http://repositorio.unb.br/handle/10482/57206| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| MicheleAndriolliCustódio_TESE.pdf | 13,54 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Evolução sedimentar Cenozoica do sistema fonte-sedimentação Andes-Amazônia-Margem Equatorial Sul-Americana |
| Outros títulos: | Evolution sédimentaire cénozoïque du système Andes-Amazonie-marge équatoriale The Cenozoic sedimentary evolution of the Andes Amazon-South America Equatorial Margin Source to Sink system |
| Autor(es): | Custódio, Michele Andriolli |
| Orientador(es): | Santos, Roberto Ventura |
| Coorientador(es): | Roddaz, Martin |
| Assunto: | Paleogeno Norte da plataforma da América do Sul Bacia da Foz do Amazonas Paleogeografia Proveniência sedimentar |
| Data de publicação: | 9-Out-2026 |
| Data de defesa: | 19-Dez-2023 |
| Referência: | CUSTÓDIO, Michele Andriolli. Evolução sedimentar Cenozoica do sistema fonte-sedimentação Andes-Amazônia-Margem Equatorial Sul-Americana. 2024. 303 f., il. Tese (Doutorado em Geologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2024. |
| Resumo: | O sistema fonte-sedimentação (S2S) Andes-Amazônia-Margem Equatorial Sul Americana (AAMESA), que se estende por cerca de 3.200 km e está localizado ao norte da plataforma Sul-Americana, é um dos maiores sistemas S2S do mundo. Atualmente, o sistema AAMESA é controlado pelos Andes do ponto de vista sedimentar, pois 95% do fluxo médio anual de sedimentos suspensos fornecidos pela Amazônia ao Oceano Atlântico provêm de afluentes andinos. Apesar dos avanços científicos que detalham as influências dos processos de construção e erosão dos Andes na sua origem, evolução e registro sedimentar do sistema S2S AAMESA desde o final do Cretáceo ao início do Paleoceno na Amazônia Ocidental e o estabelecimento do rio Amazonas transcontinental no final do Mioceno (Neógeno) na Amazônia Oriental, a história geológica e, em particular, as configurações pré-Neogeno e Plioceno do sistema AAMESA ainda não foram esclarecidas. O principal objetivo desta tese é propor uma reconstrução paleogeográfica do sistema AAMESA durante o Cenozoico, com base em novos dados estratigráficos, sedimentológicos e de proveniência sedimentar obtidos de uma das bacias que constituem o sistema de bacias do foreland do retroarco Amazônico (Bacia Huallaga, norte do Peru) e da principal bacia da margem equatorial amazônica (Bacia da Foz do Amazonas). Mostramos que, do Paleoceno ao Eoceno Inferior (Daniano - Ypresiano) (66 – 43.5 Ma), desenvolveu-se um hiato deposicional nas bacias do retroarco Amazônico ligado a um episódio de quiescência tectônica nos Andes. Essa quiescência tectônica é contemporânea à formação das superfícies lateríticas "Sul-Americanas" na Amazônia Central, e às baixas taxas de sedimentação na Bacia da Foz do Amazonas. A retomada da elevação e erosão dos Andes peruanos no Eoceno médio a tardio (Luteciano - Bartoniano) (43.5 – 37.6 Ma) foi registrada na bacia de foreland do retroarco Amazônico pela presença de detritos dos arcos magmáticos da Cordilheira Ocidental e pela transgressão Bartoniana, esta marcada por depósitos de maré intercalados a depósitos lacustres continentais. O início da elevação da Cordilheira Oriental na Bacia Huallaga ocorreu no Rupeliano (30 Ma). Do Rupeliano ao Mioceno Médio, a Cordilheira Oriental continuou a se elevar, criando relevo topográfico capaz de atuar como barreira orográfica aos fluxos atmosféricos do Oceano Atlântico. Essa elevação contínua pode ter resultado em climas mais úmidos no oeste da Amazônia, o que poderia ter favorecido a formação de superfícies lateríticas na Amazônia Central entre o Oligoceno e o Mioceno Inferior, em relação à intensa fase de alteração que ocorreu entre 30 e 18 Ma. Nossos dados de proveniência registram um novo período de exumação da Cordilheira Oriental desde o Mioceno Superior até os dias atuais. Esse período de rejuvenescimento do relevo da Cordilheira Oriental está ligado à propagação do prisma orogênico amazônico em direção ao cráton. Esse evento levou a uma reorganização da rede de drenagem Amazônica e é provavelmente uma das forças motrizes por trás da transcontinentalização da Amazônia no Mioceno Médio-Superior. Por fim, o sistema AAMESA não existia como um S2S até o Mioceno tardio, quando houve o estabelecimento transcontinental do rio Amazonas. O período anterior foi marcado pelo domínio de dois sistemas diferentes, representados pelo cráton Amazônico Oriental e pela região nordeste da América do Sul (província Borborema, cráton São Luís, cinturão Gurupi). |
| Abstract: | The Andes-Amazon-South American Equatorial Margin (AAMESA) source sedimentation system (S2S), which extends for around 3,200 km and is located north of the South American platform, is one of the largest S2S systems in the world. Currently, the AAMESA system is controlled by the Andes from a sedimentary point of view, as 95% of the average annual flow of suspended sediment supplied by the Amazon to the Atlantic Ocean comes from Andean tributaries. Despite scientific advances detailing the influences of Andean construction and erosion processes on the origin, evolution and sedimentary record of the S2S AAMESA system from the end of the Cretaceous to the beginning of the Paleocene in Western Amazonia and the establishment of the transcontinental Amazon River at the end of the Miocene (Neogene) in Eastern Amazonia, the geological history and, in particular, the pre-Neogene and Pliocene configurations of the AAMESA system have yet to be clarified. The main objective of this thesis is to propose a paleogeographic reconstruction of the Andes-Amazon Equatorial Margin system during the Cenozoic, based on new stratigraphic, sedimentological and sedimentary provenance data obtained from one of the basins that make up the foreland basin system of the Amazonian backarc (Huallaga Basin, northern Peru) and the main basin of the Amazonian equatorial margin (Foz do Amazonas Basin). We show that, from the Paleocene to the Lower Eocene (Danian - Ypresian) (66 - 43.5 Ma), a depositional hiatus developed in the basins of the Amazonian backarc linked to an episode of tectonic quiescence in the Andes. This tectonic quiescence is contemporaneous with the formation of the "South American" laterite surfaces in Central Amazonia and the low sedimentation rates in the Foz do Amazonas Basin. The resumption of uplift and erosion of the Peruvian Andes in the middle to late Eocene (Lutetian - Bartonian) (43.5 - 37.6 Ma) was recorded in the sedimentation of the foreland basin of the Amazonian backarc by the presence of debris from the magmatic arcs of the Cordillera Occidental and by a Bartonian transgression marked by the presence of tidal deposits in continental lacustrine deposits. The beginning of the rise of the Eastern Cordillera is recorded in the sediments of the foreland basin of the Amazonian backarc (Huallaga Basin) 30 Ma ago, in the Rupelian. From the Rupelian to the Middle Miocene, the Eastern Cordillera continued to rise, creating a topographic relief capable of acting as an orographic barrier to atmospheric flows from the Atlantic Ocean. This continuous elevation may have led to the presence of wetter climates in western Amazonia, which could have favored the formation of laterite surfaces in central Amazonia between the Oligocene and the Lower Miocene, in relation to the intense phase of alteration that occurred between 30 and 18 Ma. Our provenance data record a new period of exhumation of the Cordillera Oriental from the Upper Miocene to the present day. This period of rejuvenation of the relief of the Eastern Cordillera is linked to a period of propagation of the Amazonian orogenic prism towards the craton. This led to a reorganization of the Amazon drainage network and is probably one of the driving forces behind the transcontinentalization of Amazonia in the Middle-Upper Miocene. Finally, the AAMESA system did not exist in "source-to sink" (S2S) terms until the late Miocene, with the transcontinental establishment of the Amazon River. The preceding period was marked by the dominance of two different systems, represented by the Eastern Amazon craton and the NE region of South America (Borborema province, São Luís craton, Gurupi belt). |
| Résumé: | Le système « source to sink » (S2S) Andes-Amazone-Marge équatoriale sud-américaine (AAMESA) qui s'étend sur environ 3 200 km et est situé au nord de la plate-forme sud américaine, un des plus grands systèmes S2S au monde. Actuellement, le système AAMESA est contrôlé par les Andes d'un point de vue sédimentaire, car 95 % du flux annuel moyen de sédiments en suspension fournis par l'Amazone à l'océan Atlantique provient d'affluents andins. Malgré de récents progrès détaillant les influences des processus de construction et d'érosion des Andes sur l'origine et l'évolution et l'enregistrement sédimentaire du système S2S AAMESA à la fin du Crétacé-début du Paléocène en Amazonie occidentale et l'établissement du fleuve Amazone transcontinental à la fin du Miocène (Néogène) en Amazonie orientale, l’histoire géologique et en particulier configurations pré néogène et pliocène du système AAMESA restent à préciser. L’objectif principal de cette thèse est de proposer une une reconstruction paléogéographique du système Andes-Amazonie-Marge équatoriale au cours du Cénozoïque à partir de nouvelles données stratigraphiques, sédimentologiques et de provenance obtenues sur un des bassins constituant le système de bassin d’avant pays rétroarc amazonien (Bassin de Huallaga, nord Pérou) et sur le bassin principal de la marge équatoriale amazonienne (Foz de Amazonas). Nous montrons que du Paléocène à l'Éocène inférieur (Danien - Yprésien) (66 – 43.5 Ma), un hiatus de dépôt s'est développé dans les bassins d’avant retroarc amazonien lié à un épisode de quiescence tectonique dans les Andes. Cette quiescence tectonique est contemporaine de la formation des surfaces latéritiques "sul-americano" en Amazonie centrale et aux faibles taux de sédimentation dans le bassin de Foz do Amazonas La reprise du soulèvement et de l'érosion des Andes péruviennes à l'Éocène moyen ou tardif (Lutétien - Bartonien) (43.5 – 37.6 Ma) a été enregistrée dans la sédimentation du bassin d’avant-pays retroarc amazonien par la présence de detritus provenant des arcs magmatiques de la Cordillère Occidentale et par une transgression au Bartonien marquée par la présence de dépôts tidaux sur des dépôts continentaux lacustres. Le début du soulèvement de la Cordillère Orientale est enregistré dans les sédiments du bassin d’avant-pays retroarc amazonien (bassin de Huallaga) il y a 30 Ma, au Rupélien. Du Rupélien au Miocène moyen, la Cordillère Orientale continue à se soulever, créant un relief topographique capable de jouer le rôle de barrière orographique aux flux atmosphérique en provenance de l’Océan Atlantique. Ce soulevèment continue peut avoir provoquer la présence de climats plus humides en Amazonie occidentale ce qui pourrait avoir favoriser la la formation de i surfaces latéritiques en Amazonie centrale entre l'Oligocène et le Miocène inférieur, en relation avec la phase intense d'altération ayant eu lieue entre 30 et 18 Ma. Nos données de provenance enregistrent une nouvelle période d’exhumation de la Cordillère Orientale du Miocène supérieur à l’actuel. Cette période se marque dans l’enregistrement sédimentaire du bassin d’avant-pays retroarc amazonien par des detritus provenant exclusivement de la Cordillère Orientale.Cette période de réjuvenation du relief de la Cordillère orientale est liée à une période de propagation du prisme orogénique amazonien en direction du craton. Elle induit une réorganisation du réseau de drainage amazonien et constitue probablement un des moteurs de la transcontinentalisation de l’Amazone au miocène moyen-supérieur. Finalement, le système AAMESA n'existe en termes de "source-to-sink" (S2S) qu'à partir du Miocène supérieur, avec l'établissement transcontinental du fleuve Amazone. La période précédente est marquée par la domination de deux systèmes différents, représentés par le craton amazonien oriental et la région NE de l'Amérique du Sud (province de Borborema, craton de São Luis, ceinture de Gurupi). |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Geociências (IG) |
| Informações adicionais: | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geologia, 2024. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Geologia |
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| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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