http://repositorio.unb.br/handle/10482/57289| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| MoriaCarolineDeAraujo_TESE.pdf | 23,12 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Footprint geofísico e petrofísico do Depósito Salobo, Província Mineral de Carajás |
| Outros títulos: | Geophysical and petrophysical footprint of Salobo Deposit, Carajás Mineral Province |
| Autor(es): | Araújo, Moriá Caroline de |
| Orientador(es): | Silva, Adalene Moreira |
| Coorientador(es): | Toledo, Catarina Labouré Bemfica |
| Assunto: | Depósitos de óxido de ferro-cobre-ouro (IOCG - Iron oxide copper-gold) Província Mineral de Carajás Rochas |
| Data de publicação: | 16-Out-2026 |
| Data de defesa: | 31-Mar-2025 |
| Referência: | ARAÚJO, Moriá Caroline de. Footprint geofísico e petrofísico do Depósito Salobo, Província Mineral de Carajás. 2025. 136 f., il. Tese (Doutorado em Geologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | Os depósitos de óxido de ferro-cobre-ouro (IOCG - Iron oxide copper-gold) representam um conjunto de mineralizações com características distintas, refletindo a diversidade das rochas hospedeiras e dando origem a assinaturas petrofísicas complexas e geofísicas variadas. Embora muitos desses depósitos tenham sido descobertos inicialmente por meio de modelos exploratórios tradicionais, a prospecção futura exigirá abordagens mais avançadas e robustas. Na Província Mineral de Carajás, a complexidade dos depósitos IOCG impõe um desafio adicional ao desenvolvimento de um modelo geofísico eficaz. Diante desse cenário, esta tese foca na caracterização do footprint geofísico e petrofísico do depósito IOCG Salobo, com ênfase em suas porções mais profundas, por meio da integração de dados geofísicos multifonte e multiescala com as propriedades físicas das rochas. Além disso, a pesquisa abrange a integração de dados geofísicos, petrofísicos, geológicos e geoquímicos proporcionando uma abordagem mais abrangente para a compreensão do depósito. Para a caracterização do footprint geofísico foram identificadas assinaturas e anomalias distintas associadas ao ambiente mineralizado do depósito Salobo. Foram utilizados diversos conjuntos de dados geocientíficos, incluindo: 1) dados aeromagnéticos e gamaespectrométricos com espaçamento entre linhas de voo de 500 metros para mapear a assinatura regional do depósito; 2) dados aerogeofísicos de maior resolução, como gravimetria gradiométrica, eletromagnético, magnético e gamaespectrométricos, para o mapeamento em escala de distrito; e 3) dados geofísicos terrestres, incluindo magnetometria, gamaespectrometria, TDEM (eletromagnético no domínio do tempo) e DCIP (Direct Current resistivity and Induced Polarization), para o mapeamento em escala de depósito. O depósito Salobo apresenta contraste nos dados magnetométricos, gravimétricos gradiométricos, TDEM e DCIP. Em escalas regional e de distrito, a mineralização está associada a fortes anomalias magnéticas e gravimétricas, devido à alta suscetibilidade magnética da magnetita associada ao metassomatismo de ferro disseminado no granito que hospeda a mineralização, incluindo zonas de alteração hidrotermal ricas em magnetita. Modelos de condutividade recuperado pelo TDEM aéreo e terrestre mapearam zonas de alta concentração de calcocita-bornita. Além disso, anomalias proeminentes de urânio e U/Th foram observadas nos dados gamaespectrométricos de alta resolução. Levantamentos de DCIP indicam que a resistividade é mais eficaz para mapear o depósito do que a cargabilidade. Os modelos de cargabilidade mostram uma anomalia muito mais ampla, possivelmente influenciada por eventos tardios de alteração estéril associados ao evento de 1,88 Ga. A assinatura petrofísica do depósito Salobo indica correlações entre as rochas hospedeiras, a alteração hidrotermal e a mineralização. A análise das propriedades físicas, como densidade, suscetibilidade magnética, resistividade e cargabilidade, permite diferenciar zonas distintas alteradas hidrotermalmente. As rochas hospedeiras apresentam baixa densidade, alta resistividade e pouca variação nas demais propriedades. Em contraste, as zonas alteradas exibem mudanças significativas, com aumento de densidade, suscetibilidade magnética e cargabilidade, indicando um contraste dentro do ambiente mineralizado. As zonas enriquecidas em ferro e potassificadas apresentam alta suscetibilidade magnética e alta densidade devido à abundância de magnetita e sulfetos, respectivamente. O contraste de resistividade nessas áreas sugere a presença de minerais condutores, como bornita, calcocita e calcopirita. A cargabilidade também aumenta, refletindo os sulfetos disseminados e magnetita. No entanto, as anomalias magnéticas e de cargabilidade podem gerar interpretações errôneas, pois a magnetita também ocorre em zonas distais e estéreis. A resistividade se destaca como um vetor chave para mapear a mineralização e para a definição de alvos exploratórios, pois não apenas delineou diretamente o corpo mineralizado de Salobo, mas também permitiu a diferenciação dos tipos de minério. A resistividade galvânica (DCIP) marcou zonas de alto e baixo teor de minério, enquanto a resistividade indutiva (TDEM) realçou principalmente as áreas de alto teor. A análise detalhada das assinaturas geofísicas e petrofísicas permitem diferenciar a zonação do envelope de alteração e permitiu delinear as porções distais, proximais e a zona mineralizada. A integração de dados geofísicos, petrofísicos e de mapeamento mineral aprimora a interpretação e pode ser aplicada tanto em escala regional quanto de depósito para identificar padrões estruturais e zonas de alteração hidrotermal, essenciais para o mapeamento de sistemas minerais do tipo IOCG no Cinturão Norte do Cobre. Este estudo propõe vetores exploratórios resumidos em dois guias. O primeiro destaca os principais vetores geofísicos, enquanto o segundo aborda os vetores petrofísicos. Esse resultado pode contribuir para aprimorar estratégias de exploração e reduzir riscos em contextos geológicos semelhantes. |
| Abstract: | Iron oxide copper-gold (IOCG) deposits present significant challenges due to their complex petrophysical characteristics and geophysical signatures. While many of these deposits were initially discovered using traditional exploratory models, future exploration will require more advanced and robust approaches. In the Carajás Mineral Province, the complexity of IOCG deposits further challenges the development of an effective geophysical exploration model. To assist this challenge, this thesis focuses on characterizing the geophysical and petrophysical footprint of the Salobo IOCG deposit, with emphasis on its deeper sections, through the integration of multi-source and multi-scale geophysical data with the physical properties of rocks. Additionally, the research encompasses the integration of geophysical, petrophysical, geological, and geochemical data, providing a more comprehensive approach to understanding the deposit. To define the geophysical footprint, distinct geophysical signatures and anomalies associated with the mineralized zone of the Salobo deposit were identified and characterized. Various geoscientific datasets were used, including 1) 500-m flight line spacing airborne magnetic and gamma spectrometric data for mapping the regional signature of the deposit, 2) higher resolution airborne gravity gradiometry, time-domain electromagnetic (TDEM), magnetic, and gamma spectrometric data for district-scale mapping, and 3) ground magnetic, gamma spectrometric, fixed-loop time domain electromagnetic, and DCIP (Direct Current resistivity and Induced Polarization) data for deposit-scale mapping. Salobo shows significant magnetic, gravity gradiometry, TDEM, and DCIP signatures. At regional and district scales, the mineralization is associated with strong magnetic and gravity anomalies due to the high magnetic susceptibility of magnetite widespread Fe metasomatism in the granite host, which includes magnetite-rich alteration zones. Airborne and ground TDEM models detected the high-grade chalcocite-bornite zones. Prominent uranium and U/Th anomalies are observed in high-resolution gamma spectrometric data. DCIP surveys indicate that resistivity is more effective in mapping the deposit than chargeability. Chargeability models show a much larger anomaly and appear to be influenced by 1.88 late-stage and barren alteration events. The petrophysical signature of the Salobo deposit reveals correlations between host rocks, hydrothermal alteration, and mineralization. Analyzing physical properties, such as density, magnetic susceptibility, resistivity, and chargeability, allows for the differentiation of distinct alteration zones. Host rocks exhibit low density, high resistivity, and minimal variation in other properties. In contrast, altered zones display significant changes, with increased density, magnetic susceptibility, and chargeability, indicating mineral enrichment. Iron-enriched and potassic-altered zones have high density and magnetic susceptibility due to the abundance of magnetite and sulphides. The contrast of resistivity in these areas suggests the presence of conductive minerals such as bornite, chalcocite, and chalcopyrite. Chargeability also increases, reflecting the dissemination of sulphides and magnetite. However, magnetic and chargeability anomalies can produce misinterpretations, as magnetite also occurs in distal and barren zones. Thus, resistivity stands out as a key vector for mapping mineralization and defining exploration targets, as it not only directly delineated the mineralized body of Salobo but also enabled the differentiation of ore types. Galvanic resistivity (DCIP) identified zones of both high and low ore grades, while inductive resistivity (TDEM) primarily highlighted high-grade areas. A detailed analysis of petrophysical signatures enables the distinction between mineralized zones and altered areas with no economic potential, optimizing mineral exploration efficiency. The integration of geophysical, petrophysical, and mineral mapping data enhances interpretation and can be applied at both regional and deposit scales to identify structural patterns and hydrothermal alteration zones, which are essential for mapping IOCG mineral systems in the Northern Copper Belt. This study proposes exploration vectors summarized in two guides. The first highlights the main geophysical vectors, while the second focuses on petrophysical vectors. These findings can contribute to improving exploration strategies and reducing risks in similar geological settings. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Geociências (IG) |
| Informações adicionais: | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geologia, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Geologia |
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| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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