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2023_DeboraEzequielCavalcanti_TESE.pdf8,25 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
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Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisorSouza, Valmir da Silva-
dc.contributor.authorCavalcanti, Débora Ezequiel-
dc.date.accessioned2026-10-08T19:00:29Z-
dc.date.available2026-10-08T19:00:29Z-
dc.date.issued2026-10-08-
dc.date.submitted2023-08-04-
dc.identifier.citationCAVALCANTI, Débora Ezequiel. Espectroscopia, cristaloquímica e inclusões fluidas da esmeralda de Monte Santo, Tocantins, Brasil. 2023. 133 f., il. Tese (Doutorado em Geologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2023.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/57186-
dc.descriptionTese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geologia, 2023.pt_BR
dc.description.abstractA tese teve como objetivo investigar detalhadamente as esmeraldas de Monte Santo do Tocantins por meio de estudos espectroscópicos, cristaloquímicos e de inclusões fluidas, visando estabelecer assinaturas diagnósticas (fingerprints) capazes de identificar sua procedência geográfica e contribuir para a determinação de origem de gemas. Para isso, foram analisadas cerca de 60 amostras provenientes do mesmo depósito, utilizando difração de raios X em monocristal, espectroscopias Raman, FTIR e UV-Vis-NIR, microssonda eletrônica e estudos de inclusões fluidas. Os resultados espectroscópicos mostraram que as esmeraldas de Monte Santo possuem elevado teor de elementos alcalinos, com predominância de moléculas de água do tipo II nos canais estruturais do berilo, indicando ambiente rico em álcalis. Foram identificadas também vibrações associadas a CO₂, além de sinais atribuídos a N₂ em algumas amostras. A espectroscopia Raman evidenciou forte interferência por fotoluminescência causada pelo Cr³⁺, levando ao desenvolvimento de uma metodologia específica para minimizar esse efeito e permitir a obtenção de espectros confiáveis. As análises UV-Vis-NIR demonstraram que a coloração das esmeraldas está relacionada principalmente à presença de vanádio, cromo e ferro, sendo observada uma relação entre a intensidade das bandas espectrais e a tonalidade verde dos cristais. Os resultados indicaram que as esmeraldas de Monte Santo apresentam combinação distintiva de altos teores de V e Cr, acompanhados de baixos a moderados teores de Fe, característica importante para sua diferenciação em relação a outros depósitos. Os estudos cristaloquímicos e químicos revelaram que as amostras são classificadas como esmeraldas ricas em álcalis, com substituições predominantes nos sítios octaédricos da estrutura do berilo. A composição química mostrou que o principal ocupante desses sítios é o alumínio, substituído principalmente por Mg, V, Sc, Cr e Fe. A esmeralda de Monte Santo foi classificada como V-dominante, devido ao maior teor de vanádio em relação ao cromo. Um dos resultados mais relevantes da pesquisa foi a identificação de concentrações excepcionalmente elevadas de escândio (Sc), consideradas a principal assinatura geoquímica do depósito e um critério distintivo frente a outras ocorrências mundiais de esmeralda. As inclusões fluidas registraram sistemas aquosos, carbônicos e aquocarbônicos, com ampla variação de salinidade, composição e proporções de fases. Os dados indicam que os fluidos mineralizantes resultaram da mistura de contribuições magmáticas e metamórficas, em um sistema complexo com múltiplos eventos de remobilização. A presença de CO₂ e CH₄ foi associada à devolatilização durante processos metamórficos, enquanto a coexistência de fluidos de diferentes composições sugere aprisionamento heterogêneo e processos relacionados à ebulição (boiling) e separação de fases. A pesquisa conclui que nenhuma técnica analítica isolada é suficiente para determinar com precisão a origem geográfica de esmeraldas. Entretanto, a integração de dados espectroscópicos, cristaloquímicos, geoquímicos e de inclusões fluidas permite diferenciar com alta confiabilidade as esmeraldas de Monte Santo de outras ocorrências. O depósito é interpretado como resultado de uma gênese complexa envolvendo contribuições tanto magmáticas quanto metamórficas, sendo mais compatível com depósitos tectonometamórficos remobilizados do subtipo IID da classificação de Giuliani. Além disso, o trabalho estabelece uma base de dados inédita para futuras aplicações em gemologia, geologia forense e estudos de proveniência mineral.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleEspectroscopia, cristaloquímica e inclusões fluidas da esmeralda de Monte Santo, Tocantins, Brasilpt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.subject.keywordEsmeraldaspt_BR
dc.subject.keywordGeoquímica mineralpt_BR
dc.subject.keywordDifração de raios X (XRD)pt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.contributor.advisorcoNogueira Neto, José de Araújo-
dc.description.abstract1The doctoral thesis aimed to investigate the emeralds from Monte Santo, Tocantins, Brazil, through spectroscopic, crystallochemical, and fluid inclusion studies in order to establish diagnostic fingerprints capable of identifying their geographical provenance and supporting gemstone origin determination. Approximately 60 emerald samples from the same deposit were analyzed using single-crystal X-ray diffraction, Raman, FTIR and UV-Vis-NIR spectroscopy, electron microprobe analysis, and fluid inclusion investigations. The spectroscopic results showed that the Monte Santo emeralds are enriched in alkali elements and display a predominance of type II water molecules within the structural channels of beryl, indicating formation in an alkali-rich environment. Vibrational features related to CO₂ were detected in all samples, while subtle N₂-related signals were observed in some specimens. Raman spectroscopy revealed strong Cr³⁺-induced photoluminescence, leading to the development of a specific analytical approach to minimize interference and obtain reliable Raman spectra. UV-Vis-NIR analyses demonstrated that emerald coloration is mainly controlled by vanadium, chromium, and iron. A relationship was observed between the intensity of the absorption bands and the green color variations of the crystals. The results indicate that Monte Santo emeralds are characterized by a distinctive combination of high vanadium and chromium contents together with low to moderate iron concentrations, an important feature for distinguishing them from emeralds of other deposits. Crystallochemical and chemical investigations revealed that the samples are alkali-rich emeralds with substitutions occurring predominantly in octahedral sites of the beryl structure. Aluminum is the main occupant of these sites and is replaced primarily by Mg, V, Sc, Cr, and Fe. The Monte Santo emeralds were classified as vanadium-dominant emeralds, owing to their higher vanadium content relative to chromium. One of the most significant findings of the study was the identification of exceptionally high scandium (Sc) concentrations, considered the main geochemical fingerprint of the deposit and a distinguishing feature compared to emerald occurrences worldwide. Fluid inclusion studies revealed aqueous, carbonic, and aquo-carbonic systems displaying wide variations in salinity, composition, and phase proportions. The data indicate that the mineralizing fluids resulted from the mixing of magmatic and metamorphic contributions within a complex system characterized by multiple stages of fluid remobilization. The occurrence of CO₂ and CH₄ was associated with devolatilization during metamorphism, whereas the coexistence of chemically distinct fluids suggests heterogeneous trapping processes related to boiling and phase separation. The thesis concludes that no single analytical method is sufficient for precise geographic origin determination of emeralds. However, the integration of spectroscopic, crystallochemical, geochemical, and fluid inclusion data allows Monte Santo emeralds to be distinguished from other deposits with a high degree of confidence. The deposit is interpreted as the product of a complex genesis involving both magmatic and metamorphic contributions and is most consistent with tectono-metamorphic remobilized deposits of subtype IID in the classification proposed by Giuliani. Furthermore, the study establishes an unprecedented database that may support future applications in gemology, forensic geology, and mineral provenance research.pt_BR
dc.description.unidadeInstituto de Geociências (IG)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Geologiapt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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