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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.unb.br/handle/10482/6932
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Title: Aleitamento materno : ações de promoção e de duração em maternidade amiga da criança, Goiânia, Goiás
Authors: Sousa, Lucilene Maria de
Orientador(es):: Costa, Teresa Helena Macedo da
Assunto:: Amamentação
Lactentes - desmame
Epidemiologia
Issue Date: 23-Feb-2011
Citation: SOUSA, Lucilene Maria de. Aleitamento materno: ações de promoção e de duração em maternidade amiga da criança, Goiânia, Goiás. 2010. 162 f. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde)-Universidade de Brasília, Brasília, 2010.
Abstract: INTRODUÇÃO: Embora os estudos sejam unânimes em atestar que o leite humano é o alimento essencial nos primeiros anos de vida da criança, a duração do aleitamento materno no Brasil apresenta-se bem abaixo das recomendações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde do Brasil. OBJETIVOS: a) verificar os principais fatores que interferem na iniciação e duração do aleitamento materno e estratégias pró-amamentação; b) verificar o impacto de programas e estratégias para incentivo à amamentação no território nacional no período pós-natal; e c) conhecer os determinantes da duração do aleitamento materno em crianças nascidas em maternidade amiga da criança. METODOLOGIA: Para cada objetivo delinearam-se os seguintes métodos, respectivamente: a) fez-se um levantamento bibliográfico em bases eletrônicas, dos últimos dez anos, sobre as estratégias existentes para a promoção e os entraves da amamentação; b) fez-se um levantamento em bases de dados eletrônicos de estudos que avaliaram ações de incentivo e apoio à amamentação durante o período pós-natal no território brasileiro de 1994 a 2008; c) realizou-se um estudo longitudinal envolvendo 363 crianças de 0 a 12 meses, nascidas em maternidade amiga da criança, na região noroeste de Goiânia, GO. A função de sobrevida das categorias de aleitamento materno foi estimada pelo método de Kaplan-Meier. Os fatores associados à duração do aleitamento materno foram obtidos por modelos de censura intervalar pela distribuição de Weibull. O nível de significância considerado foi de 5%. RESULTADOS: Diversos fatores socioculturais e biológicos influenciam na capacidade da mãe em amamentar o seu filho. Em adição a isso, existem as questões que perpassam o ambiente familiar, as orientações dadas pelos profissionais de saúde no campo da amamentação, além da mídia e do marketing dirigido à alimentação infantil. Estudos demonstram que as ações pró-amamentação no período pós-natal favorecem a duração da amamentação. O presente estudo, realizado em maternidade amiga da criança, revelou baixa duração em todas as modalidades de aleitamento investigadas, especialmente o aleitamento materno exclusivo. As durações medianas de aleitamento materno, aleitamento materno predominante e aleitamento materno exclusivo foram de 215 dias, 93 dias e 14 dias, respectivamente. Os fatores protetores da amamentação foram: mãe não consumir álcool durante a gestação e não ter a intenção de oferecer chupeta à criança, renda mensal per capita maior ou igual a meio salário mínimo, escolaridade materna maior do que oito anos, número de consultas de pré-natal maior ou igual a seis e experiência em amamentar filho anterior. CONCLUSÕES: Verificaram-se baixos índices de aleitamento materno nas crianças nascidas na maternidade amiga da criança situada na região noroeste de Goiânia. O sucesso da amamentação depende da condição vivenciada pelo trinômio mãe-filho-família e, para promover e apoiar a amamentação, devem ser considerados todos os fatores que influenciam nesse processo. A essencialidade da continuidade das ações de promoção e incentivo além do período pré-natal ficou evidenciada. A inserção do tema amamentação no currículo escolar, a promoção do aleitamento no período pré e pós-natal de forma dialogada entre profissionais habilitados da atenção básica e da maternidade amiga da criança com as nutrizes, ambiente favorável de incentivo e apoio à amamentação nas unidades básicas de saúde, melhora das condições socioeducacionais da população da região alavancadas pelos gestores locais são ações indicadas. _______________________________________________________________________________________ ABSTRACT
INTRODUCTION: Although a variety of studies unanimously certify that human milk is the essential food in the first years of life, breastfeeding duration in Brazil is much lower than recommendations of the World Health Organization and the Brazilian Ministry of Health. OBJECTIVES: a) assess the main factors that interfere in the initiation and duration of breastfeeding and pro-breastfeeding strategies; b) assess the impact of programs and strategies to stimulate breastfeeding in Brazil in the post-natal period; c) know the determinants of breastfeeding duration for babies delivered at a baby-friendly maternity. METHODOLOGY: For each of the objectives stated the following methods were outlined, respectively: a) a literature review was carried out in electronic databases, for the last ten years, searching for strategies to promote and factors that prevent breastfeeding; b) a literature review was carried out in electronic databases searching for studies that evaluated actions to stimulate and support breastfeeding during the post-natal period in Brazil from 1994 to 2008; c) a longitudinal study was conducted with 363 infants from 0 to 12 months of age, delivered at a baby-friendly maternity, in the northwest region of Goiânia, in the state of Goiás, Brazil. The Kaplan-Meier method was applied to estimate the survival function of breastfeeding categories. The factors associated to breastfeeding duration were obtained through interval censored models using Weibull distribution. The level of significance was set at 5%. RESULTS: Several sociocultural and biological factors influence the mother’s capacity to breastfeed her baby, as well as other factors such as family, health professionals counseling for breastfeeding, and the media and marketing campaigns directed to baby food. A number of studies have demonstrated that pro-breastfeeding actions during the post-natal period favor breastfeeding duration. The present study, performed in a baby-friendly maternity, revealed low duration of all the types of breastfeeding assessed, especially exclusive breastfeeding. The median durations of breastfeeding, predominant breastfeeding, and exclusive breastfeeding were 215 days, 93 days, and 14 days, respectively. Protective factors for breastfeeding were: not drinking alcohol during pregnancy, mothers that did not have the intention to offer the baby a pacifier, monthly per capita income higher or equal half a minimum salary, mother presenting more than eight years of formal education, number of pre-natal consultations higher or equal six, and previous breastfeeding experience. CONCLUSIONS: Low breastfeeding rates were observed for babies delivered at a baby-friendly maternity, in the Northwest region of Goiânia. Successful breastfeeding depends on the situation experienced by the trinomial mother-baby-family and, in order to promote and support breastfeeding, all the factors that influence this process should be taken into consideration. The essentiality of continuous actions to promote and stimulate breastfeeding after pre-natal period was evidenced. The inclusion of breastfeeding as a school subject, promotion of breastfeeding during pre and post-natal period, with a close interaction between trained basic health professionals and maternity staff with the nursing mothers, a favorable environment for promotion and support in the basic health units, and improvement of socioeducacional conditions of the region population with help of local health managers are indicated.
Description: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, 2010.
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