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Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unb.br/handle/10482/5082
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Title: Atividade de constituintes micromoleculares de Renealmia alpinia (Rottb.) Maas (Zingiberaceae) sobre Leishmania (Leishmania) chagasi
Authors: Marchese, Renata Machado
Orientador(es):: Espindola, Laila Salmen
Assunto:: Leishmaniose - tratamento
Leishmania
Issue Date: 23-Jun-2010
Citation: MARCHESE, Renata Machado. Atividade de constituintes micromoleculares de Renealmia alpinia (Rottb.) Maas (Zingiberaceae) sobre Leishmania (Leishmania) chagasi. 2009. 147 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)-Universidade de Brasília, Brasília, 2009.
Abstract: As leishmanioses correspondem a um complexo de doenças tropicais causadas por protozoários pertencentes ao gênero Leishmania e encontram-se entre as seis endemias consideradas prioritárias no mundo. Suas manifestações clínicas podem variar de lesões cutâneas benignas a lesões mucocutâneas desfigurantes e destrutivas ou à forma visceral, fatal se não tratada. Sua incidência tem aumentado por diversos fatores, dentre eles a co-infecção com o HIV, que dificulta o êxito da farmacoterapia. O tratamento atualmente disponível inclui os antimoniais pentavalentes como medicamentos de primeira escolha e a pentamidina e a anfotericina B, como segunda escolha, além da miltefosina, já registrada em alguns países. Entretanto, problemas de toxicidade e alto custo associados ao uso destes medicamentos, além de casos de resistência, limitam sua utilização. Existe, portanto, uma necessidade urgente de se buscar novos compostos que possibilitem opções terapêuticas para o tratamento das leishmanioses. Extratos ou compostos de origem vegetal podem constituir-se em um valioso início pela busca de novos agentes terapêuticos. Uma triagem in vitro previamente realizada em nosso laboratório sobre formas promastigotas de Leishmania amazonensis, identificou a atividade do extrato hexânico das folhas de Renealmia alpinia, com IC50 de 40,58 μg/mL. O extrato hexânico de folhas e pseudocaules de Renealmia alpinia (Rottb.) Maas (Zingiberaceae) foi então testado e apresentou atividade sobre formas promastigotas de Leishmania (Leishmania) chagasi, com IC50 de 22,81 μg/mL. O fracionamento químico biomonitorado do extrato ativo sobre Leishmania (Leishmania) chagasi em coluna cromatográfica resultou na obtenção de 24 grupos, reunidos segundo atividade anti- Leishmania e perfil cromatográfico em CCD. O grupo D3, com um IC50 de 19,41 μg/mL, foi obtido em maior quantidade a partir de nova coluna e então fracionado. Seu fracionamento resultou na obtenção de 26 sub-grupos, reunidos segundo perfil cromatográfico. Destes, o sub-grupo D3-9 permitiu o isolamento do 2,4-di-hidroxi-6-(fenileteno)-benzoato de metila e do 2,4-di-hidroxi-6-(feniletano)-benzoato de metila, elucidados por meio de técnicas espectrométricas de ressonância magnética nuclear (RMN) de uma dimensão (1D) (1H e 13C) e bidimensional (2D) (COSY, HSQC e HMBC) e de infra-vermelho (IV). Até onde conhecemos, o 2,4-di-hidroxi-6-(fenileteno)-benzoato de metila é inédito na espécie Renealmia alpinia, na família Zingiberaceae e como composto natural tendo sido obtido previamente apenas por síntese. Seus dados de RMN de 13C, COSY, HSQC e HMBC são inéditos. Já o composto 2,4-di-hidroxi-6-(feniletano)-benzoato de metila é inédito na espécie Renealmia alpinia, entretanto, foi previamente isolado dos rizomas de Boesenbergia rotunda (Zingiberaceae) e também obtido por síntese. Seus dados de RMN de 13C, COSY, HSQC e HMBC são inéditos. Quanto à atividade anti-Leishmania, estes dois compostos apresentaram IC50 >100 μg/mL não sendo, portanto, os compostos responsáveis pelo potencial anti- Leishmania observado para o sub-grupo D3-9 e para a espécie. Entretanto, são substâncias inéditas na espécie Renealmia alpinia, cuja composição química é pouco conhecida. Quanto à atividade anti-Leishmania da planta, esta apresenta, em sua composição, outros grupos e subgrupos provenientes do fracionamento cromatográfico do extrato que, em triagem, apresentaram-se ativos sobre Leishmania (Leishmania) chagasi, como AcOEt2, com IC50 de 7,12 μg/mL, D4, com IC50 de 3,08 μg/mL e D3-11 e D3-16, com IC50 de 12,23 e 15,25 μg/mL, respectivamente. Tais grupos e/ou sub-grupos permanecem como promissores para novos estudos na busca de opções terapêuticas para o controle das leishmanioses. Estão sendo obtidos em maiores quantidades para prosseguimento dos estudos. _____________________________________________________________________________________ ABSTRACT
Leishmaniasis is a complex of tropical disease caused by protozoa belonging to the genus Leishmania and it is among the six most important endemic diseases in the world. Its clinical manifestations can vary from benign cutaneous injuries to the disfiguring and destructive mucosal lesions or to the visceral form, fatal if not treated. Its incidence has increased for several factors, including co-infection with the HIV which hampers the success of the pharmacotherapy. The currently available treatment includes pentavalent antimony as first choice and the pentamidine and the amphotericin B, as second-line drugs, in addition to the miltefosine, already registered in some countries. However, problems of toxicities and high cost associated to the use of these medicines, beyond resistance cases, limit their use. So,there is an urgent need to find new compounds that provide therapeutics options for the treatment of leishmaniasis. Extracts or compounds from plants can consist in a valuable beginning on search for new therapeutics agents. An in vitro screening previously carried out in our laboratory against promastigotes forms of Leishmania amazonensis identified activity for the hexane extract of Renealmia alpinia leaves, with an IC50 of 40,58 μg/mL. The hexane crude extract of Renealmia alpinia (Rottb.) Maas (Zingiberaceae) leaves and pseudostems was then tested and showed activity against promastigotes forms of Leishmania (Leishmania) chagasi, with IC50 of 22,81 μg/mL. The chemical bioguided fractionation of the crude extract active against Leishmania (Leishmania) chagasi in chromatographic column produced 24 groups, congregated according to anti-Leishmania activity and chromatographic profile in TLC. The D3 group, with IC50 of 19,41 μg/mL, was gotten in greater quantify from a new column and then fractionated. Its fractionation resulted in 26 sub-groups, congregated according to chromatographic profile. Of these, the D3-9 sub-group allowed the isolation of 2,4-dihydroxy- 6-(phenylethene)-methyl benzoate and of 2,4-dihydroxy-6-(phenylethane)-methyl benzoate, elucidated by spectrometric techniques of nuclear magnetic resonance (NMR) (1D) (1H, 13C) e (2D) (COSY, HSQC, HMBC) and infra-red spectroscopy (IR). To the best of our knowledge, 2,4-dihydroxy-6- (phenylethene)-methyl benzoate is unpublished in Renealmia alpinia, in Zingiberaceae family and as natural compound and it was previously gotten by synthesis. Your NMR 13C, COSY, HSQC e HMBC data are unpublished. The compound 2,4- dihydroxy-6-(phenylethane)-methyl benzoate is unpublished in Renealmia alpinia specie, however, it was previously isolated from Boesenbergia rotunda rhizomes (Zingiberaceae) and it was also obtained by synthesis. Your NMR 13C, COSY, HSQC e HMBC data are unpublished. Against Leishmania (Leishmania) chagasi, both compounds showed IC50 > 100 μg/mL and, therefore, are not the antileishmanial compounds from the D3-9 subgroup and Renealmia alpinia specie. However, are unpublished in Renealmia alpinia specie, which chemical composition is almost unknown. Other groups and sub-groups proceeding from the crude extract and that had showed activity against Leishmania (Leishmania) chagasi during the study, as AcOEt2, with IC50 of 7,12 μg/mL, D4, with IC50 of 3,08 μg/mL and D3- 11 and D3-16, with IC50 of 12,23 and 15,25 μg/mL remain as promising for new studies in the search for therapeutics options for leishmaniasis control. They are being obtained in larger quantities for further studies.
Description: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, 2009.
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