| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Calmon, Paulo Carlos Du Pin | pt_BR |
| dc.contributor.author | Souza Filho, Osvaldo Quirino de | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2025-11-13T19:44:50Z | - |
| dc.date.available | 2025-11-13T19:44:50Z | - |
| dc.date.issued | 2025-11-13 | - |
| dc.date.submitted | 2025-03-27 | - |
| dc.identifier.citation | SOUZA FILHO, Osvaldo Quirino de. Fragilidade institucional na condução da Política Brasileira de Segurança Nacional: o papel da secretaria de assuntos estratégicos (1990-2023). 2025. 176 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Política) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/53070 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciência Política, Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | A dissertação analisa a fragilidade institucional na condução da política brasileira de segurança
nacional entre 1990 e 2023, com especial ênfase no papel desempenhado pela Secretaria de
Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR) naquela política. Entre as décadas
de 1930 e 1980, parcela substancial da política de segurança nacional era coordenada pelo
Conselho de Segurança Nacional (CSN) e sua Secretaria-Geral (SG/CSN). Com a extinção do
CSN durante a Constituinte (1987-1988), suas atribuições foram repartidas entre diversos
outros órgãos. Alguns foram criados, como a SAE/PR, em 1990, e a Agência Brasileira de
Inteligência (ABIN), em 1999, enquanto outros já existiam, como os Ministérios Militares,
depois colocados sob o guarda-chuva do Ministério da Defesa, a Casa Militar, mais tarde
vinculada ao novo Gabinete de Segurança Institucional (GSI/PR), a Assessoria Especial da
Presidência da República (AESP/PR), criada pelo governo Sarney como assessoria
internacional, os Ministérios da Justiça (MJ) e das Relações Exteriores (MRE) e o Conselho de
Defesa Nacional (CDN). Esse arranjo institucional não tem dado certo, como provam as
sucessivas fases de extinção e recriação da SAE/PR (1999, 2016 e 2023), as reformulações do
GSI/PR (1999, 2015, 2016, 2023) e os diferentes papéis exercidos por ambos e pela AESP/PR
no mesmo período. Todas essas organizações, em grau maior ou menor, assessoram o Chefe de
Estado em assuntos de segurança nacional e participam da formatação da política para essa
área, mas até agora nenhuma delas foi capaz de consolidar-se nessa função, nem foi a política
de segurança nacional consolidada. A pesquisa explica as causas desse problema, ao estudar o
caso particular da SAE/PR. Argumenta-se que a extinção do antigo arranjo institucional em fins
da década de 1980, bem como a tentativa de criar um novo, refletiu a política burocrática e os
conflitos vivenciados entre a autoridade civil, militares e burocratas, em momento crítico de
reconstrução do Estado após a promulgação da Constituição Federal de 1988. Como resultado,
foi produzida uma política de segurança marcada por fragilidade institucional, com conjunto
incerto de atribuições e caracterizada por falta de clareza acerca de sua missão. O método
utilizado para explicar o processo de criação e evolução da SAE/PR é aquele do estudo de caso.
Em abordagem histórico-institucional, ele situa o objeto de análise e variável dependente no
tempo, procura antecedentes causais que levaram aos resultados apontados e faz uso sistemático
de comparações. São analisadas as relações entre os principais atores envolvidos na criação da
SAE/PR, bem como as escolhas de desenho feitas por eles no momento da criação. Ademais,
será estudada a trajetória institucional da SAE/PR entre 1990 e 2023 e o papel que ela
desempenhou na política de segurança nacional. O estudo conclui que a fragilidade institucional na condução da política de segurança nacional pela SAE/PR deve-se a duas causas combinadas:
i) a ausência de coalizões de apoio em defesa da organização, ligada a conflito entre coalizões
no subsistema de segurança nacional; e ii) a falta de consenso sobre a função da política de
segurança nacional, refletida na ausência de mandato claro para que a SAE/PR desempenhasse
seu papel institucional. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Fragilidade institucional na condução da Política Brasileira de Segurança Nacional: o papel da secretaria de assuntos estratégicos (1990-2023) | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Fragilidade institucional | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Brasil. Secretaria de Assuntos Estratégicos | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Política de segurança nacional | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Coordenação | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | This master’s thesis analyzes the institutional weakness in the conduct of Brazilian
national security policy between 1990 and 2023, with a special emphasis on the role
played in it by the Secretariat for Strategic Affairs of the Presidency of the Republic
(SAE/PR). Between the 1930s and the 1980s, a substantial portion of national security
policy was coordinated by the National Security Council (CSN) and its General
Secretariat (SG/CSN). With the dissolution of the CSN during the Constituent Assembly
(1987-1988), its functions were divided among various other bodies. Some were created,
such as SAE/PR in 1990 and the Brazilian Intelligence Agency (ABIN) in 1999, while
others already existed, such as the Military Ministries, later placed under the umbrella of
the Ministry of Defense, the Military House, which was later linked to the new
Institutional Security Cabinet (GSI/PR), the Special Advisory Office of the Presidency of
the Republic (AESP/PR), created by the Sarney government as an international advisory
body, the Ministries of Justice (MJ) and Foreign Affairs (MRE), and the National Defense
Council (CDN). This institutional arrangement has not succeeded, as evidenced by the
successive phases of extinction and re-creation of SAE/PR (1998, 2016, and 2023), the
reformulations of GSI/PR (1999, 2015, 2016, 2023), and the different roles played by
both and by the AESP/PR during the same period. All these organizations, to varying
degrees, assist the Head of State in national security matters and participate in shaping
the policy in this area, but so far none has been able to consolidate itself in this role, nor
has national security policy been consolidated. This work explains the causes of this
problem by studying the particular case of SAE/PR. It argues that the dissolution of the
old institutional arrangement in the late 1980s, as well as the attempt to create a new one,
reflected bureaucratic politics and the conflicts experienced between civilian authorities,
the military, and bureaucrats at a critical moment of state reconstruction after the
promulgation of the 1988 Federal Constitution. As a result, a national security policy
marked by institutional weakness was produced, with an uncertain set of attributions and
characterized by a lack of clarity regarding its mission. The method used to explain the
process of creation and evolution of SAE/PR is that of the case study. In a historicalinstitutional approach, it situates the object of analysis and the dependent variable in time,
seeks causal antecedents that led to the indicated results, and makes systematic use of
comparisons. The relations between the main actors involved in the creation of SAE/PR,
as well as the design choices made by them at the time of creation, are analyzed.
Moreover, the institutional trajectory of SAE/PR between 1990 and 2023 and the role it played in national security policy is studied. The thesis concludes that the institutional
weakness in the conduct of national security policy by SAE/PR is due to two combined
causes: i) the absence of advocacy coalitions in defense of the organization, coupled with
the conflict among coalitions within the national security subsystem; and ii) the lack of a
consensus regarding the role of national security policy in general, which resulted in an
unclear mandate for the SAE/PR. | en |
| dc.description.unidade | Instituto de Ciência Política (IPOL) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Ciência Política | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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