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Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unb.br/handle/10482/51978
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Title: Distanciamentos e contradições entre planejamento e execução orçamentária : orçamento público direcionado para as infâncias e adolescências no Brasil entre 2012 e 2023
Authors: Silva, Thallita de Oliveira
Orientador(es):: Silveira, Aline Oliveira
Assunto:: Crianças e adolescentes
Orçamento público
Políticas públicas
Direitos humanos
Plano plurianual
Lei Orçamentária Anual (LOA)
Issue Date: 18-Mar-2025
Citation: SILVA, Thallita de Oliveira. Distanciamentos e contradições entre planejamento e execução orçamentária: orçamento público direcionado para as infâncias e adolescências no brasil entre 2012 e 2023. 2024. 121 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Políticas Públicas para Infância e Juventude) — Universidade de Brasília, Brasília, 2024.
Abstract: No Brasil há uma persistência de distanciamentos entre a legislação e a realidade de vida das pessoas. A despeito de todos os avanços legais conquistados desde a Constituição de 1988, que gerou melhorias nos indicadores de saúde, educação e segurança alimentar, ainda há desafios complexos na garantia de direitos humanos, principalmente de crianças e adolescentes, sobretudo quando se trata de grupos específicos que historicamente foram violados em sua humanidade e vivenciam violências estruturais como as de raça, gênero, classe, orientação sexual e capacitismo. Para garantia de direitos de forma integral, o orçamento público é ferramenta essencial. Desse modo, esta pesquisa realizou um estudo documental dos 3 (três) Planos Plurianuais (PPAs): 2012-2015, 2016-2019 e 2020-2023 e das 12 Leis Orçamentárias Anuais (LOAs) (de 2012 a 2023) e analisou a execução orçamentária/financeira das ações exclusivas para crianças e adolescentes. Teve como objetivo averiguar: 1) se as políticas públicas direcionadas para a infância e adolescência estavam sendo consideradas no planejamento orçamentário de forma prioritária e transversal; 2) se a execução do orçamento condizia ou não com o planejamento e com a prioridade estabelecida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA; 3) se o direcionamento das políticas no orçamento público é mais voltado para a promoção dos direitos ou para a proteção dos direitos de crianças e adolescentes. Pelos resultados das análises dos PPAs e das LOAs, há diferenças em cada período no que tange à visibilidade da criança e do adolescente nas legislações orçamentárias, principalmente quando se comparam os dois PPAs elaborados pela gestão Dilma (2012-2015 e 2016-2019) com o elaborado pela gestão Bolsonaro (2020-2023). Em termos de programação, os três períodos entregaram um planejamento aquém do necessário para responder aos direitos previstos no ECA e às diretrizes e objetivos do Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente, principalmente no que diz respeito à consideração das diversidades das infâncias e adolescências brasileiras e às políticas de cultura, esporte e lazer. As LOAs não correspondem aos objetivos indicados nos PPAs. Há um descompasso entre planejamento e execução financeira, nenhum recurso direcionado especificamente para crianças e adolescentes foi executado em sua totalidade. Verificou-se contradições entre o discurso de priorização da primeira infância e a prática do investimento. O governo federal investe mais em políticas de promoção dos direitos em termos de quantidade de ações e valores orçamentários, no entanto as políticas são reduzidas a poucas áreas e não têm enfrentado as iniquidades e nem atingido à universalização dos direitos. A política de corte de gastos sociais e a vivência de uma pandemia gerou atrasos e retrocessos sociais imensos que estão sendo sentidos até os dias atuais. Ainda está distante o alcance da plenitude dos direitos para todas as infâncias e adolescências, desse modo, é necessário que o orçamento público dialogue com essa realidade e priorize em seu planejamento e execução políticas que, de fato, melhorem as vidas das meninas e meninos do Brasil e contribuam para emancipação de suas famílias.
Abstract: There is a persistent gap between legislation and reality in the lives of people from Brazil. Despite all the legal advancements achieved since the 1988 Constitution, which led to improvements in health, education and food security indicators, complex challenges remain in ensuring human rights, especially for children and adolescents, moreover those belonging to groups historically deprived of their humanity, targeted by structural violence related to race, gender, class, sexual orientation and ableism. Public budget is an essential tool for securing rights. In this regard, this research conducted a documentary study of three Plurianual Plans (PPAs): 2012-2015, 2016-2019 and 2020-2023, as well as the 12 (twelve) Annual Budget Laws (LOAs) from 2012 to 2023, analysing the financial execution of actions exclusive for children and adolescents. The study aimed to assess: 1) whether childhood and adolescence politics were prioritised and transversely addressed in budget planning; 2) whether budget execution aligned, or not, with the planning and priorities established by the Child and Adolescent Statute (ECA); 3) whether the public policies in the public budget favour more the promotion or, instead, the protection of rights of children and adolescents. According to the analysis of the PPAs and the LOAs, there are differences in each period concerning the visibility of children and adolescents in budget legislation, mainly between the PPAs developed under Dilma’s administration (2012- 2015 and 2016-2019) and the one under Bolsonaro’s administration (2020-2023). In terms of scheduling, the three periods delivered a planning short of what was necessary to meet the rights defined by the ECA and the guidelines and goals of the Ten-Year Plan for the Rights of Children and Adolescents, especially with regards to considering the diversity of Brazilian childhoods and adolescences and policies related to culture, sports, and leisure. LOAs do not correspond to the goals listed in the PPAs. Planning and financial execution are not in sync and no resource specifically allocated for children and adolescents was fully executed. Discrepancies were observed between the prioritisation discourse for early childhood and the actual investment. The federal government invests more in policies for promoting rights in terms of action volume and budgetary values; however, these policies are limited to a few areas and have not addressed inequities or achieved universal access to rights. The policy of cutting social spending and the experience of a pandemic caused significant social delays and setbacks that continue to be felt to this day. The realisation of full rights for all children and adolescents is still far off, making it essential for public budget to face this reality and prioritise, in its planning and execution, policies which actually improve the lives of all Brazilian boys and girls and contribute to the empowerment of their families.
metadata.dc.description.unidade: Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM)
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas para Infância e Juventude
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
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