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Título: Psiquê na pólis : individuação e desenvolvimento político da personalidade
Autor(es): Gui, Roque Tadeu
Orientador(es): Silva Neto, Norberto Abreu e
Assunto: Personalidade
Psicologia política
Individuação
Data de publicação: 24-Jun-2005
Data de defesa: 24-Jun-2005
Referência: TADEU, Roque Tadeu. Psiquê na pólis: individuação e desenvolvimento político da personalidade. 2005. 233 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia)-Universidade de Brasília, Brasília, 2005.
Resumo: Este estudo analisa as relações existentes entre individuação - processo de desenvolvimento psicológico proposto pela Psicologia Analítica - e desenvolvimento político da personalidade. Vinte e quatro terapeutas das cidades de São Paulo e Brasília, de ambos os sexos e diferentes orientações clínicas, responderam a um questionário, e 7 deles participaram de grupo focal sobre o tema "clínica e política". Os terapeutas compreendem as questões políticas como "pano de fundo" das questões pessoais. Consideram inadequado iniciar conversa sobre temas políticos na sessão, porém não evitam conversas iniciadas pelos próprios pacientes. Questões econômicas, segurança e violência na sociedade, mundo do trabalho, diferenças ou conflitos de gênero, preocupações ambientais, política nacional, preconceitos relacionados à raça/etnia, à velhice feminina e à localidade geográfica de origem do paciente são temas que surgem com freqüência. A maneira de lidar com material político é preferencialmente "simbólicainterpretativa", embora muitas vezes se apresente associada com uma maneira "realista" de considerar o tema, ou com a busca de significado para o paciente. A maior parte dos terapeutas não recebeu formação terapêutica especializada para o manejo de material político. De maneira geral, apresentam uma história de engajamento político pessoal mais intenso no passado do que no presente e acreditam que o amadurecimento profissional favorece o manejo da temática política. O desenvolvimento político da pessoa é percebido como decorrente do desenvolvimento psicológico ou, então, sendo favorecido por este, mas não ocorrendo necessariamente. Os terapeutas entendem que engajamentos políticos muitas vezes são sintomas de mal-funcionamernto psíquico e não identificam as experiências sociopolíticas como um estímulo ao desenvolvimento psíquico. O estudo confirma a observação de A. Samuels (1995) de que há uma cisão entre a "face pública" da profissão, que se apresenta apolítica, e a "face privada", representada por profissionais que têm uma história política e que vivem engajamentos. Sugere-se o aprofundamento dos estudos sobre as relações entre desenvolvimento psicológico e desenvolvimento político da personalidade para subsidiar as diversas abordagens psicoterápicas no manejo de material político que se apresenta na situação terapêutica. __________________________________________________________________________________ ABSTRACT
This study analyses the relations between individuation - psychologycal development process as proposed by Analytical Psychology - and personality political development. Twenty four therapists from São Paulo and Brasília, from both genders and different clinical orientations, answered a survey and seven of them participated of a focal group about the subject of "clinical practice and politics". Therapists understand political issues as a background personal issues. They evaluate as inapropriate to initiate a talk about political issues with patients in a therapeutic session, however they don't avoid talking about it when the initiative comes from the patients. Economics issues, security and violence in society, labour world, gender differences or conflicts, ambiental concerns, national politics and race/ethnicity, female old age and regional origin prejudices are frequent subjects. The way of dealing with political issues is prefferently "simbolic-interpretative", although many times associated with a "realistic" form of considering the subject or with the search of meaning for the patient. The majority of therapists haven't received any especialized therapeutic formation to deal with political isssues. In general, they have had a molre intense personal political participation in the past than in the present and they believe that professional maturity helps dealing with political topics. The personal political development is understood as consequence of psychological development or then as being supported by it, but it may not occur necessarily. Many times the therapists understand political involvement as malfunctioning of the psyche symptom and don't identify sociopolitical experiences as stimulus to development of the psyche. The study confirms A. Samuels (1995) conclusion about the split between the profession public aspects, that appear in an apolitic way, and the privated aspects, representated by professionals that have a political history and participation. Greater deps in the studies about the relations between psychological development and political development that may support the different approaches in dealing with political topics in therapeutic situation is suggested.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, 2005.
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