| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Inoue, Cristina Yumie Aoki | pt_BR |
| dc.contributor.author | Führ, Rodrigo | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-02-09T16:15:48Z | - |
| dc.date.available | 2026-02-09T16:15:48Z | - |
| dc.date.issued | 2026-02-09 | - |
| dc.date.submitted | 2022-12-01 | - |
| dc.identifier.citation | FÜHR, Rodrigo. Governando (n)as ruínas: “migrações climáticas” e a governança global de adaptação climática. 2022. 114 f. Dissertação (Mestrado em Relações Internacionais) — Universidade de Brasília, Brasília, 2022. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/53958 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Relações Internacionais, Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais, 2022. | pt_BR |
| dc.description.abstract | O campo de estudos sobre migração climática ainda não se aprofundou na análise de como
atores internacionais interagem em relação à governança do deslocamento humano relacionado
ao clima. Nas Relações Internacionais, a maior parte dos estudos focaram-se em prescrever
como uma governança justa e efetiva poderia ser arquitetada, ou demonstrar a atual lacuna de
instrumentos políticos e jurídicos que governam a vida de pessoas forçadas a se deslocar por
fenômenos climáticos. Diferentemente dessas perspectivas, eu argumento nessa Dissertação
que a falta de mecanismos e políticas formais não significam que não haja uma governança e
uma governamentalidade da mobilidade climática. Ao invés disso, é necessário indagar-se quais
interesses são reproduzidos nas configurações institucionais, de qual forma a mobilidade
climática é enquadrada discursivamente em negociações, e quais são os principais atores
introduzindo o tema de mobilidade climática nas arquiteturas de governança global para além
de análises formalistas de documentos finais. Argumento que essa é uma tarefa que pode ser
realizada ao se investigar discursos internacionais sobre mobilidade climática feitos no contexto
da Governança Global de Adaptação Climática. Eu aplico nessa Dissertação o método de
Análise Crítica de Discurso para interrogar discursos sobre mobilidade climática em e como
resultado de negociações multilaterais, focando principalmente em dois espaços de deliberação:
a Assembleia Geral das Nações Unidas e os segmentos de alto nível da Conferência das Partes
(COPs) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC). Os
resultados dessa análise são então comparados com os enquadramentos sobre migração
climática em debates teóricos e conceituais, em diferentes disciplinas e agendas de pesquisa.
Meu argumento é de que, tanto na academia quanto em negociações políticas, a mobilidade
climática ainda é concebida em enquadramentos patológicos típicos do Holoceno,
incorporando-a em enquadramentos discursivos de securitização, resiliência social e
cosmopolitismo. Esses enquadramentos estão inseridos em discursos de “migração-comocrise”, que prevê hordas de bilhões de migrantes climáticos fugindo do sul Global em relação
ao norte devido ao aumento do nível do mar e ao aquecimento global, e também em discursos
de “migração-como-adaptação”, em que governos instrumentalizam o reassentamento de
pessoas deslocadas como uma maneira de aumentar sua capacidade de adaptação às mudanças
climáticas. Enquanto pesquisadores críticos têm buscado ultrapassar esses enquadramentos ao
iniciarem suas analises em uma ontologia de movimento e não em estabilidade como precedente
na realidade social, imaginando uma abordagem mais-do-que-humana para a mobilidade
climática mais próxima das Ciências do Sistema Terrestre, a literatura ainda carece de uma
investigação propicia de quais enquadramentos e esquemas discursivos são empregados por
atores internacionais. Utilizando-se de Análise Crítica de Discurso, eu exploro como a
mobilidade climática está constituída em normas e negociações internacionais, interrogando
ainda quais as implicações destes discursos para a sua governança. Acredito que, ao analisar
criticamente discursos em e como resultado de negociações internacionais, pesquisadores
podem aprofundar suas investigações sobre a governança de (im)mobilidade climática,
especialmente ao justapor os resultados das pesquisas com literaturas sobre reflexidade
ecológica, estudos críticos de governança, e justiça planetária. Ao refletir sobre esses processos,
essa Dissertação pode nos levar um passo mais perto de conceber uma Governança do Sistema
Terrestre para migração climática que seja adequada para a governança global nas e a partir das
ruínas do Antropoceno. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Governando (n)as ruínas : “migrações climáticas” e a governança global de adaptação climática | pt_BR |
| dc.title.alternative | Governing (in) the ruins : “climate migration” and the global governance of climate adaptation | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Migração climática | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Adaptação climática | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Antropoceno | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Governança do sistema terrestre | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Governança global | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.contributor.advisorco | Claro, Carolina de Abreu Batista | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | The climate migration scholarship is still short in comprehensively reviewing how international
actors interact concerning climate-related human displacement. In International Relations, most
works have either tried to prescribe how a just and effective governance framework should look
like or demonstrate the lack of governance and policy instruments available for those displaced
by climate change-related phenomena. Unlike these perspectives, I argue that the lack of formal
international policies does not equate to a lack of governance and governmentality of climate
mobility. Instead, there is a need to inquire about whose interests are reproduced in the
institutional settings, how mobility is framed, and who are the leading players addressing it
within global governance architectures, moving beyond analyses of formal documents. This
task can be achieved, I argue, by investigating international discourses on climate mobility at
the Global Adaptation Governance Architecture. This Thesis applies Critical Discourse
Analysis to interrogate discourses on climate mobility into and as a result of multilateral
negotiations, primarily focusing on two sites of deliberation: the United Nations General
Assembly, and the High-Level Segments of the Conference of the Parties (COPs). The results
are then compared with the framings that migration has received in theoretical and conceptual
debates. I argue that, both in scholarship and policy negotiations, climate mobility is still
conceived in pathological framings typical of the Holocene, harmfully embedding the
discursive constitution of climate mobility into securitization, societal resilience, and
cosmopolitanism. These are enclosed in the frameworks of migration-as-crisis, led by estimates
of hordes of billions of migrants fleeing the Global South towards the North due to global
warming and sea-level rise, and in the 'migration-as-adaptation' setting, in which governments
instrumentalize resettlement to enhance climate adaptation capacities. While critical scholars
have sought to surpass these frames by departing from an ontological precedence of mobility
rather than stasis in social reality, envisioning a more-than-human approach to climate mobility
that is more at home with Earth System science, the literature still lacks a proper investigation
of which framings and discursive schemata are employed by international actors. Through
Critical Discourse Analysis, I explore how climate mobility is constituted in international norms
and negotiations and the governance implications thereof. My hunch is that one can gain
insights on the governance of climate (im)mobility by critically analyzing discourses within
and as a result of international negotiations, juxtaposing and reflecting upon them with
ecological reflexivity, critical governance studies, and planetary justice. This might arguably
get us one step closer to conceiving an Earth System Governance for migration suited for
governing in the Anthropocene. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Instituto de Relações Internacionais (IREL) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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