| Campo DC | Valor | Lengua/Idioma |
| dc.contributor.advisor | Demo, Pedro | pt_BR |
| dc.contributor.author | Machado, Adelino Soares Santos | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-02-04T17:05:15Z | - |
| dc.date.available | 2026-02-04T17:05:15Z | - |
| dc.date.issued | 2026-02-04 | - |
| dc.date.submitted | 2025-06-30 | - |
| dc.identifier.citation | MACHADO, Adelino Soares Santos. Alfabetização e/ou iniciação escolar: os direitos humanos da criança quilombola Kalunga. 2025. 3041 f. Tese (Doutorado em Direitos Humanos e Cidadania) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/53912 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Centro de Estudos Avançados e Multidisciplinares, Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Tese de doutorado que tem por objetivo investigar os direitos humanos da Criança
Quilombola Kalunga, preservados ou violados no momento da “alfabetização”, ou iniciação
escolar no território. Ao atingir o estágio etário do “personalismo” de Wallon, a criança, neste
caso a Kalunga, pode ter o direito fundamental de aprender negado, ou manipulado. Com esse
vilipêndio, o sistema escolar pode decretar a morte cognitiva da criança em “tenra idade”. No
Brasil, a colonização exploratória, o racismo europeu e a escravização de africanas e
africanos, sedimentaram a cultura da violência, principalmente contra a criança negra, como
prática pedagógica de Estado, na escola. Sendo assim, o estudo também almeja contribuir
para “africanizar” a ciência, a educação e a escola, descolonizando seu currículo a partir da
concepção de uma nova pedagogia, que ousei denominar Pedagogia da Escuta. Para isso,
recorro ao método crítico dialético e utilizo técnicas da pesquisa qualitativa, no âmbito dos
estudos de casos múltiplos, para escutar agruras perceptíveis nas escolas observadas. A
investigação é fundamentada na pedagogia humanista crítica de Paulo Freire com base em seu
legado literário produzido entre os anos de 1968 e 1997. A pesquisa também bebe na fonte
gramsciana e dialoga com autoras/es como Baiocchi (1999), Demo (2004), Fourshey (2019),
Gomes & Araújo (2023), Hunt (2012), Kilomba (2019), Munanga (2016), Reynolds (2021),
Real (2023), Soares (2008), Theodoro (2022) e outros. Parto da “teoria da ação antidialógica”
e, num traçado de tempo, trabalho e pensamento reflexivo, com foco no que pensa e age 9
professoras Kalunga e 3 não Kalunga, agentes que alfabetizam crianças sob jurisdição da
Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) de Monte Alegre de Goiás e da Secretaria de
Estado da Educação (SEDUC) de Goiás. O resultado obtido é a constatação e denúncia de que
o Estado Brasileiro por meio de seus entes e instâncias, continuam violando os direitos das
crianças negras brasileiras, de maneira explícita as Kalunga, ao manter precárias a “Educação
Infantil” formal, os recursos humanos, as estruturas materiais e curriculares inadequadas à
aprendizagem, em desconformidade com seus direitos constitucionais, sem considerar suas
ancestralidades e cotidiano quilombola. A alfabetização e/ou a iniciação escolar dessas
crianças depende do “jogo de cintura” das professoras contratadas para desviarem-se das
amarras da “matriz curricular” dominante, praticada num Sistema Multisseriado de Ensino,
herdado do período imperial brasileiro (1822-1889). As crianças quilombolas Kalunga são
representadas por Muénga, menina encontrada semianalfabeta aos oito anos em uma escola da
área pesquisada. As professoras/es são indagadas em suas práticas, mas também são
desafiadas a trazer memórias de sua alfabetização. Neste ínterim, são capturados indícios da
reprodução de práticas autoritárias desumanizantes sofridas em suas infâncias. A pesquisa
debate e apresenta o personagem Omokùnrin, que foi expulso da escola, como possível
resposta à pergunta que pode vincular-se ao futuro, possivelmente reservado à Muénga. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Alfabetização e/ou iniciação escolar : os direitos humanos da criança quilombola Kalunga | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Alfabetização | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Quilombos - educação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Educação de crianças | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Educação infantil | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Direitos humanos | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Pedagogia | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Racismo | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Quilombo Kalunga | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract2 | Esta tesis doctoral busca investigar los derechos humanos de los niños quilombolas kalunga,
preservados o vulnerados durante la alfabetización o la iniciación escolar en el territorio. Al
alcanzar la edad del "personalismo" de Wallon, el niño —en este caso, los kalunga— puede
ver negado o manipulado su derecho fundamental a aprender. Con esta denigración, el sistema
escolar puede decretar la muerte cognitiva del niño a una edad temprana. En Brasil, la
colonización exploratoria, el racismo europeo y la esclavización de hombres y mujeres
africanos consolidaron una cultura de violencia, particularmente contra los niños negros,
como práctica pedagógica estatal en las escuelas. Por lo tanto, el estudio también pretende
contribuir a la africanización de la ciencia, la educación y las escuelas, descolonizando sus
currículos mediante la concepción de una nueva pedagogía, que he denominado con audacia
la Pedagogía de la Escucha. Para ello, recurro al método crítico-dialéctico y empleo técnicas
de investigación cualitativa, en el marco de múltiples estudios de caso, para identificar las
dificultades perceptibles en las escuelas que observé. La investigación se fundamenta en la
pedagogía humanista crítica de Paulo Freire, a partir de su legado literario, producido entre
1968 y 1997. La investigación también se basa en las fuentes de Gramsci y se relaciona con
autores como Baiocchi (1999), Demo (2004), Fourshey (2019), Gomes y Araújo (2023), Hunt
(2012), Kilomba (2019), Munanga (2016), Reynolds (2021), Real (2023), Soares (2008),
Theodoro (2022), entre otros. Parto de la teoría de la acción antidialógica y, a través de una
cronología, trabajo y reflexión, me centro en las reflexiones y acciones de nueve docentes
kalunga y tres no kalunga, agentes que enseñan a niños a leer y escribir bajo la jurisdicción de
la Secretaría Municipal de Educación (SEMEC) de Monte Alegre de Goiás y la Secretaría
Estatal de Educación (SEDUC) de Goiás. El resultado es la constatación y denuncia de que el
Estado brasileño, a través de sus entidades y organismos, continúa violando los derechos de la
niñez negra brasileña, específicamente de los kalunga, al mantener una educación infantil
formal precaria, recursos humanos y estructuras materiales y curriculares inadecuadas para el
aprendizaje, en violación de sus derechos constitucionales, y sin considerar su ascendencia y
su vida cotidiana como quilombolas. La alfabetización y/o la iniciación escolar de estos niños
depende de la flexibilidad de los docentes contratados para desviarse de las limitaciones de la
matriz curricular dominante, practicada en un sistema educativo multigrado heredado del
período imperial brasileño (1822-1889). Los niños quilombolas Kalunga están representados
por Muénga, una niña semianalfabeta a los ocho años en una escuela del área de
investigación. Se interroga a los docentes sobre sus prácticas, pero también se les anima a
recordar su alfabetización. Mientras tanto, se capturan evidencias de la reproducción de
prácticas autoritarias deshumanizantes sufridas en su infancia. La investigación analiza y
presenta al personaje Omokùnrin, quien fue expulsado de la escuela, como una posible
respuesta a la pregunta, posiblemente vinculada al futuro, posiblemente reservado para
Muénga. | pt_BR |
| dc.description.abstract4 | Questa tesi di dottorato mira a indagare i diritti umani dei bambini Kalunga Quilombola,
tutelati o violati al momento dell'"alfabetizzazione", ovvero dell'iniziazione scolastica nel
territorio. Raggiunta l'età del "personalismo" di Wallon, il bambino – in questo caso il
Kalunga – può vedere negato o manipolato il suo diritto fondamentale all'apprendimento. Con
questa denigrazione, il sistema scolastico può decretare la morte cognitiva del bambino in
"tenera età". In Brasile, la colonizzazione esplorativa, il razzismo europeo e la schiavitù di
uomini e donne africani hanno consolidato una cultura di violenza, in particolare contro i
bambini neri, come pratica pedagogica statale nelle scuole. Pertanto, lo studio mira anche a
contribuire all'"africanizzazione" della scienza, dell'educazione e della scuola,
decolonizzandone i curricula attraverso la concezione di una nuova pedagogia, che ho
coraggiosamente definito "Pedagogia dell'Ascolto". A tal fine, mi avvalgo del metodo criticodialettico e di tecniche di ricerca qualitativa, nell'ambito di molteplici casi di studio, per far
emergere le difficoltà percepibili nelle scuole che ho osservato. La ricerca si fonda sulla
pedagogia critico-umanista di Paulo Freire, attingendo alla sua eredità letteraria, prodotta tra il
1968 e il 1997. La ricerca attinge anche alle fonti di Gramsci e si confronta con autori come
Baiocchi (1999), Demo (2004), Fourshey (2019), Gomes & Araújo (2023), Hunt (2012),
Kilomba (2019), Munanga (2016), Reynolds (2021), Real (2023), Soares (2008), Theodoro
(2022) e altri. Parto dalla "teoria dell'azione antidialogica" e, in una cronologia, nel lavoro e
nella riflessione, mi concentro sui pensieri e le azioni di nove insegnanti Kalunga e tre
insegnanti non Kalunga, agenti che insegnano a leggere e scrivere ai bambini sotto la
giurisdizione del Dipartimento Municipale dell'Istruzione (SEMEC) di Monte Alegre de
Goiás e del Dipartimento Statale dell'Istruzione (SEDUC) di Goiás. Il risultato è
l'osservazione e la denuncia che lo Stato brasiliano, attraverso i suoi enti e agenzie, continua a
violare i diritti dei bambini neri brasiliani, in particolare dei Kalunga, mantenendo
un'"Educazione della Prima Infanzia" formale precaria, risorse umane e strutture materiali e
curriculari inadeguate per l'apprendimento, in violazione dei loro diritti costituzionali e senza
considerare la loro discendenza e la loro vita quotidiana come quilombolas. L'alfabetizzazione
e/o l'iniziazione scolastica di questi bambini dipendono dalla "flessibilità" degli insegnanti
assunti per deviare dai vincoli della "matrice curriculare" dominante, praticata in un sistema
educativo pluriennale ereditato dal periodo imperiale brasiliano (1822-1889). I bambini
quilombola di Kalunga sono rappresentati da Muénga, una bambina trovata semianalfabeta
all'età di otto anni in una scuola nell'area di ricerca. Gli insegnanti vengono interrogati sulle
loro pratiche, ma vengono anche sfidati a ricordare i ricordi della loro alfabetizzazione. Nel
frattempo, vengono catturate prove della riproduzione di pratiche autoritarie disumanizzanti
subite durante l'infanzia. La ricerca discute e presenta il personaggio di Omokùnrin, espulso
da scuola, come possibile risposta alla domanda, forse legata al futuro, forse riservato a
Muénga. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania | pt_BR |
| Aparece en las colecciones: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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