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Título: Tecendo o território : caminhos e lutas na construção dos planos locais de gestão territorial e ambiental quilombola de Alcântara - MA - (Decreto 11.786/2023- PNGTAQ)
Autor(es): Sousa, Estela Aguiar de
Orientador(es): Santos, Carlos Alexandre Barboza Plínio dos
Coorientador(es): Melo, Paula Balduíno de
Assunto: Reparação histórica
Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ)
Território quilombola
Planejamento participativo
Interculturalidade
Data de publicação: 26-jan-2026
Referência: SOUSA, Estela Aguiar de. Tecendo o território: caminhos e lutas na construção dos planos locais de gestão territorial e ambiental quilombola de Alcântara - MA - (Decreto 11.786/2023- PNGTAQ). 2025. 166 f., il. Dissertação (Mestrado em Antropologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo compreender ações do Estado para reparação histórica em território quilombola, especialmente no Território Étnico Quilombola dos Atingidos pela Base Espacial, em Alcântara, Maranhão. Diante de meus múltiplos vínculos, isto é, enquanto quilombola kalunga, pesquisadora e agente do governo federal junto a comunidades quilombolas, busco analisar o delineamento, implementação e tensionamentos comunitários da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), tida como um meio institucional para reparação de violações de direitos pelo Estado. Em termos metodológicos, empreendi uma abordagem qualitativa e participativa, valorizando os saberes tradicionais e as experiências das comunidades quilombolas. Os encontros foram fundamentados em práticas colaborativas e interculturais, visando promover o diálogo horizontal entre mim e os quilombolas de Alcântara. Os dados foram construídos por meio de observação participante de reuniões e oficinas participativas para elaboração dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PGTAQs), além de entrevistas semiestruturadas com lideranças, membros das comunidades, coordenadores da CONAQ e agentes do governo federal. Os resultados tensionam o planejamento metodológico da construção dos Planos, os quais, embora construídos coletivamente, carregavam implicitamente uma noção linear e burocrática do tempo e do ritmo, materializados nas etapas de escuta, devolutiva, implementação e resultados. Em campo, essas compreensões foram ressignificadas nos encontros com as comunidades e postas em confluência com as lógicas locais, esculpindo um planejamento metodológico não linear, mas de começo, meio e começo. Portanto, o diálogo mediado pela PNGTAQ entre o governo brasileiro e as comunidades quilombolas de Alcântara, ainda que com muitos desafios, revelou um marco de reparação histórica e reconhecimento territorial, fundamentado na confluência, ação coletiva e na abertura para recomeçar.
Abstract: This research aimed to understand State actions for historical reparation in quilombola territories, with a particular focus on the Quilombola Ethnic Territory of those affected by the Space Base, in Alcântara, Maranhão, Brazil. Given my multiple affiliations as a Kalunga quilombola, researcher, and federal government agent working with quilombola communities I seek to analyze the design, implementation, and community tensions surrounding the National Policy for Quilombola Territorial and Environmental Management (PNGTAQ), regarded as an institutional mechanism for the reparation of State-led human rights violations. Methodologically, I adopted a qualitative and participatory approach, valuing traditional knowledge and the lived experiences of quilombola communities. Fieldwork was grounded in collaborative and intercultural practices, aiming to foster horizontal dialogue between myself and the quilombolas of Alcântara. Data were constructed through participant observation of meetings and participatory workshops for the development of Quilombola Territorial and Environmental Management Plans (PGTAQs), as well as semi-structured interviews with community leaders, residents, CONAQ coordinators, and federal government agents. The findings challenge the methodological planning of the PGTAQ process, which, despite being built collectively, implicitly carried a linear and bureaucratic understanding of time and rhythm, reflected in the phases of listening, feedback, implementation, and results. In practice, these notions were reinterpreted through community engagement and brought into dialogue with local logics, shaping a non-linear methodological planning process one of beginning, middle, and beginning again. Thus, the dialogue mediated by the PNGTAQ between the Brazilian government and the quilombola communities of Alcântara, despite many challenges, represented a milestone in historical reparation and territorial recognition, grounded in confluence, collective action, and openness to new beginnings.
Unidade Acadêmica: Instituto de Ciências Sociais (ICS)
Departamento de Antropologia (ICS DAN)
Informações adicionais: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Antropologia, Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, 2025.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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