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dc.contributor.advisorDalcastagnè, Reginapt_BR
dc.contributor.authorFarias, Gabriel Soarespt_BR
dc.date.accessioned2026-02-02T18:53:54Z-
dc.date.available2026-02-02T18:53:54Z-
dc.date.issued2026-02-02-
dc.date.submitted2025-09-01-
dc.identifier.citationFARIAS, Gabriel Soares. A ecopoética e a luta por lugar-território no romance Maria Altamira, de Maria José Silveira. 2025. 127 f. Dissertação (Mestrado em Literatura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/53864-
dc.descriptionDissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literaturas, 2025.pt_BR
dc.description.abstractO objetivo deste trabalho é analisar a ecopoética, isto é, a construção estética com perspectiva ecológica sensível, na representação da luta por espaço enquanto lugar-território no romance Maria Altamira (2020), de Maria José Silveira. O romance dá um tratamento ficcional aos desdobramentos socioambientais da construção da hidrelétrica de Belo Monte, localizada na cidade de Altamira, no estado do Pará. A base teórica utilizada se fundamenta nos estudos sobre representação de Regina Dalcastagnè (2012; 2021), na crítica literária feminista sintetizada na obra de Eurídice Figueiredo (2020), nas contribuições da filosofia ecoanimal de Marta Tafalla (2019), na perspectiva da ecologia decolonial de Malcom Ferdinand (2022) e dos estudos ecocríticos. Por meio de uma leitura cerrada do texto literário, verificamos como a autora desenvolve um argumento ecológico que busca trazer alternativas para a relação entre humanos e natureza para além de uma perspectiva utilitarista do capitalismo ocidental. Entre as estratégias formais que se utiliza para isso está a descrição das sensações corporais na apreciação da natureza, com a qual se deseja (r)estabelecer uma relação de reciprocidade. Além disso, defende-se que problemas socioambientais afetam sobremaneira grupos marginalizados, principalmente aqueles ligados ao processo da colonização e escravidão. Ao trazer as perspectivas desses grupos, a obra de Maria José Silveira tece denúncias acerca da negligência do Estado brasileiro em relação às condições materiais para a vida de minorias sociais, como as populações tradicionais e os migrantes, privilegiando os interesses das elites econômicas. Ao focarmos na relação entre espaços e personagens, principalmente das protagonistas, Alelí e Maria, observamos também como o patriarcado e o autoritarismo são elementos que atravessam seus corpos. Diante disso, o romance vocaliza a busca por justiça social, sugerindo atitudes políticas da coletividade na defesa dos direitos humanos e da natureza em direção a uma “Ecologia-do-mundo” (Ferdinand, 2022).pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleA ecopoética e a luta por lugar-território no romance Maria Altamira, de Maria José Silveirapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.subject.keywordRepresentaçãopt_BR
dc.subject.keywordLiteratura brasileira contemporâneapt_BR
dc.subject.keywordEcologia decolonialpt_BR
dc.subject.keywordCrítica literária feministapt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1This study aims to analyze the ecopoetics — that is, the aesthetic construction from a sensitive ecological perspective, in the representation of the struggle for space as place-territory — in the novel Maria Altamira (2020), by Maria José Silveira. The novel fictionalizes the socioenvironmental developments surrounding the construction of the Belo Monte hydroelectric dam, located in the city of Altamira, in the state of Pará, Brazil. The theoretical framework is based on studies of representation by Regina Dalcastagnè (2012; 2021), feminist literary criticism as synthesized in the work of Eurídice Figueiredo (2020), contributions from Marta Tafalla’s ecoanimal philosophy (2019), and the perspective of decolonial ecology by Malcom Ferdinand (2022), along with ecocritical studies. Through a close reading of the literary text, the analysis demonstrates how the author develops an ecological argument that seeks alternatives for the human-nature relationship beyond the utilitarian outlook of Western capitalism. Among the formal strategies employed is the description of bodily sensations in the appreciation of nature, through which the text aims to (re)establish a relationship of reciprocity. Furthermore, the study argues that socio-environmental issues disproportionately affect marginalized groups, particularly those historically subjected to colonization and slavery. By incorporating these perspectives, Silveira’s work denounces the Brazilian state’s neglect of the material conditions necessary for the lives of social minorities — such as traditional communities and migrants—while privileging the interests of economic elites. By focusing on the relationship between space and characters — especially the protagonists Alelí and Maria — the analysis also reveals how patriarchy and authoritarianism are inscribed on their bodies. Accordingly, the novel gives voice to the pursuit of social justice, advocating collective political action in defense of human and environmental rights, in the direction of a “World-Ecology” (Ferdinand, 2022).pt_BR
dc.description.unidadeInstituto de Letras (IL)pt_BR
dc.description.unidadeDepartamento de Teoria Literária e Literaturas (IL TEL)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Literaturapt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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