplinada e processual que toma a precariedade como terreno fértil, e o improviso e o inesperado como forças constitutivas do percurso investigativo. As práticas artísticas/pedagógicas foram acompanhadas em suas dimensões estética, relacional e política, com ênfase na escuta, na experiência e na análise dos agenciamentos entre humanos e não humanos. Desse percurso emergiram três proposições centrais: a prática artística/pedagógica/regenerativa, que compreende a docência como gesto de cuidado e recomposição das relações entre pessoas, materiais e mundos compartilhados; a Sim-Noesis, entendida como um modo de conhecer encarnado e relacional, no qual corpo, afeto e pensamento se imbricam; e o amétodo-gambiarra, formulado como ética da invenção instável. As experiências evidenciaram que a instalação artística/pedagógica pode instaurar atmosferas de criação e aprendizagem, sobretudo quando há vínculo entre docentes, instituição e estudantada, e que até mesmo pequenas ações cotidianas, quando orientadas pelo cuidado, podem reverberar como práticas de reconstrução e de fortalecimento dos vínculos coletivos. Desse modo, a partir do horizonte do Chthuluceno, trago ainda a noção de um tempo expandido, no qual os gestos pedagógicos se inscrevem em coexistências multiespécies e planetárias, abrindo brechas para adiar o fim do mundo mediante modos de cuidado e imaginação compartilhada. Ao final, a tese propõe que a docência em arte pode ser vivida como gesto regenerativo e como exercício de adiar o fim do mundo, cultivando modos de coexistência que insistem em cuidar, recompor e imaginar junto seres humanos e não humanos, vivos e não vivos.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleQuem faz plano vira planeta ou sobre experimentos estéticos e a pedagogia da instalação artísticapt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.subject.keywordInstalação artísticapt_BR
dc.subject.keywordExperimentação estéticapt_BR
dc.subject.keywordPráticas pedagógicaspt_BR
dc.subject.keywordPráticas artísticaspt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1This dissertation investigates the artistic installation as a pedagogical counter-device within Visual Arts education, drawing from experiences developed at the Federal Institute of Piauí (IFPI), Valença Campus, between 2016 and 2020. The central aim was to understand how installation can be constituted as a pedagogical gesture—situated, relational, and embodied—capable of generating collective and interdependent learning atmospheres, in dialogue with the socioenvironmental urgencies of the present. Along this path, I have described installation as a singular artistic process; engaged in experiences in which it was configured as a pedagogical counter-device; explored its unfoldings in Integrated High School and Technical Education; and registered moments which engendered a regenerative pedagogy despite the tension between norm and invention. Hence, this investigation has been guided by the following research question: in what ways can artistic installation operate as a pedagogical counter-device in times of socio-environmental urgencies? Methodologically, the research was grounded in the amétodo-gambiarra (makeshift non-method), an undisciplined, processual stance that takes precarity as fertile ground, and improvisation and the unexpected as constitutive forces of the investigative journey. The artistic/pedagogical practices were executed following aesthetic, relational, and political dimensions, with emphasis on listening, experience, and the cartography of human and non-human agencies. From this trajectory, three central propositions emerged: the artistic/pedagogical/regenerative practice, which understands teaching as an act of care and recomposition of relations among people, materials, and shared worlds; SimNoesis, conceived as an embodied and relational mode of knowing, in which body, affection, and thought intertwine; and the amétodo-gambiarra, articulated as an ethics of unstable invention. The experiences have revealed that artistic/pedagogical installation can establish atmospheres of creation and learning, especially when a living bond is established among teachers, institution, and students; and that even small, care-oriented everyday actions may reverberate as practices of reconstruction and strengthening of collective bonds. In this way, from Chthulucene’s horizon, I also bring forth the notion of expanded time, in which pedagogical gestures inscribe themselves within multispecies and planetary coexistences, opening cracks through which it becomes possible to postpone the end of the world by cultivating modes of care and shared imagination. At last, the dissertation proposes that art teaching can be lived as a regenerative gesture, by which artistic/pedagogical/regenerative practices cultivate modes of coexistence that insist on caring, recomposing, and imagining together with human and non-human beings, the living and the non-living.pt_BR
dc.description.abstract2Esta tesis investiga la instalación artística como contradispositivo pedagógico en la enseñanza de Artes Visuales, a partir de experiencias desarrolladas en el Instituto Federal de Piauí (IFPI), Campus Valença, entre 2016 y 2020. El objetivo central fue comprender de qué manera la instalación puede constituirse en un gesto pedagógico —situado, relacional y encarnado— capaz de instaurar atmósferas de aprendizaje colectivas e interdependientes, en diálogo con las urgencias socioambientales del presente. En este recorrido, describí la instalación como un proceso artístico singular; acompañé situaciones en que se configuró como contradispositivo pedagógico; exploré sus despliegues en la Educación Media Integrada a la Técnica; y registré dinámicas que, en la tensión entre norma e invención, engendraron una pedagogía regenerativa. La investigación se guió por la siguiente pregunta: ¿de qué modo la instalación artística puede operar como contradispositivo pedagógico en tiempos de urgencias socioambientales? Metodológicamente, la investigación se apoyó en el amétodo-gambiarra, una postura indisciplinada y procesual que toma la precariedad como terreno fértil, y el improviso y lo inesperado como fuerzas constitutivas del recorrido investigativo. Las prácticas artísticas/pedagógicas fueron acompañadas en sus dimensiones estética, relacional y política, con énfasis en la escucha, la experiencia y el análisis de los agenciamientos entre humanos y no humanos. De este trayecto surgieron tres proposiciones centrales: la práctica artística/pedagógica/regenerativa, que comprende la docencia como gesto de cuidado y recomposición de las relaciones entre personas, materiales y mundos compartidos; la Sim-Noesis, entendida como un modo de conocer encarnado y relacional, en el cual cuerpo, afecto y pensamiento se entrelazan; y el amétodo-gambiarra, formulado como ética de la invención inestable. Las experiencias evidenciaron que la instalación artística/pedagógica puede instaurar atmósferas de creación y aprendizaje, sobre todo cuando existe un vínculo vivo entre docentes, institución y estudiantado; y que incluso pequeñas acciones cotidianas, cuando son orientadas por el cuidado, pueden reverberar como prácticas de reconstrucción y de fortalecimiento de los lazos colectivos. De este modo, desde el horizonte del Chthuluceno, traigo además la noción de un tiempo expandido, en el cual los gestos pedagógicos se inscriben en coexistencias multiespecie y planetarias, abriendo fisuras para aplazar el fin del mundo mediante modos de cuidado e imaginación compartida. Finalmente, la tesis propone que la docencia en arte puede ser vivida como gesto regenerativo y como un ejercicio de aplazar el fin del mundo, cultivando modos de coexistencia que insisten en cuidar, recomponer e imaginar junto a seres humanos y no humanos, vivos y no vivos.pt_BR
dc.description.unidadeInstituto de Artes (IdA)pt_BR
dc.description.unidadeDepartamento de Artes Visuais (IdA VIS)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Artes Visuaispt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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