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Título : Trajetórias universitárias e sofrimento subjetivo : um olhar a partir da teoria da subjetividade
Autor : Santos, Beatriz Passaglia dos
Orientador(es):: Goulart, Daniel Magalhães
Assunto:: Universidades e faculdades
Saúde mental
Subjetividade
Educação
Fecha de publicación : 9-feb-2026
Citación : SANTOS, Beatriz Passaglia dos. Trajetórias universitárias e sofrimento subjetivo: um olhar a partir da teoria da subjetividade. 2025. 137 f., il. Dissertação (Mestrado em Educação) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumen : Estudos apontam que a população universitária apresenta taxas significativamente maiores de expressões de sofrimento, como ansiedade, estresse e depressão, quando comparada à população geral. Contudo, grande parte das pesquisas sobre saúde mental de estudantes permanece ancorada em abordagens quantitativas e descritivas, o que aprofunda a lacuna na produção de estudos qualitativos, explicativos e compreensivos sobre o tema. Essa ausência de investigações mais amplas contribui, frequentemente, para reduções patologizantes, que tratam experiências complexas e singulares apenas como quadros clínicos ou sintomas, negligenciando sua historicidade, suas contradições e os processos subjetivos que as constituem. O ingresso ao Ensino Superior, embora favoreça oportunidades sociais, culturais e formativas, também envolve desafios e tensionamentos que podem ser especialmente intensificados entre estudantes que já vivenciavam sofrimento subjetivo antes dessa transição. Assim, o objetivo geral foi compreender como se configuram subjetivamente quadros de sofrimento de estudantes em uma universidade pública do Distrito Federal, enfatizando processos educativos orientados ao desenvolvimento subjetivo nesse contexto. A investigação se fundamentou na Epistemologia Qualitativa e na Metodologia Construtivo-Interpretativa, concebendo a produção de conhecimento como processo dialógico, aberto e criativo. O trabalho de campo, que durou cerca de um ano, envolveu dinâmicas conversacionais com a participante principal, diálogos com docentes, coordenação de curso, estudantes e outros profissionais, além da participação em reuniões, rodas de conversa e ações coletivas. Diferentes instrumentos foram mobilizados ao longo da pesquisa, entre eles dinâmicas conversacionais, técnica de complemento de frases e reflexões autobiográficas. Os resultados da pesquisa são apresentados em três eixos temáticos. No primeiro, discutimos a configuração subjetiva do sofrimento da participante, evidenciando que se trata de um processo complexo, historicamente constituído e atravessado por fragilidades. No segundo, abordamos sua entrada na universidade e construímos a hipótese de que há um processo de desenvolvimento subjetivo em curso, mobilizado sobretudo a partir de sua entrada na UnB. Sentidos antes dominados por insegurança, isolamento e inadequação passam a coexistir com novas produções subjetivas, nas quais ela encontra espaços de ação e maior autoria em sua trajetória. No terceiro, discutimos a subjetividade social da instituição em relação ao sofrimento estudantil, indicando que ela não constitui um conjunto fixo de características, mas um processo aberto, dinâmico e contraditório, continuamente atualizado nas práticas, relações e tensões do cotidiano universitário. Conclui-se que práticas dialógicas e relações acolhedoras, que reconhecem a singularidade e os recursos subjetivos dos estudantes, constituem caminhos fundamentais para lidar com o sofrimento subjetivo na universidade. Tais práticas tensionam aspectos da subjetividade social, relacionados ao silenciamento e individualização do sofrimento, favorecendo novos processos de desenvolvimento subjetivo e ampliando as possibilidades de vida.
Abstract: Studies have shown that university students have significantly higher rates of distress, such as anxiety, stress, and depression, when compared to the general population. However, most research on student mental health remains anchored in quantitative and descriptive approaches, which deepens the gap in the production of qualitative, explanatory, and comprehensive studies on the subject. This lack of broader investigations often contributes to pathologizing reductions, which treat complex and unique experiences only as clinical conditions or symptoms, neglecting their historicity, contradictions, and the subjective processes that constitute them. Although entering higher education favors social, cultural, and educational opportunities, it also involves challenges and tensions that can be especially intensified among students who were already experiencing subjective suffering before this transition. Thus, the general objective was to understand how students' suffering is subjectively configured at a public university in the Federal District, emphasizing educational processes oriented toward subjective development in this context. The research was based on Qualitative Epistemology and Constructive-Interpretive Methodology, conceiving the production of knowledge as a dialogical, open, and creative process. The fieldwork, which lasted about a year, involved conversational dynamics with the main participant, dialogues with teachers, course coordinators, students, and other professionals, as well as participation in meetings, conversation circles, and collective actions. Different instruments were mobilized throughout the research, including conversational dynamics, sentence completion techniques, and autobiographical reflections. The research results are presented in three thematic areas. In the first, we discuss the subjective configuration of the participant's suffering, highlighting that it is a complex process, historically constituted and marked by fragilities. In the second, we address her entry into university and construct the hypothesis that there is an ongoing process of subjective development, mobilized mainly since her entry into UnB. Feelings previously dominated by insecurity, isolation, and inadequacy now coexist with new subjective productions, in which she finds spaces for action and greater agency in her trajectory. In the third, we discuss the social subjectivity of the institution in relation to student suffering, indicating that it does not constitute a fixed set of characteristics, but an open, dynamic, and contradictory process, continuously updated in the practices, relationships, and tensions of everyday university life. We conclude that dialogical practices and welcoming relationships, which recognize the uniqueness and subjective resources of students, are fundamental ways of dealing with subjective suffering at the university. Such practices strain aspects of social subjectivity related to the silencing and individualization of suffering, favoring new processes of subjective development and expanding the possibilities of life.
metadata.dc.description.unidade: Faculdade de Educação (FE)
Descripción : Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, 2025.
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Educação
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Agência financiadora: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Aparece en las colecciones: Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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