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Título: A Primavera Árabe na Palestina : a escolha pela união nacional a partir das privações relativas
Outros títulos: The Arab Spring in Palestine : the choice for national union based on relative deprivation
Autor(es): Marques, Rafael Diógenes
Orientador(es): Pinto, Vânia Isabel Carvalho
Assunto: Primavera Árabe
Palestina
União nacional
Data de publicação: 30-Mai-2018
Data de defesa: 7-Mar-2018
Referência: MARQUES, Rafael Diógenes. A Primavera Árabe na Palestina: a escolha pela união nacional a partir das privações relativas. 2018. 116 f., il. Dissertação (Mestrado em Relações Internacionais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.
Resumo: A Primavera Árabe gerou demonstrações de violência política em diversos países do Oriente Médio e Norte da África. Em relação à Palestina, apesar das expectativas de ocorrência de uma Terceira Intifada, os protestos ocorridos no início de 2011 não foram de grande magnitude. O principal pleito da população foi a união política nacional, em razão da divisão política entre os principais partidos nacionais, Hamas e Fatah, desde 2006. A pesquisa parte dessas constatações para avaliar o processo que levou à ocorrência desses protestos no âmbito da Primavera Árabe, na Palestina. Sugere-se que a população acumulou maiores frustrações em razão da união nacional e que a Primavera Árabe atuou como catalisador dos protestos. O marco teórico adotado é a teoria das privações relativas de Ted Gurr. As percepções dos indivíduos relativamente a suas condições, compreendidas através dos conceitos de valores, valores-capacidade e valores-expectativa, tem o intuito de explicar processos de frustração. São utilizadas pesquisas de opinião realizadas por institutos de pesquisa para avaliar as percepções da população palestina. Identificaram-se quatro valores principais para os palestinos: redução da pobreza e desemprego, unificação política nacional, redução da corrupção e fim da ocupação militar israelense. Esses valores são os que mais impactam o processo de frustração da população. Analisou-se a evolução do processo de frustração desses quatro valores entre o período de 2006 a 2010. Identificou-se maior intensidade nas frustrações para união nacional, como previsto, porém diferenciação inesperada entre as frustrações de Gaza e da Cisjordânia, o que gerou maior mobilização da primeira. Ao se analisar 2011 a 2013, verificou-se que a reação dos governos do Hamas e do Fatah e os insucessos da Primavera Árabe em outros países afetaram o processo de frustração da população palestina e contribuíram para a curta duração dos protestos no país.
Abstract: The Arab Spring caused demonstrations of political violence in several countries in the Middle East and North Africa. Regarding Palestine, despite the expectations of a Third Intifada, protests in early 2011 were not of great magnitude. The main pledge of the population was the national political union, due to the political division between the main national parties, Hamas and Fatah, since 2006. The research starts from these findings to evaluate the process that led to the occurrence of these protests in the context of the Arab Spring, in Palestine. It is suggested that the population accumulated greater frustrations due to the national union and that the Arab Spring acted as a catalyst for the protests. The theoretical framework adopted is Ted Gurr's relative deprivation theory. The perceptions of individuals regarding their conditions, understood through the concepts of values, value-capacities and value-expectations, is intended to explain frustration processes. This reserach uses opinion polls conducted by research institutes to assess the perceptions of the Palestinian population regarding their value-capacities and value-expectations. Based on the research, four main values were identified for Palestinians: poverty and unemployment reduction, national political unification, reduction of corruption and end of Israeli military occupation. These values are what most impact the process of frustation of the people. The research analyzed the evolution of the frustration process of these four figures between the period of 2006 to 2010. A greater intensity of frustrations related to the national unity was identified, as expected, as well as an unexpected differentiation between the frustrations of Gaza and the West Bank, which generated greater mobilization of the former. When analyzing 2011-2013, it was found that the reactions of Hamas and Fatah governments and the Arab Spring failures in other countries affected the frustration of the Palestinian population and contributed to the short duration of the protests in the country.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Relações Internacionais, 2018.
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