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Título: Formar-se em comunidade como ato de transgressão : um estudo (auto)etnográfico sobre ensino de línguas, multiletramentos e (socio)linguística
Autor(es): Tonin, Josiane Prescendo
Orientador(es): Sousa, Rosineide Magalhães de
Assunto: Sociolinguística
Letramentos múltiplos
Comunidades tradicionais
Práxis docente
Data de publicação: 6-jan-2026
Referência: TONIN, Josiane Prescendo. Formar-se em comunidade como ato de transgressão: um estudo (auto)etnográfico sobre ensino de línguas, multiletramentos e (socio)linguística. 2025. 229 f., il. Tese (Doutorado em Linguística) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: O presente trabalho constitui-se de uma pesquisa qualitativa de cunho (auto)etnográfico (Erickson, 1991; Fetterman, 2010; Adams; Ellis; Jones, 2016) que visa investigar as práticas sociolinguísticas (Bortoni-Ricardo, 2014), a variação linguística (Bagno, 2006[1999]) e os letramentos (Kleiman, 2005; Street, 2014) inseridos na práxis docente dos professores-pesquisadores que atuam nas comunidades visitadas ao longo deste trabalho. Discorro sobre suas histórias de vida no ambiente sociocultural onde vivem e a influência desse aspecto na construção de suas identidades docentes. Nesta perspectiva, busco identificar as estratégias de ensino da professora quilombola que ensina Português em sua comunidade em Goiás e do professor indígena-ribeirinho do Amazonas que ensina as Línguas Inglesa, Portuguesa e Nheengatu na zona rural do município de Manaus. Lembro, ainda, que os participantes desta pesquisa são membros de comunidades tradicionais brasileiras, grupos com formas próprias de organização social, que ocupam e utilizam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social e religiosa (Brasil, 2007). Nesse contexto, ao desempenharem seus papéis como docentes, esses profissionais legitimam estratégias de ensino múltiplas com o intuito de apresentar aos alunos práticas de letramento heterogêneas sem que exista um único foco. Divergem, assim, de uma prática social e escolar que apresenta a língua apenas em sua variedade padrão, o que reforça o mito da existência de uma língua única, valorizada e dominante (Street, 2014) e o estigma de que outras variedades são inadequadas e com status inferior. Ambos os participantes da pesquisa buscam lançar um olhar mais crítico para a maneira como a variação linguística é apresentada aos estudantes e de que forma isso pode (re)construir a relação dos discentes com a norma-padrão ensinada nas escolas e com o espaço escolar propriamente dito (Scherrer, 2005). Por outro lado, discuto o porquê de trazer para a sala de aula os construtos acima apresentados, pois eles se configuram como uma forma de desvelar o mito da existência de uma língua estática e, dessa forma, proporcionar a reflexão acerca de métodos preciosistas de ensino de língua. A partir desses apontamentos, busco tecer uma análise de como combater as relações de poder sustentadas por discursos uniformizantes das línguas, bem como o fundamental papel da escola e de seus professores na luta por uma sociedade mais igualitária e justa. Por último, apresento os esforços desses docentes na preservação dos saberes e fazeres de suas comunidades ao suscitar para os estudantes o valor e a relevância de manter suas tradições, sob a ótica de que não existem melhores ou piores povos e culturas, mas sim diferentes culturas e saberes.
Abstract: This work is qualitative (auto)ethnographic research (Jones; Adams; Ellis, 2016; Erickson, 1991; Fetterman, 2010) that aims to investigate sociolinguistic practices (Bortoni-Ricardo, 2014), linguistic variation (Bagno, 2006[1999]) and literacies (Kleiman, 2005; Street, 2014) inserted in the teaching praxis of teacher-researchers who work in the communities visited throughout this work. I discuss their life stories in the socio-cultural environment where they live and the influence of this aspect in the construction of their teaching identities. In this perspective, I seek to identify the teaching strategies of the quilombola teacher who teaches Portuguese in her community in Goiás and the indigenous riverside teacher from Amazonas who teaches English, Portuguese and Nheengatu languages in the rural area of the city of Manaus. I also remember that the participants in this research are members of traditional Brazilian communities, groups with their own forms of social organization, which occupy and use territories and natural resources as a condition for their cultural, social and religious reproduction (Brasil, 2007a). In this context, when performing their roles as teachers, these professionals adopt the strategy of offering students different literacy practices without a single focus. Thus, they diverge from a social and school practice that presents the language only in its standard variety, which reinforces the myth of the existence of a single, valued and dominant language (Street, 2014) and deny the stigma that other varieties are inadequate and with lower status. Both research participants seek to take a more critical look at the way linguistic variation is presented to students and how this can (re)build students' relationship with the standard norm taught in schools and with the school space itself (Scherre, 2005). On the other hand, I discuss why to bring the constructs presented above to the classroom, as they are configured to unveil the myth of the existence of a static language and, in this way, provide reflection on precious methods of language teaching. From these notes, I seek to weave an analysis of how to combat the power relations sustained by uniformizing language discourses, as well as the fundamental role of the school and its teachers in the struggle for a more egalitarian and just society. Lastly, I present the efforts of these professors in preserving the knowledge and practices of their communities by raising in students the value and relevance of maintaining their traditions, from the perspective that there are no better or worse peoples and cultures, but different cultures and knowledge.
Unidade Acadêmica: Instituto de Letras (IL)
Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas (IL LIP)
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Linguística
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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