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Título: Os "nós"do antropoceno entre tecidos da saúde mental : uma autoetnografia por olhares clínicos decoloniais
Autor(es): Medeiros, Larissa Noca de
Orientador(es): Conceição, Maria Inês Gandolfo
Assunto: Saúde mental
Decolonialidade
Ecologia
Emoções
Autoetnografia
Data de publicação: 9-jan-2026
Referência: MEDEIROS, Larissa Noca de. Os "nós"do antropoceno entre tecidos da saúde mental: uma autoetnografia por olhares clínicos decoloniais. 2025. 110 f., il. Dissertação (Mestrado em Psicologia Clínica e Cultura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Os crescentes eventos climáticos extremos e as perdas massivas em biodiversidade evidenciam os impactos antropogênicos cumulativos sobre a Terra. Uma emergência ecológico-climática resultante de extrativismos predatórios com consequências já irreversíveis, demarcando uma nova época geológica intitulada como “Antropoceno”. No entanto, o comportamento destrutivo vinculado ao “ánthropos” necessita ser revisto. A palavra “humano” exclui pluralidades historicamente apagadas por um exemplar colonialista que se impôs como representante universal da espécie. Fundamentado em premissas altericidas, metastaseou-se por todos os continentes, aniquilando povos e ecossistemas, criando desigualdades sociais e alterações ambientais crônicas que se refletem na saúde desde o nível individual ao planetário. Diante das experiências de vidas e futuros em devastação, profissionais da saúde mental são interpelados pelo desafio emergente de acolher pessoas em sofrimento psíquico frente ao colapso ambiental evidenciado. As chamadas “emoções ecológicas” incluem condições como ansiedade climática e luto ecológico, cuja abordagem pode ser ampliada interseccionalmente considerando fatores socioambientais herdados das origens coloniais. A partir do meu relato autoetnográfico de mulher latinoamericana do nordeste brasileiro, médica atuante na saúde mental e em luto ecológico, apresentarei alguns “nós” que a colonialidade entremeou nos tecidos da saúde, abrangendo suas dimensões “mental” e “planetária”, à luz das perspectivas da Ecologia Decolonial. Como resposta-elaboração do meu luto, proponho a integração de conhecimentos sobre a importância das parcerias ecológicas para a saúde, ilustrada pelas biodiversidades de microrganismos que compõem nossos corpos holobiontes. Uma “simbi-ótica” que resgata saberes cosmológicos ancestrais, enaltecendo as interdependências do pertencimento biosférico e os compartilhamentos como estratégias de existência (e resistência).
Abstract: The increasing frequency of extreme climate events and the massive biodiversity loss highlight the irreversible consequences of anthropogenic impacts on Earth. An ecological-climatic emergency resulting from predatory extractivism marks a new geological epoch known as the “Anthropocene.” However, the destructive behavior associated with the radical “ánthropos” must be reevaluated. With the word “human,” pluralities annihilated by a colonialist exemplar that positioned itself as the universal representative of the species are excluded. Based on exclusionary premises, it metastasized across continents, exterminating peoples and ecosystems, creating chronic social inequalities and environmental changes that affect our health from the individual to the planetary levels. Faced with the experiences of devastated lives and futures, mental health professionals are being challenged to support individuals in psychological distress in view of the evident environmental breakdown. The “ecological emotions” include conditions such as climate anxiety and ecological grief, whose clinical approach can be discussed intersectionally by considering the colonial origins of their socio-environmental determinants. Based on my autoethnographic narrative as a Latin American woman from northeastern Brazil, a physician working in mental health care and experiencing ecological grief, I will present some of the “knots” that coloniality has woven in the threads of health, encompassing both its “mental” and “planetary” dimensions, from the perspective of Decolonial Ecology. As a result of my ecological grief coping, I propose the integration of knowledge around the importance of ecological partnerships for health, illustrated by the biodiversity of microorganisms that inhabit our holobiont bodies. A symbiotic perspective that recovers ancestral cosmological knowledge, emphasizing the interdependence of biospheric belonging and sharing as strategies for existence (and resistance).
Unidade Acadêmica: Instituto de Psicologia (IP)
Departamento de Psicologia Clínica (IP PCL)
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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