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Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unb.br/handle/10482/53957
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Title: Desafios do uso da Libras no contexto da educação de surdo no Ensino Superior
Authors: Silva, Simone Aparecida dos Santos
Orientador(es):: Pedroza, Regina Lúcia Sucupira
Assunto:: Pessoas com deficiência auditiva - educação
Educação especial - história
Língua brasileira de sinais
Decolonialidade
Teoria histórico-cultural
Direitos linguísticos
Issue Date: 6-Feb-2026
Citation: SILVA, Simone Aparecida dos Santos. Desafios do uso da Libras no contexto da educação de surdo no Ensino Superior. 2025. 362 f., il. Tese (Doutorado em Psicologia do Desenvolvimento e Escolar) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Abstract: Refletir sobre a marginalização linguística que afeta o desenvolvimento humano, psíquico e social dos educandos(as) Surdos(as) é necessário para se repensar a educação no Ensino Superior brasileiro. Este trabalho parte da crítica do uso da Libras como uma adaptabilidade, ao invés de ser considerada uma língua genuína de primeira instrução para acessibilidade da comunidade surda. Questiona o poder linguístico colonial ao qual é submetida a língua de sinais no sistema educativo de Ensino Superior brasileiro, onde a Libras ainda é marginalizada. Reivindica-se um novo olhar sob uma perspectiva decolonial da Libras como forma de acesso aos direitos humanos e linguístico da pessoa surda para a promoção do seu desenvolvimento humano. Esta tese, cunha o termo poder linguístico-decolonial por concebê-lo como proposta derivada de ações contrahegemônica que busca promover o fortalecimento de ações decoloniais a grupos de minoria linguística como os sujeitos Surdos(as). Esta pesquisa teve como objetivo compreender as percepções de estudantes Surdos e coordenadores de cursos de graduações em uma universidade federal acerca dos direitos linguísticos, do uso da Libras e dos processos de inclusão e exclusão no Ensino Superior. A pesquisa analisou de que modo a presença da Libras, enquanto língua de instrução e de identidade cultural, se articula com as práticas pedagógicas, as políticas institucionais e as experiências vividas pelos sujeitos Surdos em sua trajetória acadêmica. Optamos por uma abordagem qualitativa, orientada pela análise documental e de conteúdo inspirada nos pressupostos da Minayo, articulada a referenciais histórico-culturais, freirianos, decoloniais, de modo a privilegiar a escuta sensível das narrativas e dar centralidade às percepções dos sujeitos da pesquisa. A investigação envolveu quatro estudantes Surdos(as) matriculados(as) em cursos de licenciatura, bacharelado, e uma coordenadora de curso, permitindo uma visão ampla tanto das experiências cotidianas dos discentes quanto das perspectivas institucionais. Os resultados evidenciaram avanços importantes na garantia de direitos, mas também revelaram barreiras significativas à plena inclusão. Os relatos dos estudantes apontaram para a escassez de intérpretes, a insuficiência de materiais bilíngues, ausência de vocabulário acessível, a relevância da participação de professores(as) Surdos(as) e ouvintes, e a falta de políticas institucionais no espaço universitário consistentes para permanência dos estudantes Surdos(as), ao mesmo tempo em que ressaltaram a força da resistência surda na reafirmação da Libras como língua de identidade e de luta. Já a coordenadora mostrou percepções que apontam tensões e avanços, oscilando entre esforços de reconhecimento e denúncia de discursos ainda marcados por concepções capacitistas. A análise demonstrou que a inclusão de Surdos no Ensino Superior não pode se restringir ao acesso formal, mas deve envolver a valorização da Libras como direito linguístico e a transformação da universidade em espaço de reconhecimento e justiça social. A pesquisa contribui, assim, para o fortalecimento de debates e práticas que promovam uma educação bilíngue, plural e decolonial, em que a diferença seja reconhecida como potência e condição de humanização.
Abstract: Reflecting on the linguistic marginalization that affects the human, psychic, and social development of Deaf students is necessary to rethink education in Brazilian Higher Education. This work is based on the criticism of the use of Libras as an adaptability instead of being considered a genuine language of first instruction for accessibility of the deaf community. A new look is claimed from a decolonial perspective of Libras as a form of access to the human and linguistic rights of the deaf person for the promotion of their human development. This thesis coins the term linguistic-decolonial power because it conceives it as a proposal derived from counter-hegemonic actions that seeks to promote the strengthening of decolonial actions for linguistic minority groups such as Deaf subjects. This research aimed to understand the perceptions of deaf students and coordinators of undergraduate courses at a federal university about linguistic rights, use of Libras and the processes of inclusion and exclusion in Higher Education. The research sought to analyze how the presence of Libras, as a language of instruction and cultural identity, is articulated with pedagogical practices, institutional policies and the experiences lived by deaf subjects in their academic trajectory. We opted for a qualitative approach, guided by content analysis inspired by Minayo’s assumptions, articulated with historical-cultural, Freirean, decolonial references, in order to privilege the sensitive listening of the narratives and give centrality to the perceptions of the research subjects. The investigation involved four Deaf students enrolled in undergraduate courses and a course coordinator, allowing a broad view of both the students’ daily experiences and institutional perspectives. The results showed important advances in the guarantee of rights, but also revealed significant barriers to full inclusion. The students’ reports pointed to the scarcity of interpreters, the insufficiency of bilingual materials, the absence of accessible vocabulary, the relevance of the participation of Deaf and hearing teachers, and the lack of institutional policies in the university space consistent for permanence, while highlighting the strength of deaf resistance in the reaffirmation of Libras as a language of identity and struggle. The coordinator, on the other hand, showed perceptions that point to tensions and advances, oscillating between efforts to recognize and denounce discourses still marked by ableist conceptions. The analysis showed that the inclusion of deaf people in Higher Education cannot be restricted to formal access, but must involve the valorization of Libras as a linguistic right and the transformation of the university into a space of recognition and social justice. The research thus contributes to the strengthening of debates and practices that promote a bilingual, plural and decolonial education, in which difference is recognized as a power and condition of humanization.
metadata.dc.description.unidade: Instituto de Psicologia (IP)
Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento (IP PED)
Description: Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento, Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Escolar, 2025.
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Escolar
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Agência financiadora: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
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