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Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unb.br/handle/10482/51775
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Title: Ontogênese floral em Fabaceae Lindl., com ênfase no gineceu : abordagens sob MEV e anatômica
Authors: Caldeira, Cinthia Gracielly Rodrigues
Orientador(es):: Gomes, Sueli Maria
Coorientador(es):: Fagg, Christopher William
Assunto:: Flores - anatomia
Carpelos
Flores - desenvolvimento
Leguminosae
Vascularização
Issue Date: 27-Feb-2025
Citation: CALDEIRA, Cinthia Gracielly Rodrigues. Ontogênese floral em Fabaceae Lindl., com ênfase no gineceu: abordagens sob MEV e anatômica. 2024. 194 f. Tese (Doutorado em Botânica) — Universidade de Brasília, Brasília, 2024.
Abstract: Fabaceae é a terceira maior família das angiospermas e uma das famílias mais importantes da flora mundial, por sua riqueza florística e valor econômico, ecológico, medicinal e ornamental. Grande parte das flores da família apresentam um pedúnculo basal que eleva o gineceu, denominado estipe ou ginóforo. O termo ginóforo remete a uma estrutura de natureza caulinar e origem receptacular, distinta do carpelo. Sendo assim, a natureza, origem e desenvolvimento do pedúnculo basal foram investigados neste estudo, a fim de determinar a nomenclatura adequada para designá-lo e contribuir para a melhor compreensão da evolução do gineceu em Fabaceae. Para alcançar os objetivos propostos, o presente estudo investigou 18 espécies com morfologias diversas do pedúnculo basal, representativas da flora brasileira e de quatro subfamílias de Fabaceae (Papilionoideae, Caesalpinioideae, Detarioideae e Cercidoideae). Botões florais e flores de cada espécie foram investigados por meio da análise do desenvolvimento sob MEV e/ou do exame anatômico e de vascularização sob microscopia de luz. Em Bowdichia virgilioides, botões florais em estágios iniciais de desenvolvimento apresentam um cilindro vascular na base do carpelo, a partir do qual divergem os traços vasculares do ovário. Essa região com cilindro vascular corresponde a um pequeno pedestal, visualizado abaixo da fenda carpelar. Nos estágios tardios, meristemas intercalares surgem no receptáculo, alongando a base do carpelo e consequentemente elevando o gineceu e o pedestal, originando o ginóforo. A natureza caulinar e origem receptacular mostram que o pedúnculo que sustenta o gineceu de B. virgilioides corresponde a um ginóforo em sentido estrito. Por conseguinte, o estudo foi expandido para outros legumes papilionoides que apresentam uma diversidade morfológica significativa no ginóforo. As espécies que possuem ginóforo apresentaram resultados semelhantes ao verificado em B. virgilioides, diferindo apenas quanto à origem do alongamento do ginóforo, ou seja, pela região na qual ocorre o crescimento intercalar. Na maioria das espécies, o crescimento intercalar ocorre no próprio pedestal basal (Andira vermifuga, Vatairea macrocarpa e Arachis hypogaea), enquanto em Leptolobium brachystachyum o meristema emerge no receptáculo. Nas espécies que não apresentam ginóforo, a fenda carpelar estende-se até a base do carpelo, não havendo formação de pedestal. Portanto, nessas espécies, os traços carpelares partem do cilindro central no receptáculo. A fim de observar se essas características são constantes em outras subfamílias de Fabaceae, o estudo foi estendido para Caesalpinioideae (Enterolobium timbouva, Paubrasilia echinata, Libidibia ferrea e Moldenhawera emarginata). A anatomia do receptáculo, ginóforo e carpelo também foi avaliada em outras espécies de diferentes subfamílias, incluindo uma representante cercidoide e uma detarioide (Bauhinia acuruana, Hymenaea stigonocarpa, Chamaecrista repens, Senna macranthera, S. silvestris e Eriosema glabrum). Em todas as espécies analisadas os resultados foram semelhantes aos obtidos inicialmente em papilionoides. Morfologicamente, o ginóforo das leguminosas é bastante diverso, mas uniformemente, sua natureza é caulinar, divergindo da natureza carpelar do ovário. O ginóforo inicia como um pedestal, visualizado abaixo da fenda carpelar, nos estágios intermediários do desenvolvimento. Seu alongamento ocorre por crescimento intercalar, nos estágios tardios, com origem no pedestal basal ou no receptáculo. O pedestal basal é uma extensão do receptáculo e, por isso, o ginóforo que se origina dele também possui natureza caulinar. Diante do exposto, concluímos que ginóforo é o termo adequado para designar o pedúnculo que sustenta o ovário das leguminosas. Os dados morfo-anatômicos e de desenvolvimento, gerados no presente estudo e nos diversos estudos de ontogenia floral, foram discutidos e revisados com foco nas características do gineceu e ginóforo em Fabaceae, em um contexto filogenético atualizado. Os caracteres anatômicos são mais conservados do que os morfológicos. De maneira geral, a maioria dos caracteres morfológicos resulta de convergência evolutiva, evidenciando a capacidade de adaptação da família, que possibilitou a conquista de ambientes diversos. Fatores ambientais, sobretudo relacionados à polinização, interferem no meristema floral, causando mudançassutis no desenvolvimento, que, por sua vez, provocam alterações na morfologia floral.
Abstract: Fabaceae is the third largest family of angiosperms and one of the most important families in the world flora, due to its floristic richness and economic, ecological, medicinal and ornamental value. Most flowers in this family have a basal peduncle that elevates the gynoecium, called a stipe or a gynophore. The term gynophore refers to a structure of stem nature and receptacular origin, distinct from the carpel. Therefore, the nature, origin, and development of the basal peduncle were investigated in this study to determine the appropriate nomenclature to designate it and contribute to a better understanding of the evolution of the gynoecium in Fabaceae. To achieve the proposed objectives, the present study investigated 18 species with diverse morphologies of the basal peduncle, representative of the Brazilian flora and four subfamilies of Fabaceae (Papilionoideae, Caesalpinioideae, Detarioideae and Cercidoideae). Floral buds and flowers of each species were investigated through development analysis using SEM and/or anatomical and vascularization examination using optical microscopy. In Bowdichia virgilioides, flower buds in early stages have a vascular cylinder at the base of the carpel, from where the vascular traces of the ovary depart. This region with a vascular cylinder corresponds to a small pedestal, seen below the carpel suture. In the late stages, intercalary meristems appear in the receptacle, lengthening the carpel base and consequently elevating the gynoecium and the pedestal, forming the gynophore. The stem nature and receptacular origin revealed that the peduncle that supports the gynoecium of B. virgilioides corresponds to a gynophore stricto sensu. Therefore, the study was expanded to other papilionoid legumes that display significant morphological diversity in the gynophore. The species that have a gynophore showed results similar to those found in B. virgilioides, differing only in terms of the origin of elongation, that is, by the region where intercalary growth occurs. In most species, intercalary growth occurs on the basal pedestal itself (Andira vermifuga, Vatairea macrocarpa and Arachis hypogaea), while in Leptolobium brachystachyum the meristem emerges in the receptacle. In species that do not have a gynophore, the carpel cleft extends to the base of the carpel, without the formation of a pedestal. Therefore, in these species, the carpel traces depart from the central cylinder in the receptacle. To observe whether these characteristics are common in other subfamilies of Fabaceae, the study was extended to Caesalpinioideae (Enterolobium timbouva, Paubrasilia echinata, Libidibia ferrea and Moldenhawera emarginata). The anatomy of the receptacle, gynophore and carpel was also evaluated in other species from different subfamilies, including a cercidoid and a detarioid representative (Bauhinia acuruana, Hymenaea stigonocarpa, Chamaecrista repens, Senna macranthera, S. silvestris and Eriosema glabrum). In all species analyzed, the results were similar to those initially obtained in papilionoides. Morphologically, the legume gynophore is quite diverse, but uniformly, its nature is stem-like, diverging of the carpel nature of the ovary. The gynophore begins as a pedestal, seen below the carpelar cleft, in the intermediate stages of development. Its elongation occurs through intercalary growth, in the late stages, originating from the basal pedestal or receptacle. The basal pedestal is an extension of the receptacle and, therefore, the gynophore that originates from it also has a stem nature. Given the above, we conclude that gynophore is the appropriate term to designate the stem that supports the ovary of legumes. The morphoanatomical and developmental data generated in the present study and in the various studies of floral ontogeny were discussed and reviewed, focusing on the characteristics of the gynoecium and gynophore, in an updated phylogenetic context. Anatomical characters are more conserved than morphological ones. In general, most morphological characters result from evolutionary convergence, highlighting the ability of the family to adapt, which made it possible to conquer diverse environments. Environmental factors, especially those related to pollination, affect the floral meristem, causing subtle changes in development, which, in turn, cause changes in floral morphology.
metadata.dc.description.unidade: Instituto de Ciências Biológicas (IB)
Departamento de Botânica (IB BOT)
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Botânica
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
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