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Titre: O estranho familiar : um olhar para inter-relações possíveis entre psicanálise e novas configurações familiares
Auteur(s): Campos, Carolina Pompeu de Sousa
Orientador(es):: Celes, Luiz Augusto Monnerat
Assunto:: Psicanálise
Diferença sexual
Alteridade
Configuração familiar
Date de publication: 9-jan-2026
Référence bibliographique: CAMPOS, Carolina Pompeu de Sousa. O estranho familiar: um olhar para inter-relações possíveis entre psicanálise e novas configurações familiares. 2025. 130 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Clínica e Cultura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Résumé: O objetivo desta dissertação é realizar uma aproximação entre compreensões possíveis sobre diferença e alteridade na teoria psicanalítica e ideias referentes às novas configurações familiares. Dessa forma, procura-se abrir espaço para novas reflexões acerca da clínica e da própria teoria psicanalíticas. Nas últimas décadas, temos assistido a alterações sociais profundas naquilo que pode ser entendido como o local privilegiado de subjetivação: a família. Família é o núcleo em torno do qual orbita boa parte das teorias psicanalíticas. Como perceber o sujeito, portanto, diante da multiplicidade dos ambientes de subjetivação? O tema se apresenta de forma urgente na clínica, convocando a psicanálise a se questionar, sempre em uma perspectiva histórico-contingente da formação subjetiva. Assim, se a família é o ambiente privilegiado de interlocução entre o sujeito e a vida social, locus primordial para a construção da diferença, como compreender essa função de forma ampla, longe de estereótipos restritivos do que deveria compor um núcleo familiar? Essa resposta, longe de estar finalizada, passa pelo reconhecimento do outro e pela construção da alteridade. A vivência individual da diferença, para além das prescrições normativas do que seria uma família ideal, é efetivo objeto da psicanálise. Sendo assim, no contexto do reconhecimento da alteridade como expressão privilegiada da diferença, da compreensão do outro como sujeito, é absolutamente fértil a multiplicidade das configurações familiares. Diante da polissemia das diferenças, da quebra de dualismos estritos em favor da complexidade das relações, o processo de subjetivação se flexibiliza, abrindo espaço para as singularidades em conjunturas multifárias. Além do panorama teórico não exaustivo dos temas e de suas interlocuções possíveis, esta dissertação apresenta trechos de quatro entrevistas livres, não estruturadas, que colaboraram para as reflexões realizadas. Tanto as entrevistas realizadas, quanto a seleção dos trechos destacados são meramente ilustrativas. Dessa forma, o caráter essencialmente singular de cada uma dessas famílias vai ao encontro de uma perspectiva não universalizante, para além de uma suposta normatividade dos processos de subjetivação.
Abstract: The purpose of this dissertation is to bridge possible understandings of difference and alterity in psychoanalytic theory with ideas regarding new family configurations. In doing so, we aim to open space for new reflections on psychoanalytic theory and clinical practice. Over recent decades, we have witnessed profound social changes in what can be understood as the privileged place of subjectivation: the family. The family is the nucleus around which much of psychoanalytic theory revolves. How, then, can we perceive the subject given the multiplicity of subjectivation environments? The issue becomes urgent in the clinic practice, prompting psychoanalysis to continuously question itself from a historically contingent perspective of subjective formation. Thus, if the family is the primary environment for dialogue between the subject and social life, a primordial locus for the construction of difference, how can we understand this function more broadly, transcending restrictive stereotypes of what should compose a family nucleus? This response, far from being conclusive, involves recognizing the other and constructing alterity. The individual experience of difference, beyond the normative prescriptions of what constitutes an ideal family, is the central focus of psychoanalysis. In this context, recognizing alterity as a privileged expression of difference and understanding the other as a subject makes the multiplicity of family configurations particularly productive. Thus, this polysemy of differences and the rupture of strict dualisms in favor of complexity makes the process of subjectivation more flexible, giving space for singularities within diverse situations. In addition to a non-exhaustive theoretical overview of these topics and their possible intersections, this dissertation presents excerpts from four unstructured interviews to serve merely as illustrations, which contributed to our reflections. Thus, the essentially unique nature of each of these families aligns with a non-universalizing perspective that goes beyond supposed normative subjectivation processes.
metadata.dc.description.unidade: Instituto de Psicologia (IP)
Departamento de Psicologia Clínica (IP PCL)
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Collection(s) :Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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