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Veuillez utiliser cette adresse pour citer ce document : http://repositorio.unb.br/handle/10482/53917
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Titre: Mães solo? : as experiências subjetivas de mulheres na criação monoparental de filhas e filhos
Auteur(s): Formiga, Isabel Santos do Nascimento
Orientador(es):: Pulino, Lúcia Helena Cavasin Zabotto
Coorientador(es):: Geraldes, Elen Cristina
Assunto:: Direitos humanos
Relações de gênero
Patriarcado
Subjetivação
Mães solo
Criação monoparental
Vivências subjetivas
Date de publication: 4-fév-2026
Référence bibliographique: FORMIGA, Isabel Santos do Nascimento. Mães solo?: as experiências subjetivas de mulheres na criação monoparental de filhas e filhos. 2025. 202 f., il. Dissertação (Mestrado em Direitos Humanos e Cidadania) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Résumé: Esta pesquisa propôs-se a estudar os processos de subjetivação nas relações afetivas monoparentais, especialmente no contexto familiar, a partir das vivências das mulheres com seus parceiros, ou seja, em relações entre homens e mulheres. O foco central desta investigação foi compreender como as masculinidades hegemônicas, socialmente construídas e impostas, podem influenciar negativamente esses vínculos. O comportamento masculino, frequentemente dominador, expõe mães e filhas/filhos a diversas formas de violência e vulnerabilidade, forçando as genitoras a assumir sozinhas os papéis de cuidadoras e provedoras de sua prole — um comportamento ainda visto como normal nos vínculos familiares no Brasil. Para alcançar o objetivo de compreender as experiências subjetivas de mulheres na criação monoparental de filhas e filhos, o estudo inspirou-se na epistemologia qualitativa, que promove a construção interativa do conhecimento, estabelecendo um diálogo entre pesquisador e pesquisado, no qual ambos são "sujeitos ativos na produção de pensamentos e sentidos" (Santos do Nascimento, 2017, p. 50). Nesse processo dialógico, são considerados os cenários, contextos, bem como a singularidade e as subjetividades dos sujeitos envolvidos. Foram adotados os princípios da pesquisa exploratória, visando obter familiaridade com o problema por meio de um estudo bibliográfico de autoras e autores como Beauvoir (1967); Kehl (2007); Del Priori (2011, 2013 e 2020); Saffioti (2015); Acuña (2017); Bandeira (2017); Collins (2019); hooks (2019); Lerner (2019 e 2022); Almeida (2020); Finamori (2022), entre outros. Como método de construção de informação (dados), foram utilizadas entrevistas semiestruturadas de caracterização, seguidas de rodas de conversa com escuta sensível e cuidadosa com oito mulheres, com idade entre 20 e 50 anos, moradoras da Estrutural e de outras Regiões Administrativas do Distrito Federal. As entrevistas buscaram responder a questões como: qual é a história de vida dessa maternidade sem a participação afetiva do pai? Qual é a composição familiar da mãe e as condições subjetivas de criação sem o genitor? O cenário atual de crescente violência contra mulheres e meninas pode ser compreendido como um impedimento ao acesso aos direitos humanos e à cidadania, assim como aos processos de humanização no mundo? A naturalização das masculinidades hegemônicas culturalmente determinadas pode ser universal nas relações afetivas e familiares? Como as mulheres que criam seus filhos sozinhas se veem como mulheres de direitos em uma sociedade fortemente patriarcal? As participantes interagiram ativamente durante a pesquisa. Os resultados revelaram que, embora o termo "mãe solo" seja amplamente utilizado para designar mulheres que criam suas filhas e seus filhos sem a participação do pai, essa concepção não é universal nem plenamente aceita por todas. Algumas partícipes não se identificaram com a nomenclatura, que muitas vezes carrega um romantismo social distante de suas realidades. O contraste entre a idealização da "mãe solo" e suas vivências é evidente: elas enfrentam sobrecarga extrema, acumulando sozinhas a responsabilidade pela criação dos filhos, em meio ao abandono paterno. Longe de qualquer romantização, suas experiências são marcadas por uma subjetividade repleta de dor, sofrimento, cansaço, humilhação e preconceito. E, ainda assim, ao final de seus relatos, todas expressaram uma felicidade resiliente, sustentada pela realização de maternar de forma plena, apesar das adversidades. Essa felicidade, longe de ser uma negação das dificuldades enfrentadas, revela-se como um ato de resistência e superação. Essas mães, com suas trajetórias de luta e conquistas, representam exemplos vivos de força, transformação e capacidade de ressignificar suas experiências, afirmandose como protagonistas de suas histórias e como pilares essenciais na vida de suas filhas e de seus filhos.
Abstract: This research aimed to study the processes of subjectivation in single-parent relationships, especially in the family context, based on women's experiences with their partners, that is, in relationships between men and women. The central focus of this investigation was to understand how hegemonic masculinities, socially constructed and imposed, can negatively influence these bonds. Male behavior, often domineering, exposes mothers and daughters/sons to various forms of violence and vulnerability, forcing mothers to assume the roles of caregivers and providers for their offspring alone — a behavior still seen as normal in family bonds in Brazil. To achieve the objective of understanding the subjective experiences of women in single-parent raising of daughters and sons, the study was inspired by qualitative epistemology, which promotes the interactive construction of knowledge, establishing a dialogue between researcher and researched, in which both are "active subjects in the production of thoughts and meanings" (Santos do Nascimento, 2017, p. 50). In this dialogical process, the scenarios, contexts, as well as the singularity and subjectivities of the subjects involved are considered. The principles of exploratory research were adopted, aiming to gain familiarity with the problem through a bibliographic study of authors such as Beauvoir (1967); Kehl (2007); Del Priori (2011, 2013 and 2020); Saffioti (2015); Acuña (2017); Bandeira (2017); Collins (2019); hooks (2019); Lerner (2019 and 2022); Almeida (2020); Finamori (2022), among others. As a method of constructing information (data), semi-structured characterization interviews were used, followed by conversation circles with sensitive and careful listening with eight women, aged between 20 and 50, residents of Estrutural and other Administrative Regions of the Federal District. The interviews sought to answer questions such as: what is the life story of this motherhood without the affective participation of the father? What is the family composition of the mother and the subjective conditions of raising a child without a father? Can the current scenario of increasing violence against women and girls be understood as an impediment to access to human rights and citizenship, as well as to the processes of humanization in the world? Can the naturalization of culturally determined hegemonic masculinities be universal in affective and family relationships? How do women who raise their children alone see themselves as women with rights in a strongly patriarchal society? The participants interacted actively during the research. The results revealed that, although the term "single mother" is widely used to designate women who raise their daughters and sons without the participation of the father, this concept is not universal nor fully accepted by all. Some participants did not identify with the nomenclature, which often carries a social romanticism far from their realities. The contrast between the idealization of the "single mother" and their experiences is clear: they face extreme overload, accumulating the responsibility for raising their children alone, amidst paternal abandonment. Far from any romanticization, their experiences are marked by a subjectivity full of pain, suffering, fatigue, humiliation and prejudice. And yet, at the end of their stories, they all expressed a resilient happiness, sustained by the realization of motherhood in a complete way, despite the adversities. This happiness, far from being a denial of the difficulties faced, reveals itself as an act of resistance and overcoming. These mothers, with their trajectories of struggle and achievements, represent living examples of strength, transformation and the ability to resignify their experiences, affirming themselves as protagonists of their stories and as essential pillars in the lives of their daughters and sons.
metadata.dc.description.unidade: Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM)
Description: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Centro de Estudos Avançados e Multidisciplinares, Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania, 2025.
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Collection(s) :Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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