http://repositorio.unb.br/handle/10482/53861| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| AnneCarolineDeSouzaQuiangalaJoao_TESE.pdf | 3,9 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Mulheres que conjuram : o discurso do horror na literatura especulativa de autoria feminina negra |
| Autor(es): | João, Anne Caroline de Souza Quiangala |
| Orientador(es): | Dalcastagnè, Regina |
| Assunto: | Autoria feminina Horror negro Literatura estadunidense Literatura negra Butler, Octavia Estelle, 1947-2007 Jemisin, Nora Keita. 1972- |
| Data de publicação: | 2-fev-2026 |
| Data de defesa: | 14-abr-2025 |
| Referência: | JOÃO, Anne Caroline de Souza Quiangala. Mulheres que conjuram : o discurso do horror na literatura especulativa de autoria feminina negra. 2025. 291 f., il. Tese (Doutorado em Literatura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | Embora os romances Kindred: Laços de Sangue (2017 [1979]), de Octavia Butler, e A Quinta Estação (2017 [2015]), de N. K. Jemisin, sejam comumente lidos como obras de fantasia ou ficção científica, existem elementos, tanto narrativos como estruturais, que balizam uma interpretação enfocada nas experiências aterrorizantes vivenciadas pelas heroínas. Por meio de uma análise comparativa, investigo como as autoras dessas obras conjuram (Pryse; Spillers, 1985), isto é, intervêm no real, elaborando um discurso do horror que atravessa as narrativas especulativas contemporâneas protagonizadas por heroínas Negras que também conjuram (elas usam magia para modificar as circunstâncias desfavoráveis (Martin, 2012)). No intuito de compreender de que modo o horror como experiência – não uma reivindicação de gênero – se revela nas diferentes temporalidades e mundos criados por autoras Negras de grande relevância, como Butler e Jemisin, avalio as reentrâncias das obras em subgêneros especulativos, embasadas pelo conceito de ficção fluida, da teórica Kinitra Brooks (2017). Inspirada pela gameplay do jogo eletrônico Dead by Daylight (Behavior Interactive, 2016), defino ainda duas categorias de heroínas (sobrevivente e ambivalente) tendo em vista o tipo de justiça (restaurativa ou retributiva) que seus poderes mágicos estabelecem. Também contextualizo o meu entendimento do gênero horror negro, a partir do que foi teorizado por Robin Means Coleman (2019 [2013]), em contraste com o que a minha hipótese presentifica: uma poética específica de autoria feminina e Negra, tratada aqui como discurso do horror. Em diálogo com a tradição literária, teórica e feminista negra, busco, por fim, compreender de que modo a literatura especulativa de autoria feminina e Negra contribui para o pensamento feminista negro e desestabiliza tanto o cânone clássico como o da literatura de gênero. |
| Abstract: | Although the novels Kindred (2017 [1979]) by Octavia Butler and The Fifth Season (2017 [2015]) by N. K. Jemisin are usually read as Fantasy or Science Fiction, there are structural elements that guide interpretations grounded in the horrible experiences lived by their respective heroines. Through comparative analysis, I will investigate how the authors of these oeuvres conjure (Pryse; Spillers, 1985); in other words, intervene in reality, while elaborating a specific horror discourse over contemporary speculative narrative, starring Black heroines who are also conjurers (they use magic to change dreadful circumstances (Martin, 2012; Moise, 2018)). To comprehend how horror as an experience – and not a genre reclamation – operates across different temporalities and worlds created by relevant Black Women authors such as Butler and Jemisin, I will evaluate how the motifs bleed into another speculative subgenre, drawing on Kinitra Brooks’s (2017) concept of fluid fiction. Inspired by the gameplay of the electronic game Dead by Daylight (Behavior Interactive, 2016), I also define two categories of heroines (survival and ambivalent), focused on the kinds of justice that their magical powers (restorative and retributive) establish. I also contextualize how understanding the Horror genre from Robin Means Coleman (2019) contrasts with my present hypothesis of a specific Speculative Black Women poiesis, what I call horror discourse. In dialogue with the Black female literary, feminist, theoretical tradition of Black women, finally, I discuss how the speculative Black Women's literature contributes to the Black Feminist Theory as it destabilizes it and the genre of literature in general. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Letras (IL) Departamento de Teoria Literária e Literaturas (IL TEL) |
| Informações adicionais: | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literaturas, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Literatura |
| Licença: | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. |
| Agência financiadora: | Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP/DF). |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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