Skip navigation
Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.unb.br/handle/10482/53975
Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
2025_ItaloSiqueiraDeCastroTeixeira_TESE.pdf1,6 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
Título: Responder discriminado em procedimentos com mudança gradual do estímulo : análise sobre o efeito da contingência resposta-reforço
Autor(es): Teixeira, Italo Siqueira de Castro
Orientador(es): Melo, Raquel Maria de
Assunto: Resposta-reforço
Estímulo discriminativo
Contingência de reforço
Estudantes universitários
Data de publicação: 9-fev-2026
Referência: TEIXEIRA, Italo Siqueira de Castro. Responder discriminado em procedimentos com mudança gradual do estímulo: análise sobre o efeito da contingência resposta-reforço. 2025. 110 f., il. Tese (Doutorado em Ciências do Comportamento) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Alterações na relação resposta-reforço (R-S), como a suspensão do estímulo reforçador e/ou a mudança na dependência R-S, tendem a produzir alterações na frequência da resposta em estudos com operantes livres. Em estudos com tentativas discretas, o efeito dessas alterações sobre o desempenho dos participantes, em tarefas de discriminação com mudança gradual de estímulos, é replicado sendo verificada a mesma relação funcional. Entretanto, a ocorrência de altos valores percentuais de acerto sugerem controle do responder discriminado por características não diretamente programadas, como a mudança produzida pela resposta no estímulo discriminativo (Response-Produced Changes In Discriminative Stimuli - RPCIDS). Considerando a lacuna na compreensão sobre os fatores que mantêm o desempenho em tarefas de discriminação com mudança gradual de estímulos sob condições de reforço não contingente, este estudo teve como objetivo avaliar, em um delineamento intrassujeito, os efeitos de diferentes graus de dependência entre resposta e reforço sobre o controle discriminativo. Para isso, foram manipuladas relações R-S em uma tarefa de discriminação simples com múltiplos exemplares, utilizando a técnica de transformação de estímulos (morphing). Participaram do estudo 36 estudantes universitários. A tarefa experimental consistia em um treino de discriminação com mudança gradual de estímulo, em que um dos exemplares (S-) era alterado ao longo de 5 fases, tornando-se semelhante ao S+. Duas categorias de estímulos, Faces e Mapas, foram utilizadas para elaborar os conjuntos de estímulos utilizados, respectivamente, em cada sessão de coleta. Dos 36, um grupo de 18 participantes foram expostos a um treino com estímulos da categoria Faces na primeira sessão e Mapas na segunda sessão, em dias distintos. O outro grupo de participantes foi exposto a ordem inversa. Houve a manipulação da relação R-S ao longo de quatro condições: Reforço Contingente (RC), Reforço Não Contingente 1 (RCN1), Reforço Não Contingente 2 (RNC2) e Extinção (EXT). As Condições RNC1 e RNC2 diferiram quanto a forma de programar a apresentação do estímulo reforçador, alterando-se, com isso, o grau de dependência. Os resultados mostraram que o percentual de acerto foi maior e o número total de tentativas foi menor na Condição RC; o inverso foi observado na Condição EXT. As Condições RNC1 e RNC2 apresentaram reduções no percentual de acerto, embora em RNC2 seja maior entre as ordens de exposição às condições. Esses resultados são consistentes com outros estudos que indicam efeito paramétrico de alterações na relação R-S, além de replicar os resultados observados em procedimentos com tentativa discreta. Sugere-se que o efeito da tarefa não diretamente programado sobre a manutenção do percentual de acerto em condições desfavoráveis (RNC e EXT), se houve, foi dependente da ordem de exposição às condições. Investigações futuras podem considerar o uso de um delineamento que elimine a necessidade da primeira contingência programar apenas reforços contingentes, além disso, pode-se ampliar a análise do efeito reforçador da mudança gradual tornando-o contingente à uma outra classe de respostas.
Abstract: Changes in the response–reinforcement (R–S) relation, such as suspension of the reinforcing stimulus and/or modification of the R–S contingency, tend to produce alterations in response frequency in free-operant studies. In discrete-trial studies, the effect of such changes on participants’ performance in discrimination tasks with gradual stimulus change is replicated, revealing the same functional relation. However, the occurrence of high percentages of correct responses suggests discriminative control by features not directly programmed, such as the change produced by the response in the discriminative stimulus (Response-Produced Changes in Discriminative Stimuli – RPCIDS). Considering the gap in understanding the factors that maintain performance in discrimination tasks with gradual stimulus change under conditions of noncontingent reinforcement, this study aimed to evaluate, using a within-subject design, the effects of different degrees of dependence between response and reinforcement on discriminative control. To this end, R–S relations were manipulated in a simple discrimination task with multiple exemplars, employing the stimulus morphing technique. Thirty-six undergraduate students participated in the study. The experimental task consisted of discrimination training with gradual stimulus change, in which one of the exemplars (S–) was modified across five phases, becoming progressively similar to S+. Two stimulus categories, Faces and Maps, were used to compose the sets of stimuli presented in each data collection session, respectively. Participants were exposed to two experimental sessions on separate days. Of the 36 participants, one group of 18 was exposed to training with stimuli from the Faces category in the first session and Maps in the second session, whereas the other group experienced the inverse order. The R–S relation was manipulated across four conditions: Contingent Reinforcement (CR), Noncontingent Reinforcement 1 (NCR1), Noncontingent Reinforcement 2 (NCR2), and Extinction (EXT). The NCR1 and NCR2 conditions differed in the way the reinforcing stimulus was programmed to occur, thereby altering the degree of dependence. Results showed that the percentage of correct responses was higher, and the total number of trials was lower in the CR condition; the opposite pattern was observed in the EXT condition. The NCR1 and NCR2 conditions showed reductions in accuracy, although accuracy in NCR2 was higher depending on the order of exposure to the conditions. These findings are consistent with other studies indicating a parametric effect of changes in the R–S relation and replicate results obtained in discrete-trial procedures. It is suggested that the unprogrammed task effect on the maintenance of accuracy under unfavorable conditions (NCR and EXT), if present, depended on the order of exposure to the conditions. Future investigations may consider employing a design that eliminates the need for the first contingency to program only contingent reinforcers. Moreover, analyses could be expanded to examine the reinforcing effect of gradual stimulus change when it is made contingent upon another response class.
Unidade Acadêmica: Instituto de Psicologia (IP)
Departamento de Processos Psicológicos Básicos (IP PPB)
Informações adicionais: Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Departamento de Processos Psicológicos Básicos, Programa de Pós-Graduação em Ciências do Comportamento, 2025.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciências do Comportamento
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Agência financiadora: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

Mostrar registro completo do item Visualizar estatísticas



Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.