http://repositorio.unb.br/handle/10482/51462
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Titre: | Filogenia, tempo de divergência, origem e morfologia de Banisteriopsis C.B.Rob. ex Small com ênfase nos etnotaxa de Banisteriopsis caapi (Spruce ex Griseb.) Morton (Malpighiaceae) |
Auteur(s): | Santos, Thais Aparecida Coelho dos |
Orientador(es):: | Oliveira, Regina Célia de |
Assunto:: | Amazônia Cerrado Morfoanatomia Etnotaxa Etnotipo Ayahuasca (bebida psicoativa) Santo Daime |
Date de publication: | 4-fév-2025 |
Data de defesa:: | 6-jui-2022 |
Référence bibliographique: | SANTOS, Thais Aparecida Coelho dos. Filogenia, tempo de divergência, origem e morfologia de Banisteriopsis C.B.Rob. ex Small com ênfase nos etnotaxa de Banisteriopsis caapi (Spruce ex Griseb.) Morton (Malpighiaceae). 2022. 158 f. Tese (Doutorado em Botânica) — Universidade de Brasília, Brasília, 2022. |
Résumé: | Banisteriopsis caapi (Spruce ex Griseb.) C.V. Morton é uma das espécies amplamente utilizada na preparação do chá Ayahuasca, uma bebida enteógena proveniente das culturas indígenas amazônicas. São reconhecidas pelas comunidades Ayahuasqueiras que cultivam cipó, o estabelecimento de “Tipos”, aqui denominados “etnotaxa”. Intrigados com essa problemática da vinculação ou não dos etnotaxa à taxa formal B. caapi, surgiram as perguntas que delinearam esta tese: 1. “Os etnotaxa reconhecidos pelas comunidades Ayahuasqueiras urbanas brasileiras são B. caapi ou pertencem a outra espécie já descrita? 2. Os etnotaxa podem ser considerados como taxa, seguindo os parâmetros da ciência formal, ou seja, a circunscrição mais aceita de B. caapi é satisfatória? 3. Banisteriopsis caapi poderia ser uma espécie domesticada e recente? Para reponder a estas questões foram desenvolvidos três capítulos, tentando usar as melhores ferramentas metodológicas. Para os capítulos um e três, de modo geral foram sequenciadas as regiões plastidiais trnL-F, matK, psbA-trnH, trnK, rpL32-trnL, e ndhF, e o espaçador interno transcrito do rDNA nuclear (ITS). No capítulo um, foram realizadas análises filogenéticas. E em todas as análises os etnotaxa formam um clado a espécie B. caapi, não se colocando próximo a outra espécie de Banisteriopsis. Ao passo que B. schwannioides aparece como espécie próxima a B. caapi, bem como B. variabilis e outras espécies que Gates comenta em seu estudo. No capítulo dois, foi realizado um estudo de reconstrução da área ancestral e tempo de divergência, do gênero Banisteriopsis e de B. caapi. Assim, Banisteriopsis teve origem no Mioceno há cerca de 20 milhões de anos e a sua diversificação coincide com a expansão de áreas secas na América do Sul. Mostrando que o Cerrado serviu de fonte de espécies para as florestas tropicais neotropicais como a Amazônia e a Mata Atlântica, num padrão inverso ao que ocorre para a maioria das taxas neotropicais. Para B. caapi, foi demonstrado uma provável origem amazônica reforçando as provas arqueológicas de uma troca milenar de usos e conhecimentos sobre plantas entre os povos amazônicos. No capítulo três, foram analisadas 90 amostras de B. caapi abrangendo os etnotaxa: Arara, Caupuri, Ourinho, Pajezinho, Quebrador e Tucunacá. Para análise de dados das sequências de DNA foram realizadas: análise de Componentes principais (PCA), Modelos Mistos Gaussianos (MMGs), análise Multivariada Permutacional de Variância (PERMANOVA), as análises BarcondingGap, Meier’s Best close match, Neighbour-Joining (NJ) e Rosenberg’s probability of reciprocal monophyly. As análises moleculares mostraram que não existem diferenças significativas entre os etnotaxa, ao passo que, as análises morfológicas mostraram que os grupos possuem correpondência com a etnoclassificação. Assim, os etnotaxa de B. caapi, não pertencem a outra espécie, e as diferenças na morfologia externa e interna sugere que os etnotaxa podem estar passando por um processo de domesticação. Dessa forma, este trabalho mostra que os etnotaxa analisados aqui não pertencem a outra espécie, e incita novas pesquisas para entender melhor a etnoclassificação. |
Abstract: | Banisteriopsis caapi (Spruce ex Griseb.) C.V. Morton is one of the species widely used in the preparation of Ayahuasca tea, an entheogenic drink originating from Amazonian indigenous cultures. The Ayahuasca communities that cultivate cipó are recognized by the establishment of "Types", here called "etnotaxa". Intrigued by this problematic of the linking or not of etnotaxa to the formal B. caapi taxa, the questions that outlined this thesis emerged: 1. "Are the etnotaxa recognized by Brazilian urban Ayahuasca communities B. caapi or do they belong to another species already described? 2. Can the etnotaxa be considered as taxa, following the parameters of formal science, i.e. is the most accepted circumscription of B. caapi satisfactory? 3. Could Banisteriopsis caapi be a recent domesticated species? To answer these questions, three chapters were developed, trying to use the best methodological tools. For chapters one and three, overall, the plastidial regions trnL-F, matK, psbA-trnH, trnK, rpL32-trnL, and ndhF, and the nuclear rDNA internal transcribed spacer (ITS) were sequenced. In chapter one, phylogenetic analyses were performed. And in all the analyses the etnotaxa form a clade to the species B. caapi, not placing itself close to another species of Banisteriopsis. On the other hand, B. schwannioides appears as a species close to B. caapi, as well as B. variabilis and other species that Gates comments on in his study. In chapter two, a reconstruction study of the ancestral area and time of divergence, of the genus Banisteriopsis and B. caapi, was conducted. Thus, Banisteriopsis originated in the Miocene about 20 million years ago and its diversification coincides with the expansion of dry areas in South America. Showing that the Cerrado served as a source of species for neotropical tropical forests such as the Amazon and the Atlantic Rainforest, in an inverse pattern to what occurs for most Neotropical taxa. For B. caapi, a probable Amazonian origin was demonstrated reinforcing archaeological evidence of a millennial exchange of plant uses and knowledge among Amazonian peoples. In chapter three, 90 samples of B. caapi were analyzed covering the etnotaxa: Arara, Caupuri, Ourinho, Pajezinho, Quebrador and Tucunacá. For data analysis of the DNA sequences we performed: principal component analysis (PCA), Gaussian Mixed Models (MMGs), Permutational Multivariate Analysis of Variance (PERMANOVA), the BarcondingGap analysis, Meier's Best close match, Neighbour-Joining (NJ) and Rosenberg's probability of reciprocal monophyly. The molecular analyses showed that there are no significant differences between the etnotaxa, whereas, the morphological analyses showed that the groups have correlpondence with ethnoclassification. Thus, the etnotaxa of B. caapi do not belong to another species, and the differences in external and internal morphology suggest that the etnotaxa may be undergoing a domestication process. Thus, this work shows that the etnotaxa analyzed here do not belong to another species, and incites further research to better understand ethnoclassification. |
metadata.dc.description.unidade: | Instituto de Ciências Biológicas (IB) Departamento de Botânica (IB BOT) |
metadata.dc.description.ppg: | Programa de Pós-Graduação em Botânica |
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Collection(s) : | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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