http://repositorio.unb.br/handle/10482/53744| File | Size | Format | |
|---|---|---|---|
| AntonioFernandesDeJesusVieira_TESE.pdf | 1,13 MB | Adobe PDF | View/Open |
| Title: | Constitucionalismo e movimento indígena : a luta pela legitimidade na titularidade subjetiva, ativa e coletiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) |
| Authors: | Vieira, Antônio Fernandes de Jesus |
| Orientador(es):: | Castilho, Ela Wiecko Volkmer de |
| Assunto:: | Movimento Indígena Constitucionalismo Direito Achado na Rua Colonialidade Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) |
| Issue Date: | 27-Jan-2026 |
| Data de defesa:: | 17-Jun-2025 |
| Citation: | VIEIRA, Antônio Fernandes de Jesus. Constitucionalismo e movimento indígena: a luta pela legitimidade na titularidade subjetiva, ativa e coletiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). 2025. 127 f. Tese (Doutorado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Abstract: | A tese aborda a atuação jurídica e política do movimento indígena com ênfase na Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). A base do estudo é a experiência prática do autor nessa articulação, documentos e processos em que atua para assegurar os direitos originários dos povos indígenas declarados pela Constituição Federal de 1988, especialmente nos artigos 231 e 232. A partir disso enuncia-se o seguinte problema de pesquisa: como o movimento indígena, representado pela APIB tem desafiado estruturas coloniais de poder no sistema de justiça e promovido o protagonismo indígena nos campos jurídico e político? A pesquisa enfatiza o papel da APIB como força central na articulação nacional do movimento indígena, abordando sua atuação estratégica em diversos campos, como assistência jurídica e agente de resistência às ameaças aos direitos indígenas. A tese discute como o movimento indígena se consolidou como um agente de transformação no sistema de justiça brasileiro, desafiando estruturas coloniais e racistas enraizadas. Por meio de uma abordagem qualitativa decolonial, o estudo analisa documentos legais, decisões judiciais e estratégias do movimento indígena para compreender suas lutas contra a colonialidade e sua busca por um constitucionalismo plural, que nasce dos próprios movimentos. A colonialidade, conceito central da pesquisa, revela como as hierarquias de poder e conhecimento estabelecidas durante a colonização continuam a marginalizar saberes e direitos indígenas. Essa lógica sustenta desigualdades sociais e jurídicas, perpetuadas por elites econômicas e políticas que resistem ao reconhecimento da diversidade cultural, epistêmica, jurídica e política. Por fim, a tese argumenta que o movimento indígena brasileiro é um exemplo de resistência coletiva e decolonial, promovendo um constitucionalismo intercultural, “achado na rua”. A APIB, como protagonista dessa luta, é legitimada por sua atuação na defesa dos direitos indígenas, articulando estratégias jurídicas e políticas em um contexto de constantes desafios e opressões. |
| Abstract: | The thesis addresses the legal and political actions of the Indigenous movement, with an emphasis on the Articulation of Indigenous Peoples of Brazil (APIB). The study is based on the author's practical experience within this articulation, as well as on documents and legal proceedings in which they are involved to ensure the original rights of Indigenous peoples as declared by the Federal Constitution of 1988, particularly in Articles 231 and 232. From this foundation, the following research question is posed: How has the Indigenous movement, represented by APIB, challenged colonial power structures in the justice system and promoted Indigenous leadership in the legal and political spheres? The research emphasizes APIB's role as a central force in the national articulation of the Indigenous movement, addressing its strategic actions in various areas, such as legal assistance and resistance to threats against Indigenous rights. The thesis discusses how the Indigenous movement has consolidated itself as an agent of transformation within the Brazilian justice system, challenging entrenched colonial and racist structures. Through a decolonial and qualitative approach, the study analyzes legal documents, judicial decisions, and the movement’s strategies to understand its struggles against coloniality and its pursuit of a plural constitutionalism, which emerges from the movements themselves. Coloniality, a central concept in the research, reveals how power and knowledge hierarchies established during colonization continue to marginalize Indigenous knowledge and rights. This logic sustains social and legal inequalities, perpetuated by economic and political elites who resist recognizing cultural, epistemic, legal, and political diversity. Finally, the thesis argues that the Brazilian Indigenous movement is an example of collective and decolonial resistance, promoting an intercultural constitutionalism, “found in the street”. APIB, as a protagonist in this struggle, is legitimized by its role in defending Indigenous rights, articulating legal and political strategies in a context of constant challenges and oppression. |
| metadata.dc.description.unidade: | Faculdade de Direito (FD) |
| Description: | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Programa de Pós-Graduação em Direito, 2025. |
| metadata.dc.description.ppg: | Programa de Pós-Graduação em Direito |
| Licença:: | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. |
| Appears in Collections: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.