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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.unb.br/handle/10482/9962
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Title: Propriedades físicas, químicas e bioquímicas de pequi (Caryocar brasiliense camb.) de diferentes regiões do cerrado
Authors: Ribeiro, Débora Melo
Orientador(es):: Naves, Maria Margareth Veloso
Assunto:: Pequi
Alimentos - análise
Alimentos - composição
Issue Date: 15-Feb-2012
Citation: RIBEIRO, Débora Melo. Propriedades físicas, químicas e bioquímicas de pequi (Caryocar brasiliense camb.) de diferentes regiões do cerrado. 2011. 63 f., il. Dissertação(Mestrado em Nutrição Humana)-Universidade de Brasília, Brasília, 2011.
Abstract: O Cerrado possui grande diversidade de frutos, destacando-se o pequi, que parece possuir um bom potencial antioxidante pela presença de compostos bioativos em sua polpa, porém é pouco explorado em pesquisas. Diante da importância do estudo dos compostos bioativos e sua atividade antioxidante, assim como da biodiversidade do bioma Cerrado, é relevante pesquisas que considerem as diferenças físicas, químicas e bioquímicas de frutos oriundos de diferentes regiões do Cerrado. Este estudo envolveu a investigação de compostos bioativos e atividade antioxidante na polpa de frutos de pequi oriundos de oito diferentes regiões do Cerrado de quatro estados (Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Tocantins), considerando suas diferenças físicas, químicas e bioquímica. Para análise física, avaliou-se: massas do fruto, mesocarpo e caroço; diâmetros do fruto e caroço; alturas do fruto e caroço; número de caroços, e massa e rendimento da polpa, além da análise de cor. A polpa dos frutos foi analisada quanto à composições centesimal e em ácidos graxos, teores de compostos fenólicos e carotenoides totais e potencial antioxidante, segundo metodologias padronizadas na literatura. As características físicas que apresentaram maiores coeficientes de variação foram: massas da polpa e mesocarpo e número de caroços. Constataram-se menores coeficientes de variação para o diâmetro e a altura do caroço. Os frutos que apresentaram maior rendimento de polpa foram oriundos de Goiás (região 1) e Tocantins (região 2), com rendimento médio de 37%. Em relação à cor, os frutos provenientes de Goiás (regiões 1 e 2) e de Tocantins (região 2) apresentaram maiores valores de luminosidade (L) e menores valores do parâmetro de croma a*, indicando frutos mais claros. Já os frutos de Minas Gerais (região 2) tiveram menores valores de L e maiores valores de a*, sugerindo frutos com maior tonalidade vermelha. Os frutos que apresentaram maiores valores de b* foram oriundos de Tocantins (regiões 1 e 2) e de Minas Gerais (região 1). Os frutos considerados menos amarelos foram os de Goiás (regiões 1 e 2) e de Minas Gerais (região 2). Quanto à composição centesimal, os frutos provenientes de Mato Grosso apresentaram maiores teores de lipídios (média=32 g.100g-1), ao contrário daqueles de Minas Gerais (região 1) e Tocantins (região 2), (média=15 g.100g-1). Na composição em ácidos graxos, houve prevalência de ácidos graxos monoinsaturados, principalmente o ácido oleico, em todos os frutos. Os frutos com maiores teores de fenólicos foram procedentes de Goiás e Minas Gerais (215 a 335 mg GAE.100g-1). As maiores concentrações de carotenoides totais foram constatadas nos frutos oriundos de Minas Gerais e Mato Grosso (15.000 a 20.000 μg.100g-1). Em contrapartida, os pequis provenientes de Tocantins e Goiás (regiões 2) apresentaram menores teores de carotenoides totais (3.707 e 7.209 μg.100g-1, respectivamente). A variável carotenoides se correlacionou positivamente com parâmetro de croma a* e lipídios. Com relação à atividade antioxidante, todos os extratos apresentaram capacidade de sequestrar o radical livre DPPH, porém inferior ao padrão BHT. Os extratos aquosos apresentaram maiores atividades antioxidantes, com valores médios de EC50 de 188,86 μg.mL-1. Pode-se concluir que as características físicas e químicas do pequi são bastante influenciadas pela região de origem dos frutos; a cor dos frutos é influenciada pelos teores de carotenoides, e estes pela concentração de lipídios da polpa dos frutos e a polpa de pequi é rica em compostos fenólicos e carotenoides, possuindo boa capacidade antioxidante. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT
The Cerrado has a wide variety of fruits, especially pequi, which seems to have a good antioxidant potential for the presence of bioactive compounds in this pulp, but it has been poorly explored in researches. Given the importance of the study of bioactive compounds and their antioxidant activity, as well as the biodiversity of the Cerrado biome, researches considering physical, chemical and biochemical differences between fruits from different regions of the Cerrado are relevant. This study involved the investigation of bioactive compounds and antioxidant activity in pulp pequi fruit from eight different regions of the Cerrado of four states (Goiás, Mato Grosso, Tocantins and Minas Gerais), considering their physical, chemical and biochemical differences. For physical analysis, it was evaluated: fruit flesh and core masses, fruit and core diameters, fruit and core heights, number of cores, and pulp mass and yield, in addition to color analysis. The pequi pulp was analyzed for chemical and fatty acid compositions, total phenolic compound and carotenoids contents and antioxidant potential, according to standardized methodologies in literature. Physical characteristics showed that higher variation coefficients were: pulp and mesocarp masses and number of cores. Lower variation coefficients were observed for core diameter and height. The fruits which had higher pulp yield were from Goiás (region 1) and Tocantins (region 2), with average of 37%. Regarding color, fruits from Goiás (regions 1 and 2) and Tocantins (region 2) showed higher values of lightness (L) and lower values of chroma parameter a*, indicating lighter fruits. Fruits from Minas Gerais (region 2) had lower L and higher a* values, suggesting deeper red fruits. Fruits that had higher b* values were derived from Tocantins (regions 1 and 2) and Minas Gerais (region 1). Fruits considered light yellow were from Goiás (regions 1 and 2) and Minas Gerais (region 2). Regarding to chemical composition, fruits from Mato Grosso showed higher lipid levels (mean=32 g.100g-1), unlike those from Minas Gerais (region 1) and Tocantins (region 2), (mean=15 g. 100g-1). In the fatty acid composition, there was a prevalence of monounsaturated fatty acids, mainly oleic acid, in all fruits. Fruits with higher phenolics concentrations were native of Goias and Minas Gerais (215-335 mg GAE.100g-1). The highest total carotenoids concentrations were found in fruits from Minas Gerais and Mato Grosso (15,000 to 20,000 μg.100g-1). In contrast, pequis from Goiás and Tocantins (region 2) had lower levels of total carotenoids (3707 and 7209 μg.100g-1, respectively). The variable carotenoid was positively correlated with chroma parameter a* and lipids. Concerning to antioxidant activity, all extracts showed ability to sequester the free radical DPPH, but less than the standard BHT. Aqueous extracts showed higher antioxidant activities, with mean values of EC50 of 188.86 μg.mL-1. It can be concluded that physical and chemical characteristics of pequi are greatly influenced by region of origin of the fruit; the fruit color is influenced by carotenoids leves and these by lipid concentration in pulp fruits and pequi pulp is rich in phenolic compounds and carotenoids, implying in a good antioxidant capacity.
Description: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Programa de Pós-Graduação em Nutrição Humana, 2011.
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