http://repositorio.unb.br/handle/10482/54003| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| 2025_IsabelaCastroDeAlmeida_TESE.pdf | 2,49 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Produção de ácido xilônico por fermentação utilizando a cepa P1HL2 da Komagataella phaffii modificada geneticamente |
| Autor(es): | Almeida, Isabela Castro de |
| Orientador(es): | Silva, Fabricio Machado |
| Coorientador(es): | Gonçalves, Sílvia Belém |
| Assunto: | Ácido xilônico - produção Cana-de-açúcar - bagaço Fermentação Komagataella phaffii |
| Data de publicação: | 10-fev-2026 |
| Data de defesa: | 14-nov-2025 |
| Referência: | ALMEIDA, Isabela Castro de. Produção de ácido xilônico por fermentação utilizando a cepa P1HL2 da Komagataella phaffii modificada geneticamente. 2025. 108 f., il. Tese (Doutorado em Química) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | O ácido xilônico é um composto orgânico derivado da oxidação da xilose, um açúcar de cinco carbonos abundante em biomassas lignocelulósicas. Classificado entre os 30 principais produtos químicos de valor agregado oriundos de biomassa, apresenta aplicações relevantes nas indústrias alimentícia, farmacêutica e química. A conversão biológica da xilose em ácido xilônico, catalisada pela enzima xilose desidrogenase, destaca-se por ser um processo seguro, ambientalmente sustentável e conduzido em condições moderadas de reação. Neste trabalho, avaliou-se a produção de ácido xilônico utilizando uma linhagem recombinante de Komagataella phaffii (P1HL2), iniciando-se pela seleção da fonte de carbono para o crescimento celular. O glicerol demonstrou melhor desempenho que a glicose, favorecendo maior crescimento e rendimento. A razão ótima entre os substratos glicerol:xilose foi determinada como 1:4, resultando em produção de 43,30 ± 0,62 g/L e produtividade de 0,45 ± 0,01 gácido xilônico/L·h em sistema de batelada. Em etapa posterior, utilizou-se o sistema de batelada alimentada em biorreator com controle de pH (5,5), temperatura (30 °C) e fluxo de ar (0,800 L/min), obtendo-se 55,01 ± 2,36 g/L de ácido xilônico. Visando maior sustentabilidade, investigou-se o uso de hidrolisado de bagaço de cana-de-açúcar como fonte alternativa de carbono. A condição com 10% (v/v) de hidrolisado não detoxificado resultou em produção de 42,30 g/L e produtividade de 0,44 g ácido xilônico/L·h, evidenciando sua viabilidade técnica. Por fim, avaliou-se a recuperação e purificação do ácido xilônico produzido, por meio de dois métodos: troca iônica utilizando a resina Amberlite IRA-67 Cl⁻ e precipitação com etanol. Na purificação com EtOH, foram investigados parâmetros como a etapa de clarificação com carvão ativado, a razão etanol:concentrado de ácido xilônico e a concentração inicial do ácido no fermentado. A maior pureza (74,38 ± 7,77%) e recuperação (91,90 ± 13,99%) foram obtidas sem clarificação, com razão 3:1 (v/v) de etanol e maior concentração inicial do produto. Os resultados demonstram o potencial da plataforma biotecnológica desenvolvida para a produção sustentável de ácido xilônico em larga escala. |
| Abstract: | Xylonic acid is an organic compound derived from the oxidation of xylose, a fivecarbon sugar abundantly found in lignocellulosic biomass. Recognized among the top 30 value-added chemicals obtainable from biomass, xylonic acid holds significant potential for applications in the food, pharmaceutical, and chemical industries. The biological conversion of xylose to xylonic acid, catalyzed by the enzyme xylose dehydrogenase, stands out as a safe and environmentally sustainable process, conducted under mild reaction conditions. In this study, we investigated the production of xylonic acid using a recombinant strain of Komagataella phaffii (P1HL2), beginning with the selection of a suitable carbon source for cell growth. Glycerol outperformed glucose, supporting higher biomass accumulation and acid yields. The optimal glycerol-to-xylose ratio was determined to be 1:4, resulting in a xylonic acid concentration of 43.30 ± 0.62 g/L and a productivity of 0.45 ± 0.01 g/L·h in batch cultivation. Subsequently, a fedbatch strategy was implemented in a bioreactor under controlled conditions (pH 5.5, 30 °C, and 0.800 L/min aeration), achieving a final titer of 55.01 ± 2.36 g/L. To enhance the process's sustainability, sugarcane bagasse hydrolysate was evaluated as an alternative carbon source. When using 10% (v/v) of nondetoxified hydrolysate, xylonic acid production reached 42.30 g/L, with a productivity of 0.44 g/L·h, demonstrating the technical feasibility of this feedstock. Finally, two downstream processing methods were assessed for xylonic acid recovery and purification: ion-exchange chromatography using Amberlite IRA-67 Cl⁻ resin and ethanol precipitation. In the ethanol-based method, key parameters such as the inclusion of a clarification step with activated carbon, the ethanol-toxylonic acid concentrate ratio, and the initial acid concentration were systematically evaluated. The highest purity (74.38 ± 7.77%) and recovery yield (91.90 ± 13.99%) were achieved without clarification, using a 3:1 (v/v) ethanolto-concentrate ratio and a higher initial product concentration. These findings underscore the potential of the developed biotechnological platform for the sustainable, large-scale production of xylonic acid. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Química (IQ) |
| Informações adicionais: | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Química, Programa de Pós-Graduação em Química, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Química |
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| Agência financiadora: | Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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